sábado, 6 de outubro de 2012

A admissão de uma capitulação!


A memória dos operários da Carbonaria que foram os artífices da Revolução Republicana ocorrida a 5 de Outubro de 1910 foi vingada.

Depois de terem, no âmbito da sua política de empobrecimento dos trabalhadores e do povo, através do roubo dos salários e do trabalho, decidido pela eliminação de feriados, entre os quais o que ontem comemorava o derrube da monarquia e a implantação da república, a burguesia, para que o exemplo revolucionário não germinasse, decidiu fazer uma cerimónia privada – justificada com a necessidade de “contenção de custos” – longe dos olhares do povo, e esvaziada de conteúdo.

Mas, os promotores desta miserável traição – e convém denunciar que António Costa, presidente do município de Lisboa, com ela compactuou – tramaram-se! A começar pelo hastear, no mastro principal do edifício da Câmara Municipal de Lisboa, da bandeira de forma invertida, o que, em sinalética militar, indica capitulação. Nada que não reflicta a realidade a que este presidente e o governo cujas medidas terroristas e fascistas cauciona, não revelassem já: a capitulação perante os ditames da tróica germano-imperialista.

 Seguiu-se a intervenção de duas cidadãs: uma, a cantar uma ária de Fernando Lopes Graça, cuja letra assenta que nem uma luva na caracterização dos traidores que habitam S. Bento e, outra, a denunciar as condições miseráveis de vida que a sua reforma de miséria lhe impõe e que foi, aliás, brutalmente escorraçada pelos jagunços de Cavaco.

Se foi ou não um prenúncio, um vislumbre do futuro ou uma premonição, não sabemos. O que sabemos, o que é real e tangível, é que o derrube do governo de traição Passos/Portas e de todos aqueles que, como Cavaco, os caucionam, a expulsão da tróica germano-imperialista do nosso país, a suspensão do pagamento da dívida e do serviço da dívida, são já uma agenda alternativa imparável.

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