quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Calem-se ou…serão calados!


Afirmou o seboso líder do Grupo Parlamentar do PSD, secundado por António Costa do PS e por  Paula Teixeira da Cruz, ministra da “justiça” deste governo de serventuários, que não lhes choca o facto de haver quem cante a música “ Grândola Vila Morena”, mas sim que impeçam os outros de manifestarem a sua opinião.

Quem estivesse completamente alheado da realidade portuguesa e tivesse aterrado no planeta vindo de outra galáxia, ficaria tentado em considerar que quem com tal canto impediu quer o ministro Relvas, quer o traidor Coelho ou qualquer outro ministro ou secretário de estado deste governo, de botar faladura não é nada mais, nada menos, do que um “terrorista” anti-democrata.

Com o passar do tempo pode ser que vislumbre outra realidade:

- que este governo rouba os salários e o trabalho aos trabalhadores e que se está nas tintas para o que eles pensam àcerca disso;

- que vende, a preços de saldo, os activos e empresas estratégicas que restam, comprometendo uma política económica soberana e independente para o nosso país, sem sequer auscultar o povo sobre o que pensa do assunto;

- que aumenta o IVA, da taxa mínima de 6% para 23% para produtos básicos, da dieta alimentar dos trabalhadores e do povo, e não só, sem se preocupar sobre o que estes poderão ter a dizer sobre o assunto;

- Corta em praticamente todas as “prestações sociais” sem que o povo tenha sido chamado a pronunciar-se sobre a questão;

- Limita o acesso à saúde e à educação aos trabalhadores e ao povo e nem pestaneja perante a revolta que estes manifestam face à destruição do SNS e da escola a que este governo de traição os está a sujeitar;

- Cria as condições para o agravamento do desemprego e da precariedade e impõe leis que nos remetem para um retrocesso histórico nunca antes experienciado;

- Adopta todas estas e outras medidas para satisfazer os especuladores e agiotas que vêm na dívida um negócio e uma fonte de renda inesgotáveis;

- Faz tudo isto desviando recursos que deveriam ser afectos ao bem estar e à dignidade do povo, impedindo - através da repressão - que haja consequências quanto às exigências e expectativas que o povo formula nas ruas.

E fá-lo, apesar de ter sido eleito com base num programa que, na própria noite em que foram eleitos para formar governo PSD e CDS, ter sido rasgado em mil pedaços, o que leva a que tenham perdido qualquer legitimidade eleitoral.


Dizia António Costa, no programa “quadratura do círculo” – um título tão a propósito da sua redonda demagogia e oportunismo – que “fora da democracia toda a violência é permitida, mas dentro da democracia nenhuma violência é consentida”. Mas que democracia? Aquela em que PS e PSD de 4 em 4 anos promovem promessas sem fim, que sabem de antemão que não vão cumprir? É essa a noção de “legitimidade democrática” que defende?

Prometer algo e depois impôr o seu contrário, essa é que é a verdadeira violência, esse é que é o comportamento que define e caracteriza as práticas fascistas e terroristas que este governo tem levado a cabo a mando da tróica germano-imperialista.

Quem com ferros mata, com ferros morre! Não deixam o povo expressar-se para, do que ele expressa, retirar consequências.  Então,  que de uma vez por todas,  se calem ou…SERÃO CALADOS!

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