quinta-feira, 27 de junho de 2013

Greve dos professores - Um governo que pode ser derrotado e que tem de ser derrubado

Depois de uma greve firme e prolongada, os professores do ensino público básico e secundário obrigaram o governo fascista Coelho/Portas a recuar em toda a linha no projecto de despedimento imediato de cerca de 15 mil professores, a concretizar através do aumento do horário de trabalho e do chamado regime de mobilidade especial.
Esta vitória imediata dos professores, por limitada que seja nos seus efeitos em termos temporais (o referido projecto de despedimento apenas ficou adiado por um ano), é reveladora da força que tem a luta e a unidade dos trabalhadores quando guiada por objectivos claros e da fraqueza do governo de lacaios do imperialismo germânico quando se confronta com essa luta e essa unidade.
O desespero de Passos Coelho e companhia perante a greve dos professores levou-os a repetir vezes sem conta que é preciso rever a lei da greve, o que na sua boca significa a intenção de proibir as greves, à boa maneira fascista. É preciso responder firmemente a todas as manobras de supressão da liberdade e da democracia para o povo que estão em curso e de que esta é um exemplo significativo.
O governo Coelho/Portas tem de ser derrubado pela luta dos trabalhadores. Cada pequeno passo, como o que foi dado agora pelos professores, torna mais clara na consciência das massas a urgente necessidade desse derrubamento. Quando o governo e o ministro Crato voltarem à carga com as medidas que agora não conseguiram aplicar como queriam e com outras ainda mais gravosas, de liquidação da escola pública e de uma educação democrática e de qualidade, ficará evidente para todos os professores que o objectivo central da sua luta, em unidade com todos os trabalhadores e todo o povo português, é o de derrubar este governo, expulsar a tróica e construir um governo alternativo, democrático e patriótico.

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