quarta-feira, 17 de julho de 2013

Golpe de estado visa sequestrar vontade popular

A mistificação que está a ocorrer em torno da acção política levada  cabo por Cavaco Silva, designada por compromisso para a salvação nacional, é transversal a todos os partidos do chamado arco parlamentar.

De facto não admira que quem, em 2011, assinou o Memorando de Entendimento com a tróica germano-imperialista – PS, PSD e CDS – se disponha agora a dar resposta positiva ao apelo do presidente para estabelecer este autêntico pacto de traição nacional.

Também não surpreende que aqueles que clamam pela renegociação e pela reestruturação da dívida, admitindo que parte dela é “legítima” e que, portanto, deve ser paga,  e escamoteando que a dívida é um instrumento da dominação imperialista sobre Portugal e de chantagem, exploração, miséria e humilhação sobre o povo e quem trabalha, não façam qualquer referência ao facto do que o que realmente  sucedeu foi um golpe de estado.

O que todos eles, com uma linguagem mais à direita, ao centro ou à esquerda escamoteiam, tal como o fizeram durante as eleições legislativas de 2011, é que, quando e se o povo for chamado, através do seu voto, a determinar qual a solução que deseja para a crise e para a dívida, seja confrontado com o facto de, afinal, essa solução já ter sido previamente encontrada.

É precisamente isto que o golpe de estado levado a cabo por Cavaco Silva visa. Transformar as anunciadas eleições antecipadas de Junho ou Julho de 2014 – a cenoura que Cavaco acenou à direcção oportunista e traidora de Seguro – numa autêntica farsa.

Numa encenação que a tróica germano-imperialista preparou meticulosamente, lançando mão de um compromisso para a salvação nacional – que mais não é do que a reprise do Memorando de entendimento de 2011 , assinado pelos mesmos partidos que agora se dispõem a assinar este pacto de traição, PS, PSD e CDS .

O compromisso de mais austeridade, de mais medidas terroristas e fascistas a aplicar contra o povo e quem trabalha, o compromisso de vender por trinta dinheiros a soberania e a independência nacional, persistindo em amarrar Portugal ao euro e à União Europeia, precisamente os instrumentos que levaram a esta autêntica tragédia nacional.

Desenganem-se aqueles que acreditam que podem pescar nestas águas turvas da traição e delas retirar benefícios próprios. Cairão, como todos os traidores, às mãos do povo. E verificarão, por experiência própria, que o povo português sempre soube, ao longo da história, qual o destino a dar a todos os Migueis de Vasconcelos: defenestrá-los, derrubá-los do pedestal da arrogância e terror onde se julgam intocáveis.

É cada vez mais clara e notória que a única saída, a única solução a favor dos interesses do povo e de quem trabalha, passa pelo derrube deste governo de traição nacional e do seu chefe Cavaco, da constituição de um governo democrático patriótico que consiga agregar e representar os interesses do maior número de classes e sectores de classe – desde a classe operária e dos trabalhadores de vários sectores até pequenos e médios empresários.


Um governo cujas primeiras medidas sejam decretar a suspensão do pagamento da dívida e dos juros, implementar um plano criterioso de investimentos produtivos assente no princípio da recuperação do nosso tecido produtivo e prepare o povo e o país para a saída do euro e da União Europeia.

1 comentário:

  1. Petição: Secretaria Nacional dos Povos Indígenas.
    http://wp.me/p1ecQj-1Eb
    O Brasil avançou muito nestes últimos anos.
    Por um lado, ele se transformou num exemplo de democracia para a América Latina.
    Mas, por outro, persistem situações concretas que nos denigrem
    e que exigem respostas imediatas de governantes e governados.
    Algo faz falta há muitos anos:
    a existência de uma Secretaria Nacional dos Povos Indígenas.

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