quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Rescaldo da 8ª e 9ª avaliação da tróica

Um espesso realismo?!


Ao anunciar as conclusões das 8ª e 9ª avaliações que a tróica germano-imperialista veio realizar ao seu protectorado, o vice-primeiro ministro Paulo Portas, que protagoniza a traição nacional com os seus parceiros Coelho e Cavaco, acompanhado da ministra das finanças e do fuinha e  secretário de estado Moedas, congratulou-se com um espesso realismo que terá estado na base da receita do invasor para mais austeridade para 2014.

Tentando fazer crer que se até à data o governo de traição nacional que integra e protagoniza esteve de costas viradas para o povo e de braços abertos para o impiedoso credor, personificado na figura da tróica, desta vez terá feito precisamente o contrário e enfrentado os ditames da dita, nem assim o feirante Portas conseguiu iludir que, uma vez mais, foi com servil humilhação que o seu governo aceitou todas as imposições que lhe foram ditadas.

E nem uma referência absolutamente imbecil a uma prova de atletismo, comparando o percurso que o seu governo, a mando da tróica germano-imperialista, impôs aos trabalhadores e ao povo português, uma prova de velocidade em que das 13 voltas à pista de tartan, faltariam agora completar 3, iludiu o facto de que, já no próxima Lei do Orçamento para 2014, o que se pode esperar é:

·         A continuação do genocídio fiscal sobre o povo e quem trabalha

·         O agravamento do déficit e da dívida que o resgate previsto no Memorando de Entendimento que PS, PSD e CDS subscreveram com a tróica germano-imperialista era suposto resolver

·         Aumento imparável do desemprego

·         Continuação e agravamento da recessão

·         Prosseguimento do desbragado ataque e destruição do Serviço Nacional de Saúde e do acesso à Educação

·         O exponenciar de uma estratégia de despedimentos em massa de trabalhadores na Função Pública, procurando novas fórmulas que o Tribunal Constitucional possa aceitar ou, como já fez noutras ocasiões, possa a elas fechar os olhos e lavar as mãos como Pilatos

·         Destruição do pouco tecido produtivo que resistiu à hecatombe provocada pela chantagem da dívida e dos subsídios da CEE e da União Europeia

·         Venda dos poucos activos e empresas públicas estratégicas que restam

Não se tratou, pois, de um espesso realismo o que ficou evidenciado nesta conferência de imprensa, mas sim de uma aberta confissão da falência de uma política que mais não fez do que agravar o déficit e a dívida, o desemprego, a destruição das forças produtivas, foi a confirmação que esta dívida, para além de ilegal, ilegítima e odiosa, é IMPAGÁVEL!

E nem o facto de o deslumbrado Cavaco (para não ofender os que sofrem de atraso mental), mesmo lá longe na Suécia, com a sua teoria do masoquismo que terá tomado conta de alguns opinadores e ideólogos de meia tigela, por considerarem insustentável a dívida por causa das taxas de juro de mais de 7% que estão a ser cobradas, ajuda Coelho e Portas a escamotearem a realidade.

De facto ela é espessa, a realidade. De facto é cada vez mais necessário que uma ampla frente democrática e patriótica se constitua para derrubar este governo de traição nacional e correr com a tróica germano-imperialista do país, uma frente que que leve à formação de um governo que prepare Portugal para a saída do euro e da União Europeia – instrumentos que têm levado o país à condição de protectorado e colónia - , recupere o tecido produtivo destruído por toda a sorte de serventuários que há cerca de 4 décadas se alcandorou ao poder e tire proveito das  condições geoestratégicas únicas do país.

Realismo é demonstrar, com a espessura necessária, o abismo que existe entre aqueles que defendem que Portugal não passa de um país periférico, amarrando o povo a uma estratégia de submissão e colonização para servir interesses dos grandes grupos financeiros e bancários – com os alemães à cabeça - e os que, como nós, defendem que Portugal não é um país periférico.


É, isso sim, um país que com um plano criterioso de investimentos tem condições para vir a ser a porta de entrada e saída do essencial das mercadorias de e para a Europa e aproveitar as vantagens competitivas que daí advêm. Desde logo a recuperação dos nossos portos, da indústria naval onde possuímos um vasto know how, do sector da metalomecânica e metalurgia, do sector mineiro (possuímos os maiores jazigos de ferro da Europa), da indústria das pescas e derivados, da agricultura não sujeita a quotas que liquidam os produtores e as produções nacionais.

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