domingo, 10 de novembro de 2013

Nos últimos 2 anos foram despedidos 15 mil trabalhadores nos Municípios!

Devido aos cortes impostos pela tróica germano-imperialista, o número de trabalhadores nas autarquias de todo o país sofreu uma redução de mais de 4%, quando o que, numa manifesta ingerência colonial, era imposto pelo Memorando de Entendimento que PS, PSD e CDS assinaram com aquela entidade, era uma redução de 2% ao ano.

Isto é, no final de 2010, antes da entrada em vigor do programa de resgate, existiam 135.597 trabalhadores nos municípios portugueses, sendo que, no final do trimestre de 2013 apenas 121.001 mantinham o seu posto de trabalho, ou seja, o correspondente a uma redução de 10,76%, quase o triplo daquela imposição no período de 2 anos!

A circunstância de 29 municípios terem aparentemente contrariado esta tendência e admitido mais trabalhadores, deve-se ao facto de alguns desses municípios terem decidido internalizar os funcionários que estavam ligados a empresas municipais entretanto extintas. Mas, o que é certo é que, no balanço final, os municípios despediram mais trabalhadores do que a administração central!

Ao destacarmos o facto de que os municípios e os partidos maioritariamente dominantes no chamado poder local – PS, e PSD, mas também CDS e PCP – estarem a despedir mais funcionários do que tinha sido recomendado pela tróica germano-imperialista – que era de 2% ao ano para as autarquias e de 1% ao ano para a administração central -, o que pretendemos demonstrar é que, afinal, a oposiçãofirme e construtiva de que Seguro e o PS tanto gostam de se afirmar arautos, não passa de mera encenação para enganar o povo e quem trabalha.

Sobretudo quando os factos estão aí para comprovar que a relação dos despedimentos entre as autarquias e a administração central, no final do terceiro trimestre de 2013, é de 10,76% contra 6,6% !
 
A imposição da tróica germano-imperialista para que o número de trabalhadores seja reduzido quer a nível autárquico, quer a nível da administração central, visa obrigar - à custa de despedimentos e da quebra da qualidade dos serviços que o povo exige, quer do poder local, quer do poder central -, ao pagamento de uma dívida que não foi contraída pelo povo, nem o povo dela retirou qualquer benefício.


Torna-se, pois, imperiosa uma luta sem quartel contra este governo de traição nacional, pelo seu derrube e do seu tutor Cavaco, pelo isolamento dos que, dizendo-se opositores destas medidas terroristas e fascistas, com elas compactuam e, ademais, aplicam. Luta que levará à constituição de um governo democrático patriótico que recuse o pagamento da dívida e prepare o país para a saída do euro e da União Europeia.

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