terça-feira, 13 de novembro de 2012

Merkel visita amigos em Lisboa


Diz-me com quem andas…

 

Durante umas longas sete horas a nova führer Merkel, assumindo poses imperiais de quem visita um protectorado ou território ocupado e subjugado aos interesses dos grandes grupos financeiros e bancários germânicos que representa, conspurcou o nosso país, na deslocação que fez à sua capital, Lisboa, e afrontou os trabalhadores e o povo português que sofrem na pele e na carne as consequências das medidas terroristas e fascistas que a chancelerina dita aos seus serventuários Coelho e Portas.

Demonstrativo do figadal ódio que o povo português nutre pela frau Angela foi a poderosa máquina de segurança e repressão que os seus amigos colocaram no terreno. Quem tem confiança de que está a agir a favor do povo e dos seus interesses, naturalmente não necessitaria de se proteger dele.

Mas, a senhora não tem só inimigos em Portugal, também tem alguns amigos. E, aliás, foram esses que ela hoje veio visitar. E que amigos! Daqueles cuja natureza de classe e interesses que perseguem definem bem do carácter e da natureza do próprio visitante. Lá diz o ditado popular: diz-me com quem andas…dir-te-ei quem és!

E que amigos são esses? Desde logo o Coelho que tranquiliza a patroa reafirmando que não está nos planos da sua equipa de serventuários em Portugal sequer solicitar outras condições, senão aquelas que Merkel, magnanimamente, lhes ditou, nem, tampouco, exigir mais 30 moedas pelos préstimos e bajulação. Depois o caixeiro viajante Portas que anunciou que até o sol e a magnífica temperatura que se disfruta no nosso país está à venda e…a preços de saldo!

Claro que o grande patronato, lídimo representante de uma burguesia nacional compradora, mas não só, parasitas profissionais a viver das migalhas que a sua função intermediária dos interesses dos grandes grupos financeiros, económicos e industriais estrangeiros representa, acotovelaram-se no Centro Cultural de Belém e, pondo-se todos eles em bicos dos pés, clamaram a sua amizade à führer, para ver quem conseguia o “financiamento” alemão que melhor garanta a sua “vidinha”.

Apesar de não terem querido – para não perderem de vez a face hipócrita com que disfarçam que os seus intentos são idênticos ou iguais aos da chefe do IV Reich - ou não terem podido estar presentes devido à menorização do seu papel no contexto em que a chancelerina Merkel deseja que as coisas aconteçam no nosso país, a senhora, no entanto, conta ainda com mais alguns amigos de peso.

Desde os que compactuam com a implementação de leis laborais que facilitam e embaratecem os despedimentos, promovem o roubo dos salários e do trabalho – como é o caso do traidor Proença – até aos que “fecham os olhos” ou “lavam as mãos como Pilatos” ao confisco ilegal dos subsídios de natal e de férias, como foi o caso do Tribunal Constitucional, passando por aqueles que, dizendo-se “intrigados” com a proposta de PSD e CDS os convidar a participar na “refundação” do memorando que todos eles assinaram com a tróica germano-imperialista, se mostram não só convictos que a dívida tem de ser paga pelo povo que não a contraiu, nem dela beneficiou, como se deve aproveitar a ocasião para se valer do seu peso parlamentar para, com os partidos do arco governamental, proceder a algumas “reformas” que, dizem eles, “afinem e melhorem” o “estado social” que dizem querer defender, mas para o qual criaram as condições para a sua destruição,como é o caso de Seguro e do PS.

Aqueles de cuja justa ira os seus amigos a defenderam, ou seja, os operários, os trabalhadores, os estudantes e intelectuais, a grande massa do povo, no entanto, não lhe darão, nem a si, nem aos seus serventuários, qualquer trégua. No próximo dia 14 de Novembro a Greve Geral deverá reclamar o derrube do governo dos seus amigos Coelho e Portas, bem como do seu capacho de Belém.

Mas, esta imensa frente de todas as camadas populares que se agiganta todos os dias, não se ficará por aqui. Após o derrube do governo dos traidores Coelho e Portas, constituirão um governo democrático patriótico que, ao expulsar a sua tróica e ao suspender, no mínimo, o pagamento de uma dívida que consideram ilegal, ilegítima e odiosa, demonstrarão que a führer Merkel deixou de ter ou de contar com amigos e amizades em Portugal!

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Maquinistas com a Greve Geral‏

Publicado em 12.11.2012
(do nosso correspondente na CP)

A Greve Geral de 14 de Novembro, conta com a participação activa de todos os ferroviários em geral e dos maquinistas do sector público em particular. A já longa luta que estes trabalhadores têm vindo a encetar, contra o roubo do trabalho e do salário, deve servir de exemplo da abnegação, da disponibilidade e combatividade para a Greve Geral que agora se aproxima. Ao fim de 11 meses ininterruptos de greve, ainda não vacilaram e preparam-se para a agudização da luta, uma vez que a administração cessante se prepara para dar lugar a uma outra que com novas instruções do Governo e da Tróica se prepara para entrar e cortar tudo a eito.

A exigência do derrubamento do governo de Passos/Portas, a recusa do pagamento de uma dívida impagável, ilegal e que não é nossa e a instauração de um Governo Democrático Patriótico, não são ainda reivindicações dos pré-avisos de greve dos sindicatos ferroviários, mas têm de passar a sê-lo, tal como já o é o sentimento de todos os trabalhadores, quer no sector público como no privado. Só lutando por estes objectivos imediatos se conseguirá obter vitórias seguras e não cair na luta economiscista que não levará a lugar nenhum. A próxima Greve Geral deve ser isso mesmo, um grito de revolta por uma sociedade nova e começarmos pelo derrubamento deste governo é o primeiro passo para essa sociedade.
 
 
Retirado de:

domingo, 11 de novembro de 2012

“A greve geral de 14 de Novembro vai ser uma grande jornada de luta, de unidade e de vitória”

Publicado em 11.11.2012
Reproduzimos seguidamente uma entrevista dada pelo camarada Leopoldo Mesquita, em nome do Comité Central do Partido, ao jornal semanal grego Dromos tis Aristeras (A Via da Esquerda). O pedido da entrevista foi feito por uma das organizações responsáveis por este jornal, a Organização Comunista da Grécia, a qual integra a coligação Syriza.
 
Dromos tis Asteras - Está-se perante uma crise política em Portugal? Porque é que apelam para a queda do governo e não apenas, por exemplo, para a revogação destas medidas contra os trabalhadores e contra o povo?

Leopoldo Mesquita - Sim, existe hoje uma crise política profunda em Portugal, cuja característica fundamental é uma grande ofensiva das forças da contra-revolução e uma firme resistência das classes trabalhadoras a essa ofensiva.

A crise política actual em Portugal tem na sua base a crise mortal do sistema capitalista evidenciada e aprofundada pela grande depressão global iniciada em 2007, a tentativa desesperada da classe capitalista e do grande capital financeiro de fazer abater os seus efeitos sobre os trabalhadores e a firme resistência a tais intentos por parte destes mesmos trabalhadores.
 
Em ligação com esta característica geral, a presente crise política tem também na sua base a rápida colonização de Portugal pelo imperialismo germânico, acolitado pelo subimperialismo francês, a qual tem lugar através das instituições e políticas da União Europeia, visa a exploração desenfreada dos trabalhadores e do povo português e provoca da parte destes uma firme atitude de luta e de resistência aos planos do IV Reich alemão.

A crise política actual tem também como factor importante a completa submissão aos interesses do grande capital financeiro e do imperialismo alemão por parte dos partidos que, desde a derrota da revolução portuguesa de 1974/75, se têm alternado no poder, um, o Partido Social Democrata (PSD), representando a grande burguesia, e o outro, o Partido Socialista (PS), representando a pequena burguesia, com a média burguesia oscilando entre ambos.
 
Um outro factor importante que concorre para a presente crise política são ainda as insuficiências ideológicas e organizativas da classe operária e demais classes trabalhadoras, manifestadas no facto de os maiores partidos e organizações que se reclamam destas classes não terem um programa, uma ideologia, uma estratégia e uma táctica políticas capazes de determinar uma alternativa que derrube e substitua o poder económico e político vigente, e de uma organização comunista, como o PCTP/MRPP, não dispor ainda de uma influência política e organizativa suficientemente forte para isolar de vez o oportunismo e atingir os objectivos revolucionários que o movimento operário e popular reclama.
 
No momento presente existe um impasse no confronto entre a revolução e a contra-revolução. O governo de traição nacional PSD/CDS limita-se, a mando do imperialismo alemão, a lançar sucessivos programas de austeridade contra os trabalhadores. Os seus ministros já não ousam sair à rua e o próprio parlamento é frequentemente cercado pelas massas, obrigando os deputados traidores a sair pelas portas das traseiras escoltados pela polícia. O movimento grevista intensifica-se e as massas populares enchem as ruas em sucessivas manifestações de protesto e de luta. O objectivo do derrube do governo de traição nacional e da constituição de um novo governo democrático patriótico começa a impor-se como o principal factor de unidade entre as massas trabalhadoras. Tudo isto exige avanços rápidos no movimento operário e popular capazes de inverter a relação de forças entre a revolução e a contra-revolução. É em situações como esta que podem suceder golpes contra-revolucionários de tipo fascista ou bonapartista, os quais devem ser impedidos a todo o custo e firmemente derrotados se tiverem lugar.

DtA - Têm um slogan apelando à criação de um “governo democrático e patriótico”. Quais são as alianças sociais que o podem sustentar? Será que os oficiais dos escalões mais baixos do exército têm aí lugar? E quais são as alianças políticas específicas que têm de ser estabelecidas para criar esse governo? Concordariam em formar um governo com o PCP e o BE, por exemplo?

LM - A constituição de um governo democrático patriótico tem de ter na sua base uma unidade de todas as forças democráticas e anti-imperialistas, sem excepção. Estas incluem a classe operária, os trabalhadores dos serviços, os camponeses e assalariados rurais, os estudantes, os pequenos e médios proprietários arruinados pela crise e os sectores das forças armadas anti-fascistas e anti-imperialistas. A aliança de partidos, organizações e personalidades independentes para formar o novo governo deverá ter na sua base um programa democrático e patriótico de combate à crise. Qualquer partido, força política ou personalidade que subscreva esse programa pode vir a integrar esse governo.

DtA
- Porque é que chamam esse governo de “democrático”? Será que a democracia portuguesa (mesmo em termos burgueses) está debilitada por um desvio antidemocrático que a leva a deixar passar estas medidas? E porque é que chamam esse governo de “patriótico”? Estará a independência nacional ferida por estas medidas e pela forma como foram aplicadas no vosso país?

LM - A base primeira de um programa de governo alternativo para Portugal tem de ser a defesa da democracia e da independência nacional. É preciso rejeitar soluções antidemocráticas ditas de “salvação nacional” e é necessário expulsar do país os instrumentos de submissão aos ditames do imperialismo. Só pelo exercício dos direitos democráticos de luta, de organização, de debate e de decisão política podem ser prosseguidos os interesses dos trabalhadores e a defesa do país.

É preciso acrescentar que um novo governo democrático patriótico só pode formar-se e subsistir se enfrentar com firmeza e determinação o problema da dívida pública. A dívida é o instrumento principal do imperialismo e do grande capital para colonizar Portugal e para explorar e roubar os trabalhadores e o povo. Nestas condições, é com base na atitude das forças democráticas e patrióticas face à exigência de repúdio da dívida que se vai decidir a vitória ou a derrota do combate político actual pela democracia e pela independência nacional.

DtA - Quais serão as tarefas imediatas que este governo terá de cumprir? Por exemplo, a recusa do pagamento da dívida é uma tarefa imediata? Porque é que essa não é para vós a questão central, em lugar da formação de um governo democrático e patriótico? E sobre a questão da saída do euro? É uma tarefa imediata, um “slogan para a acção imediata” ou um slogan de agitação? Deverá esse governo assumir tarefas de longo prazo? (por exemplo, uma reorientação da economia portuguesa para sectores mais produtivos)?
 
LM - No entender do PCTP/MRPP existem três medidas imediatas que um novo governo democrático patriótico deverá tomar, a saber: a suspensão do pagamento da dívida, o controlo do sistema bancário pelos trabalhadores e a expulsão da tróica germano-imperialista. A saída do euro poderá ser uma consequência inevitável destas medidas. Se essa solução se impuser, como é provável, deverá ser enfrentada com firmeza e sem receio. O novo governo deverá repor os salários e os direitos roubados aos trabalhadores e ao povo e promover um programa de desenvolvimento que reconstrua a economia sob controlo dos trabalhadores e que elimine o desemprego.

DtA - Vocês avançam com o slogan da “greve geral”. Não receiam que pôr o peso das decisões nos sindicatos (os reformistas) poderá levar a tornar secundária a luta política que promovem para formar um “governo democrático e patriótico”? Será que não há outras formas de luta que poderiam ser avançadas em primeira linha?
 
LM - Todas as formas de luta são importantes e nenhuma deve ser posta de parte. Na situação presente, a greve geral não é o último mas sim o primeiro meio de luta a que se deve recorrer para derrotar os planos da contra-revolução e impor os direitos dos trabalhadores e dos cidadãos. Todas as formas de luta específicas e sectoriais devem ser feitas confluir para este objectivo. É preciso fazer todas as greves gerais que forem necessárias até o governo ser derrubado. Neste movimento é preciso estabelecer uma aliança indestrutível entre os trabalhadores e todos os sectores democráticos e patrióticos. Todo o tipo de iniciativas políticas que conduzam à formação de um governo democrático patriótico devem ser encetadas. Na luta por este objectivo, a acção dos sindicatos e de outras organizações de trabalhadores é absolutamente indispensável. Estas organizações de classe devem assumir elas próprias como objectivo central o derrube do governo de traição nacional e a formação de um governo democrático patriótico.

DtA - Quais são as características específicas do movimento de massas que de repente apareceu nas ruas em Portugal nas últimas semanas? Qual a sua relação com os partidos “tradicionais”, os sindicatos, etc? Quais são as tarefas dos comunistas no caso de não haver uma relação desse movimento com os partidos e os sindicatos e de o mesmo ter um carácter “espontâneo”?
 
LM - A classe operária e os sectores mais avançados e conscientes dos trabalhadores portugueses nunca deixaram de, nos seus locais de trabalho e nas ruas, travar uma luta firme contra o patronato, a tróica e o seu governo de lacaios. As grandes manifestações de rua que nos últimos meses se vêm realizando sem interrupção representam a entrada em força na luta por parte das massas populares, maioritariamente constituídas pela pequena burguesia. Menos de um ano depois do início do “programa de ajustamento” da tróica, o governo PSD/CDS deixou de ter qualquer base social de apoio para as suas políticas, para além da minoria de grandes capitalistas e seus serventuários. Trata-se, no caso das manifestações antes referidas, de um movimento mais espontâneo e menos articulado do ponto de vista ideológico e organizativo. As greves gerais devem ter também como função conferir uma unidade de objectivos entre o movimento operário e os demais movimentos e manifestações da vontade popular.

DtA - É significativo que tenha havido apenas duas greves gerais nestes últimos anos e existe uma impressão geral de que o povo português estava de alguma forma “convencido” da necessidade de se adoptarem estas medidas anti-populares. Quais são as principais razões disso? Quais são os erros que o PCP-BE e organizações sindicais como a Intersindical cometeram e qual a autocrítica que os comunistas fazem por esta situação?


LM - O governo PSD/CDS entrou em funções em Setembro de 2011, altura em que começou a ser aplicado em força o “programa de ajustamento” da tróica. No dia 14 de Novembro próximo vai ter lugar a terceira greve geral nacional contra esse programa e contra esse governo. Alguns partidos anti-tróica têm procurado desviar a luta para o terreno parlamentar, o que é um erro. A influência que estes partidos têm no movimento sindical origina resistências à necessária convocatória de greves gerais. Mas uma acção persistente e continuada do PCTP/MRPP no seio do movimento de massas e das suas organizações e a luta dos trabalhadores nos seus locais de trabalho e sindicatos têm imposto a realização das mesmas. Nesta matéria, a qualidade conta mais que a quantidade e as greves gerais que têm tido lugar fizeram avançar significativamente o movimento para os objectivos revolucionários que a presente situação exige.

DtA - O que podem dizer sobre a preparação da próxima greve geral de 14 de Novembro? Qual é a atitude do povo face à mesma? Será que a convocatória de uma greve geral em Espanha e noutros países europeus constitui uma ajuda ou será que o movimento em Portugal tem um forte carácter de independência face aos demais?
 
LM - A greve geral do próximo dia 14 de Novembro vai ser uma grande jornada de luta, de unidade e de vitória dos trabalhadores e de todo o povo português. Pela primeira vez, a greve geral vai ter como objectivo claro o derrubamento do governo de traição nacional PSD/CDS. Assim sendo, ela vai representar certamente um passo importante para reunir na sociedade portuguesa as forças capazes de, em unidade, formarem um governo democrático patriótico que substitua o actual governo PSD/CDS. Neste mesmo dia, realizar-se-ão greves gerais noutros países europeus cujos povos são também vítimas dos ataques do imperialismo germânico e do grande capital financeiro. Embora a luta deva ser conduzida com autonomia em cada país tendo em conta a sua situação concreta, é indispensável a unidade entre os trabalhadores e os povos oprimidos da Europa para obter vitórias duradouras, resistir às ofensivas do imperialismo e da contra-revolução e avançar para novos patamares do combate revolucionário dos trabalhadores pelo derrube da ordem burguesa e capitalista actual.

DtA - Deveriam os partidos comunistas e organizações no Sul da Europa convergir e desenvolver uma acção unitária ou tomar iniciativas comuns? Em que assuntos específicos o deveriam fazer?
 
LM - A contra-revolução capitalista e imperialista tem os seus centros de decisão e coordena as suas acções no conjunto dos países que integram a União Europeia. Na sua luta, os comunistas, os trabalhadores e os povos oprimidos da Europa têm também de dotar-se de órgãos, de mecanismos e de objectivos comuns que permitam enfrentar e derrotar os ataques do inimigo e fazer avançar a sua luta revolucionária. Na presente situação, o traço de união do combate dos trabalhadores e dos povos nos diversos países europeus é a luta contra o imperialismo germânico e os seus aliados e serventuários. A rápida evolução da situação política na Europa e nos diversos países já está a impor o lançamento de algumas iniciativas comuns. O factor decisivo para que essas iniciativas tenham um carácter político avançado é o reforço político, ideológico e organizativo da luta democrática e anti-imperialista em cada país. Nesse reforço, um papel decisivo cabe aos comunistas e aos seus partidos, sempre com base na fidelidade aos princípios do marxismo e da hegemonia do proletariado revolucionário na luta das massas trabalhadoras.
 
 
Retirado de:

Greve prolongada até 28 de Novembro - Estivadores mantêm-se firmes na luta!


Os estivadores e demais trabalhadores dos portos portugueses decidiram prosseguir a sua luta contra a tentativa do governo de despedimentos em massa no sector.
 
Assim, apesar das investidas demagógicas e persecutórias, à boa maneira fascista, dos capitalistas e todos os seus lacaios contra o próprio direito à greve, os estivadores continuam a manter-se firmes, tendo prolongado a greve até ao próximo dia 28 de Novembro, sendo que, culminando greves parciais, farão uma paralisação total no dia 27.
 
Isto, para alem da sua participação na greve geral de 14 de Novembro.
 
Como já aqui o dissemos, esta é uma luta prolongada, cujo exemplo de persistência e firmeza merece ser seguido no movimento grevista que é necessário prosseguir a nível nacional, paralisando o país até derrubarmos este governo de traição nacional.
 
 
Retirado de:

Os trabalhadores gregos vencerão!

 
Os trabalhadores gregos, conscientes de que para derrubar o governo de traição, ao serviço da tróica germano-imperialista, devem ser marcadas todas as greves gerais que forem necessárias, estiveram de novo em luta, com uma paralisação de 48 horas, demonstrando assim que não estão dispostos a aceitar as medidas reaccionárias e terroristas que o governo reaccionário, encabeçado por Andonis Samaras, pretende impor. Isto é, não estão dispostos a aceitar mais medidas de empobrecimento, cada vez mais gravosas, sobre quem trabalha, sobre os pensionistas e o povo em geral.
As medidas celeradas foram aprovadas num parlamento cada vez mais isolado. Mesmo nas suas fileiras, os partidos traidores dividiram-se, sentindo-se cada vez mais acossados pela luta heróica dos trabalhadores e operários. Estas medidas terroristas não vão com certeza conseguir ter o efeito desejado, bem pelo contrário, não conseguirão suster a revolta cada vez mais violenta dos explorados e oprimidos. Estas medidas verdadeiramente fascistas não passarão!
 
Este combate sem tréguas por parte da classe operária, dos trabalhadores de todos os sectores de actividade e do povo grego em geral, é um exemplo de luta tenaz para os trabalhadores portugueses que se preparam para efectuar uma greve geral no próximo dia 14 de Novembro.
Viva a luta dos trabalhadores gregos e portugueses!
Os Povos Vencerão!
 
 
Retirado de:

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

¡Juntos somos más fuertes que la troika!

Resolución para el día de la huelga general transnacional el 14 de 11 de

2012, del seminario de ICOR-Europa y MLPD sobre Europa



Queridas compañeras y queridos compañeros:

El 14 de noviembre de 2012 Europa, por primera vez en la historia, experimentirá una
huelga general que traspasa las fronteras nacionales. Hasta ahora existen convocatorias en
Portugal, España, Chipre y Malta y hay propuestas en Grecia, Italia, Gran Bretaña y algunos
países más. ¡El movimiento por una huelga general a nivel europeo gana ímpetu! Nosotros
convocamos a trabajar en todos los países de Europa hacia la huelga general conjunta y
tomar las iniciativas en los sindicatos en este sentido. Aunemos las fuerzas para el 14 de
noviembre. Incluimos también las protestas mundiales en la educación que son planteadas
para el 17 de noviembre.

Los obreros de Ford en Genk (Bélgica), con su bloqueo de la fábrica, pueden dar una señal
en el camino hacia la ofensiva obrera. Los obreros industriales son la columna vertebral de
la lucha europea contra la descarga del peso de la crisis sobre las espaldas de los obreros y
las masas. Los obreros siderúrgicos de Aspropyrgos (Grecia) y de Florange (Francia), los
trabajadores mineros de Asturias (España) y de Cerdeña (Italia), los obreros del auto de
Opel, PSA, Fiat, IVECO, NedCar y ahora Ford entran en la lucha.

La "troica" son sólo tres; ellos actúan por orden de un puñado de supermonopolios
internacionales, pero, ¡nosotros somos cientos de millones! ¿Por qué no podemos
volvernos más fuertes que ellos? Queremos un orden social en el cual la clase obrera tenga
el poder, en el cual la economía sirva a las necesidades de las masas y que esté en
harmonía con la naturaleza. ¡Para esto hay que eliminar el capitalismo y establecer los
Estados socialistas unidos a nivel mundial!

Las consignas de un "pacto social" con los monopolios y sus gobiernos conducen al callejón
sin salida de la política de colaboración de clases. Siempre nos han dicho que teníamos que
hacer sacrificios para impedir lo peor. Hace dos años, los trabajadores de Ford en Genk
renunciaron a un 12 por ciento de su salario, para "asegurar" su trabajo. En la Opel, ya
desde hace 20 años, un programa de chantaje sigue al otro, mientras que los puestos de
trabajo se redujeron en más de la mitad. Lo mismo pasa desde hace años en Grecia,

Portugal o España. Estos programas de crisis en toda Europa sólo han empeorado las
condiciones de vida de las masas y han asegurado las ganancias de los bancos y
monopolios internacionales. ¡Esta política ha fracasado!
Ya es hora de que tomemos nuestro propio camino. ¡Nuestra fuerza es la unión y la
organicidad!
Sólo conjuntamente podemos ganar la lucha, en toda Europa y a nivel internacional.
Convocamos a la lucha transnacional contra las cierres de fábricas y destrucción de
puestos de trabajo en la industria automotriz, industria del acero, en la minería y
otros sectores.

¡Por una huelga general en toda Europa el 14 de noviembre del 2012!


Dortmund, 2 de noviembre de 2012

Adoptado unánimamente por los 1250 participantes del seminario de ICOR-Europa

(International Coordination of Revolutionary Parties and Organizations -
www.icor.info) y

MLPD(Marxistisch-Leninistische Partei Deutschlands - www.mlpd.de)

A “REFUNDAÇÃO”


Nos tempos que correm, em que o governo Coelho/Portas tanto fala sobre a “refundação” do memorando que assinaram – em parceria com o PS – com a tróica germano-imperialista, e que o Paulinho das feiras advoga a tese de que para resolver a dívida, Portugal necessita de reformas estruturais profundas, isto é, que sejam sonegados os direitos mais básicos para quem trabalha e para o povo em geral, como o acesso à educação e à saúde, o confisco dos salários, o embaratecimento dos despedimentos ou o corte nas prestações sociais – desde o subsídio de doença ao de desemprego -, nada como um exemplo corriqueiro para demonstrar o que move e como se move esta gente.

Imagine o leitor que, após um dia de trabalho decide ir jantar com a sua esposa a um restaurante. Pede um bife, mal passado, com batatas fritas, ovo a cavalo, arroz solto e umas azeitonas, pois confirmou na ementa que o preço proposto se ajusta aos seus rendimentos. Qual não é o seu espanto quando o empregado de mesa, sempre educado e cortês, lhe apresenta um prato com duas míseras azeitonas e um pouco de molho e, ainda por cima, lhe coloca à frente a factura como se lhe tivesse sido servida uma refeição completa. Indignado, vocês solicita a presença imediata do gerente ou proprietário do restaurante.

Solícito, este aparece e explica-lhe que tal procedimento faz parte da “refundação” a que teve de sujeitar o seu espaço comercial, induzindo profundas “reformas estruturais”, que passam por subtrair o bife do seu prato, apesar de você já o ter pago, a fim de poder fazer face ao pagamento de algumas facturas a fornecedores que, devido ao aumento do IVA – que ele não pode fazer reflectir no consumidor final –, estão para relaxe, isto é com um manifesto atraso no seu pagamento. O homem, no entanto, habituado a usar e abusar da diplomacia, dispõe-se a dar-lhe os contactos de alguns talhos na zona, que têm bifes de excelência que você pode adquirir e ir para casa para, com a sua esposa, confeccionar.

Pois é! Com este governo de traição, a uma escala maior e mais complexa é certo, passasse algo congénere. Vão ao bolso dos trabalhadores e do povo, sacam-lhe à má fila e a título de impostos grande parte dos seus rendimentos, alguns deles para, segundo dizem, lhe dar a si, e solidariamente àqueles que não têm qualquer rendimento, o direito à saúde, à educação a toda a sorte de prestações sociais e, depois, diz-lhe que é necessário “refundar” o estado, que é vital fazer uma “reforma estrutural” profunda para fazer face a uma dívida que você, como trabalhador ou elemento do povo não contraiu, nem dela beneficiou.

Isto é, querem, como o exemplo do gerente do restaurante acima descrito, que você pague uma “refeição” que eles não vão servir e, depois, indicar-lhe, assim você tenha rendimentos para tal, quem, no sector privado, lhe pode prestar esses serviços. Se não tiver rendimentos para tal, a reacção deste miserável governo de serventuários da führer Merkel é a de que…temos pena! Com a agravante, em relação ao desgraçado proprietário do restaurante, de este governo, como os que o precederam, desviarem o dinheiro que estão a confiscar aos trabalhadores e ao povo para alimentar as clientelas políticas e facilitar uma mais rápida acumulação do capital, desejada pelos grandes grupos financeiros e bancários, sobretudo alemães, que servem.

E o PS? Que, através de Seguro, se mostrou tão “intrigado” como “indignado” com o convite de PSD e CDS a dar uma ajuda nesta “refundação? Farinha do mesmo saco! A única e ténue diferença está no modo de aplicar esta “reforma” e executar esta “refundação”. Também eles acham que você deve pagar o bife, apesar de ele não lhe ter sido servido. A diferença é que lhe oferecem um “vale” de “cliente fiel” que o habilitará a ir ao talho adquirir o naco de carne desejado com um desconto e a possibilidade de o pagar suavemente e a prestações!