domingo, 9 de dezembro de 2012

Greve dos trabalhadores Metropolitano de Lisboa dia 20 de Dezembro

SINDEM reforça a necessidade de derrubar o governo PSD/CDS
2012-12-07-plenario trabalhadores do metro 01Em plenário realizado dia 7 de Dezembro, os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa deliberaram democraticamente realizar mais uma greve parcial, dia 20/12, entre as 06H00 e as 10H00, mostrando assim a sua inquebrável disposição para não dar tréguas ao plano terrorista para o sector dos transportes e no combate pelo derrube imediato deste governo de traição nacional.
 
Pela sua importância e clareza quanto às denúncias e objectivo politico que deve marcar a acção dos operários e trabalhadores em geral, destacamos os seguintes excertos da intervenção proferida pelo delegado sindical do SINDEM naquele plenário:
 
(...)
Os trabalhadores do Metropolitano e todos os trabalhadores do país viram-se roubados e espoliados de um momento para o outro, e depois estes senhores deste “desgoverno” vêm dizer para a comunicação social que vivemos acima das nossas possibilidades. É pura mentira! Os trabalhadores vivem apenas com os seus vencimentos, negociados livremente entre as ORTS e as administrações, e também não podemos esquecer a situação dos reformados que estão a ser roubados, como se pode provar recentemente, pelas cartas recebidas a roubar o que restou do subsídio de férias. Isto tudo, em nome de uma dívida que não foi contraída em nosso benefício, e somos despojados de tudo o que tínhamos adquirido ao longo de uma vida de trabalho e de sacrifícios.
(...)
E por isso camaradas peço a vossa unidade e coragem para lutarmos por aquilo que nos pertence, e exigir aquilo que é nosso, para conseguirmos mais uma vitória para nós trabalhadores. Esta luta também demonstra que só com uma férrea unidade em torno de objectivos políticos correctos, e não apenas de natureza económica, temos que conseguir derrubar este governo de traição nacional, isto é inevitável até diria que será á principal emergência do país.
(...)
A lei 106/XII vem rebentar com o nosso AE, pois tudo o que nós temos adquirido ao longo de várias gerações de trabalhadores de metropolitano, pelas suas lutas, agora o governo de traição nacional Passos/Portas, quer a redução do número de horas nocturnas, das 22h às 5h, a redução do subsídio de refeição para € 4,27, a passagem ao regime da função pública etc. etc. sendo que tudo é imperativo.

Eu sei que a luta é dura, mas estou certo que a nossa unidade, férrea nos conduzirá à vitória. Porque neste momento são mais as questões que nos unem do que as que nos dividem, e com isto não tenho dúvidas, que nós trabalhadores venceremos!
 
 
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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Estudantes em luta – Passos para a rua!

Publicado em 06.12.2012
2012-12-06-estudantes passos demite-teOntem, quando o primeiro-ministro Passos Coelho se atreveu a ir proferir uma intervenção num seminário sobre segurança que decorreu na reitoria da Universidade Nova de Lisboa, os estudantes organizaram-lhe uma recepção exemplar. Primeiro, foi uma forte manifestação de protesto e denúncia, à porta do local do seminário, contra as políticas do governo para o ensino universitário e contra os jovens. Depois, quando começou a dita intervenção, um grupo de estudantes colocou-lhe mesmo à frente do nariz uma enorme faixa dizendo “DEMITE-TE!”. Atemorizado face à combatividade dos alunos e depois de os seus seguranças e a polícia terem tentado em vão retirar-lhes a faixa, o Coelho foi obrigado a discursar tendo a poucos metros escrita a sentença que o espera.
 
Importa, desde logo, denunciar a intervenção totalmente ilegal dos capangas da segurança de Coelho com a intenção de impedir a manifestação democrática dos estudantes. Intervenções deste tipo devem passar a ser firme e imediatamente rechaçadas.
 
Este episódio é bem ilustrativo da crescente determinação dos estudantes na luta contra o governo PSD/CDS e as suas políticas. Uma dessas políticas diz respeito à diminuição drástica do número e valor das bolsas e apoios sociais aos estudantes, bem como à pressão sobre as universidades para que aumentem as propinas e cobrem à força aquelas cujo pagamento se encontre em falta, por dificuldades dos alunos e respectivas famílias.
 
De facto, o ministério do Gaspar deu instruções aos serviços de rapina deste governo para penhorar bens de estudantes do ensino superior com propinas em atraso. Exactamente na altura em que se verifica um grande abandono de estudantes do ensino superior, quando existe um corte sistemático na atribuição de bolsas, quando os números indicam que em Portugal a taxa de conclusão do ensino superior entre os 30-34 anos é de apenas 26,1%. Dados divulgados em Junho deste ano pela Comissão Europeia mostram que, apesar de alguns progressos registados de 2000 até agora, a taxa de abandono escolar precoce dos jovens entre os 18 e os 24 anos com habilitações secundárias é, segundo dados de 2011, de 23,2%. Portugal é, aliás, o terceiro Estado-membro com o pior indicador a este nível, depois de Malta (33,5%) e de Espanha (26,5%), quando a média europeia está nos 13,5%. Ao mesmo tempo, muitos estudantes são impedidos a aceder a bolsas quando os pais estão com dívidas ao fisco. Dados revelados publicamente pela Direcção-Geral do Ensino Superior em Abril último davam conta da atribuição de 51.626 bolsas de estudo até àquela data - cerca de 5000 a menos face ao mesmo período do ano anterior -, sendo o valor da bolsa média anual de 1827,53 euros.
 
Esta medida irá piorar a situação cada vez mais dramática de milhares de estudantes. Dos 300 mil estudantes no Ensino Superior, cerca de 15 mil têm propinas em atraso. O governo rouba o emprego e o salário aos pais e, depois, impede os seus filhos de poderem continuar os seus estudos, tudo ao serviço dos ditames da Tróica.
 
A luta dos estudantes contra as políticas do governo PSD/CDS tem vindo a intensificar-se. Um objectivo imediato dessa luta é a abolição do pagamento de propinas e o alargamento da concessão de bolsas aos estudantes mais carenciados. As associações de estudantes devem estar na primeira linha deste combate. Onde as associações de estudantes estejam controladas pela direita e pelos partidos da Tróica, é necessário apear as suas direcções e eleger novas direcções democráticas e combativas. A luta dos estudantes é, como a luta mais geral do povo português, pelo derrube deste governo de traição nacional e pela constituição de um governo democrático patriótico que, no mínimo, suspenda o pagamento de uma dívida que não foi contraída nem pelos estudantes, nem pelo povo, e que crie as condições de acesso livre, democrático e com dignidade, a um ensino com elevados padrões de qualidade pedagógica e científica.
 
 
 
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Uma importante frente de luta contra o fascismo encapotado do governo Coelho/Portas

Publicado em 06.12.2012
Na sequência do estado de sítio não declarado e das prepotências policiais na noite de 14 de Novembro, a pretexto do arremesso de pedras à polícia-de-choque junto às escadarias de S. Bento, o nosso Partido, e o camarada Garcia Pereira em particular, começaram, logo nessa noite, a desenvolver uma acção continuada de denúncia, de esclarecimento público e de mobilização política e cidadã para enfrentar a repressão fascista do governo posta em evidência nessa noite.
 
Apoiado numa comunicação social que, com raríssimas excepções, pratica uma completa e canina subserviência perante aquelas manobras repressivas, o governo pretende, com essas manobras, intimidar os trabalhadores, o povo em geral e, muito em particular, a juventude, e pretende ainda impor gradualmente a supressão total dos direitos e liberdades democráticos que ainda podem ser exercidos pelos cidadãos. Mas, onde há repressão há resistência. O PCTP/MRPP sempre se constituiu como intérprete desta atitude, que hoje é mais importante do que nunca. A acção do camarada Garcia Pereira é um exemplo avançado desta postura e tem vindo a pôr a nu a natureza do plano contra-revolucionário do governo PSD/CDS, em tudo semelhante ao que foi posto em prática pela camarilha salazarista na sequência do golpe militar de 28 de Maio de 1926.
 
O último episódio deste combate pela liberdade e pela democracia foi a resposta dada pela Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) a um pedido de informação feito pelo camarada Garcia Pereira sobre a legalidade das filmagens feitas pela PSP à manifestação/concentração que se realizou no dia da greve geral em frente à Assembleia da República. Respondeu agora a CNPD, informando que a PSP não solicitou a autorização requerida por lei para realizar tais filmagens.
 
Confrontada com esta prática criminosa e em estado de completo desespero, a psp veio declarar – imagine-se! – que não filmou nem recolheu nenhuma imagem naquela concentração!
 
Este facto, juntamente com os que já foram e serão ainda apurados sobre prepotências e ilegalidades praticadas pela polícia nos acontecimentos referidos (os quais o nosso Partido tem vindo a denunciar e foram exaustivamente enumerados numa carta/requerimento também enviada pelo camarada Garcia Pereira ao Director Nacional da PSP, de que ainda não houve resposta), irá desencadear a formulação de uma queixa-crime contra os respectivos responsáveis.
 
Não há que ter ilusões sobre os efeitos práticos (necessariamente limitados tendo em atenção o sistema de justiça vigente) destas acções, no que diz respeito à punição daqueles responsáveis. É pela organização, mobilização e luta dos trabalhadores e das massas populares que os planos contra-revolucionários do grande capital, do imperialismo germânico e dos seus lacaios podem ser, e serão, derrotados. Nesta luta e para que estes objectivos sejam alcançados, é importante desmascarar perante a opinião pública democrática os reais contornos desses planos. A frente de luta legal assume neste contexto uma importância que não pode ser menosprezada.
 
Derrotemos o fascismo encapotado do governo de traição nacional Coelho/Portas. O povo vencerá!
 
Ainda a acção terrorista policial do passado dia 14/11

Um verdadeiro terrorismo policial que não pode ficar sem resposta

A repressão fascista da polícia de choque faz dezenas de feridos entre grevistas que se concentraram em S. Bento - Militantes do Partido entre o alvo da brutalidade policial



Retirado de:
http://www.lutapopularonline.org/index.php/pais/104-politica-geral/489-uma-importante-frente-de-luta-contra-o-fascismo-encapotado-do-governo-coelho-portas

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Estivadores não cedem à chantagem terrorista de patrões e do governo!

 Novo pré-aviso de greve até 24 de Dezembro
2012-11-29-manif estivadores 03Os trabalhadores estivadores lutam contra todas as ameaças vindas dos patrões. Estes vão já ao atrevimento de exigir a alteração da lei da greve e que este direito seja revisto na Constituição, o que é dizer o mesmo que seja varrido.
 
Por seu turno, o governo reafirma a sua disponibilidade para “negociar”, mas apresenta os mesmos argumentos de sempre o que, na prática, a serem aceites pelos trabalhadores, redundaria em maior precariedade e despedimentos para muitos dos estivadores que hoje se encontram com contrato efectivo e, sobretudo, retiraria à sua estrutura sindical a participação activa na selecção e contratação de novos trabalhadores, na sua formação e na supervisão que garanta os requisitos de segurança e qualidade internacionais exigidos para esta profissão.
 
Contra este estado de coisas, e com o apoio internacional que tem concitado por parte dos seus colegas que se vê ameaçado com o mesmo tipo de ataque de que os estivadores portugueses estão a ser alvo, após mais de três meses de greve às horas suplementares, os trabalhadores estivadores, depois de terem prolongado o período de greve até ao dia 17 de Dezembro, como noticiámos, avançaram agora com novo pré-aviso de greve até ao dia 24 de Dezembro, o que irá afectar os portos de Lisboa, Setúbal, Aveiro e Figueira da Foz.
 
Segundo o sindicato dos estivadores, a paralisação para o porto da capital irá decorrer entre as 17 e as 20 horas e entre as 21 e as 24 horas do período de 17 a 21 de Dezembro. No porto de Setúbal, está prevista greve entre as 17 e as 20 horas e entre as 21 e as 01 horas do período entre 17 e 21-22 de Dezembro.
 
Para os portos de Aveiro e da Figueira da Foz, a paralisação está agendada para entre as 08 e as 12 horas e entre as 13 e as 17 horas do período entre 17 e 21 de Dezembro.
 
Entre as oito horas de 17 de Dezembro e as oito horas do dia 24 de Dezembro, os estivadores não irão movimentar qualquer carga de e para o porto de Leixões.
 
Esta decisão comprova que se está perante um combate duro e prolongado, cheio de escolhos e cantos de sereia, vindos do governo com a sua verborreia do costume, sendo que os patrões já tiraram completamente a máscara.
 
Mas também é necessário estar muito atento com alguns ditos consensos vindos das centrais sindicais que não tenham em conta os interesses dos trabalhadores em luta e os seus reais objectivos.
 
Esta luta constitui, sem dúvida, um exemplo para todos os trabalhadores, para todo o povo, demonstrando que é tempo de acabar com a canga das medidas terroristas deste governo, com o beneplácito e cumplicidade de Cavaco Silva, servindo interesses do grande capital, do imperialismo germânico, em suma, da Tróica. Esta luta tem de avançar para o objectivo político do derrube do governo de traidores e a imposição sem mais delongas de um governo democrático patriótico.
 
Os trabalhadores estivadores vencerão, o povo vencerá!
 
 
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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

O princípio dos vasos comunicantes e o “milagre” alemão!


Na sua edição de hoje, o semanário alemão “Der Spiegel” anuncia que o défice público do estado germânico não só chegará a zero, como tal será conseguido à custa do aumento das receitas fiscais.

Só para quem não queira entender, é que o princípio dos vasos comunicantes não faz sentido. Claro está que a consequência dos fabulosos e especulativos lucros que os grandes grupos financeiros e bancários alemães registam, à custa das “dívidas soberanas” da Grécia, de Espanha, da Itália, da Irlanda e de Portugal, levando esses países a ficarem exauridos dos seus recursos e os seus povos a serem atirados para a fome e a miséria, seria a de terem um efeito muito positivo no orçamento germânico.

Como é certo que, enquanto montava uma estratégia que levou à liquidação do tecido produtivo desses países, obrigando-os a importar cada vez mais produtos industriais da Alemanha, criaram as condições ideais para, por um lado, dar pujança à sua indústria – que atingiu superavits extraordinários – e, por outro, criar um ciclo de endividamento progressivo e impagável para esses países.

A cereja no topo do bolo desta estratégia laboriosa e sagazmente montada pelo imperialismo germânico culmina na imposição do euro – nada mais, nada menos do que o marco travestido – como moeda única e com uma paridade cambial que mais defendesse os interesses da Alemanha.

Claro está que, enquanto ao imperialismo germânico, com uma indústria e um sector financeiro e bancário pujantes não lhe interessa, sequer, que se ponha a hipótese de uma desvalorização do euro, para países fragilizados pela traição das camarilhas do tipo PS, PSD e CDS que se submeteram aos seus interesses e ditames, muito interessaria poder agora valer-se da independência quanto à política cambial, à qual, se ainda possuíssem moeda própria, poderiam recorrer, quer para desvalorizar, quer para valorizar a sua moeda em consonância com os seus interesses próprios e as necessidades da sua economia e soberania.

Não surpreenderá ninguém, pois, que os cálculos que o ministro das finanças do IV Reich, Wolfgang Schauble, fez, há uns mêses atrás, de que o processo de consolidação orçamental na Alemanha atingiria o ponto zero do défice em 2013, tenha sido antecipado para 2012, ano em que era expectável ele representar, ainda, uma taxa de 0,5% do PIB.

Assim como não surpreenderá que o nível de endividamento da Alemanha, que as mesmas projecções referiam poder ser, em 2012, de 83,5% do PIB, se ficarem agora pelos 81,5%, sendo que a perspectiva para 2016 é a de que se situe em 73%. Enquanto, claro, Portugal chegará, até ao final de 2012 com um défice, no mínimo, igual a 5% do PIB e o seu nível de endividamento ultrapassará os 125%!

Óbvio! O” líquido” que sai do “vaso” de uns, neste princípio de comunicação e transferência de recursos, inunda o vaso de outros! Entendendo-se por “líquido” os recursos e os activos que os países estão a ser obrigados, com a prestimosa colaboração das camarilhas traidoras e ao serviço dos interesses do IV Reich – no caso português, com a colaboração dos traidores Coelho e Portas – a sacrificar no sacrossanto altar da dívida e da acumulação acelerada de capital.

Quebrar este infernal ciclo dos “vasos comunicantes” passa, no caso de Portugal, pela constituição de uma larga frente de todas as camadas populares, com ou sem partido, disposta a construir um governo democrático patriótico como consequência do derrube deste governo de traição PSD/CDS. Passa por expulsar do nosso país a tróica germano-imperialista e suspender, no mínimo, o pagamento da dívida e do “serviço da dívida”. Passa por preparar a saída do euro, controlar o sistema bancário e pôr em prática um programa que leve à reconstrução do nosso tecido produtivo e a um novo paradigma de economia ao serviço dos trabalhadores e do povo.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Manifestação Internacional de Estivadores - “A Nossa luta é de todos!”


2012-11-29-manif estivadores 01Os trabalhadores estivadores continuam a sua luta com grande determinação, revelando uma vontade férrea no combate contra a precariedade dos seus postos de trabalho.
 
Como já havíamos noticiado nestas páginas, os trabalhadores, há três meses em greve ao trabalho suplementar, prolongaram a sua greve até ao dia 17 de Dezembro, greve que tem encostado à parede o governo de traição nacional Coelho/Portas. Nem a demagogia, nem as mentiras lançadas pelo patronato para intoxicar a opinião pública têm desmobilizado a luta destes bravos homens e suas famílias.
 
No passado dia 29, promoveram mais uma manifestação de força, em que contaram com a presença e participação solidária activa de estivadores, entre outros, de portos suecos, franceses, belgas, galegos, finlandeses, noruegueses.
 
Desfilando pelas ruas de Lisboa e ao som dos petardos que iam sendo lançados, os estivadores fizeram ouvir bem alto a sua firmeza: “os estivadores somos nós!”, “ a nossa luta é de todos!”.
 
Em frente à Assembleia da República, onde se encontravam também os profissionais das feiras, em protesto contra o aumento do IVA para 23%, realizou-se um plenário em que tomaram a palavra, quer os representantes dos sindicatos dos estivadores portugueses, quer membros dos sindicatos dos estivadores estrangeiros presentes a exprimir o apoio aos seus camaradas portugueses.
 
Aliás, os estivadores europeus haviam já paralisado entre as 13 e as 15 horas daquele dia, em solidariedade com os trabalhadores portugueses.
 
No decurso da concentração em S. Bento, uma delegação dos sindicatos dos estivadores foi recebida pela presidente do parlamento. Vítor Dias, presidente do Sindicato dos Estivadores do Centro e Sul, declarou no final dessa reunião, ter ficado acordado que os trabalhadores serão recebidos na próxima terça-feira na Comissão das Obras Públicas, Transportes e Comunicações e que o governo teria ficado receptivo a fazer algumas alterações ao novo regime.
 
O combate destes trabalhadores, arrostando com toda a espécie de calúnias e provocações e não cedendo a falsas promessas de um secretário de estado de transportes conhecido pelo seu ódio aos trabalhadores deste sector, conseguiu ganhar uma dimensão e solidariedade internacional que levará a um maior isolamento da política terrorista deste governo.
 
Em estreita unidade com os restantes trabalhadores do sector, esta luta justa só terá êxito se levar ao derrube deste governo.
Estivadores não desarmam na sua luta! - Greve prolongada até 17 de Dezembro
Greve prolongada até 28 de Novembro - Estivadores mantêm-se firmes na luta!
A valorosa luta dos estivadores


Retirado de:
http://www.lutapopularonline.org/index.php/pais/92-movimento-operario-e-sindical/483-manifestacao-internacional-de-estivadores-a-nossa-luta-e-de-todos

Quando um traidor se indigna com uma traição!


O traidor João Proença, secretário-geral da UGT, parece cada vez mais um daqueles suicidas que vão cometer o acto de colocar um termo à sua vida à porta dos hospitais…não vá o diabo tecê-las!

O energúmeno em causa, que já poucos enganará e os que engana serão, sobretudo, membros do seu séquito de traidores, teve a distinta lata de, na passada 5ª feira, vir “ameaçar” que cortará relações com o governo de serventuários da tróica germano-imperialista, dirigido pela dupla Coelho/Portas, se este alterar o modelo contributivo da segurança social.

As principais alterações contempladas na Lei Geral do Orçamento para 2013, prendem-se com a possibilidade de o governo roubar aos pensionistas cerca de 5% do montante das suas reformas e poder vir a recorrer ao Fundo de Estabilização Financeira (FEFSS) como garantia dos empréstimos a contrair pelo estado, fundo este que gere, actualmente, cerca de 10 mil milhões de euros.

O mesmo personagem que em sede da “concertação social” aceitou vender os interesses dos trabalhadores, dos pensionistas, do povo em geral, apondo a sua assinatura em acordos que deram azo a legislação facilitadora e embaretecedora dos despedimentos, o mesmíssimo personagem que aceitou pactuar com legislação laboral que promove o roubo dos salários e do trabalho, vem, todo ufano, como se fosse possível branquear a história das suas constantes traições ao mundo do trabalho e ao movimento sindical, afirmar que “dadas as nossas responsabilidades perante os trabalhadores e perante o país, se o governo não respeitar a autonomia da segurança social e o quadro constitucional e legal que o rege, a UGT assumirá a ruptura das relações com o governo”.

Suprema hipocrisia que só visa, ao serviço da burguesia, paralisar e desviar a luta dos trabalhadores. Os inúmeros atropelos à constituição, o sistemático “fechar de olhos” do Tribunal Constitucional a esses atropelos, mancomunados com o governo de traição PSD/CDS, nunca fizeram Proença “indignar-se”. Nunca fizeram o Proença dispor-se a participar na mobilização para a luta, mormente para a Greve Geral que ocorreu a 14 de Novembro, nem, muito menos, para aceitar o princípio de que deverão ser convocadas todas as greves gerais que forem necessárias até ao derrube deste governo. Tudo isto, a somar-se à mais recente  colaboração do mesmo Proença com o governo na medida tomada por este de distribuir metade dos subsídios de férias e de Natal pelos salários ao longo do ano, medida que visa camuflar o roubo do salário e do aumento do imposto sobre o rendimento do trabalho.

Claro está que os trabalhadores e o povo português já estão a imaginar como estarão neste momento Coelho e Portas a tremer que nem varas verdes perante tão “pungente” quanto inócua “ameaça” do Proença. É que, a avaliar pelos sucessivos arranjos a que o traidor João Proença se prestou – e sempre a agitar com este tipo de “ameaças” -, já podem imaginar quais irão ser as consequências das mesmas…isto é, mais um arranjinho vem a caminho e, claro está, o pagante vai ser o trabalhador, vai ser o povo.

Voltamos à questão dos “apetitosos” 10 mil milhões de euros geridos pelo FEFSS! Sendo evidente que este governo está empenhado em acatar e impor os ditames da tróica germano-imperialista, em fazer o povo pagar uma dívida que não contraiu, nem dela beneficiou, sendo certo que, apenas em juros especulativos para encher os bolsos dos grandes grupos financeiros e bancários – sobretudo alemães -, foram roubados aos salários e ao trabalho, foram roubados à custa dos cortes na saúde, na educação e nas prestações sociais, mas também no aumento desbragado dos impostos directos e indirectos, mais de 9 mil milhões de euros em 2012 e que tal montante se deverá situar em mais de 13 mil milhões de euros em 2013, o mais certo é que este bolo, esta “iguaria”, toda ela fruto dos descontos de décadas de trabalho esforçado que os trabalhadores foram fazendo, está em risco de ser “abocanhado”, está em risco de ser sacrificado no altar da dívida.

Ora, só o derrube deste governo, só a expulsão da tróica germano-imperialista do nosso país, só a constituição de um governo democrático patriótico que, no mínimo, suspenda de imediato o pagamento da dívida e do “serviço da dívida” e prepare a saída de Portugal do euro, poderá assegurar não só a salvaguarda dos fundos alocados às merecidas e justas reformas a que os trabalhadores e o povo têm direito, como à prossecução de um plano económico independente e patriótico, ao serviço de quem trabalha e dirigido por quem trabalha.

E, tudo isto, claro está, terá de ser feito nem que para tal os trabalhadores e o povo tenham de passar por cima do traidor João Proença!