quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

...E a saga continua!

BLOCO CENTRAL : A Escola do Crime…quase Perfeito!

Quando em 17 de Novembro do ano da graça de 2011 escrevi esta nota, tinha plena consciência que nesta ópera bufa representada, à vez ou em simultâneo, por PS e PSD, por vezes com a colaboração de um “compère” de ocasião como Paulo Portas e o seu inefável CDS, muitos seriam os casos que se sucederiam de ministros e ex-ministros do “bloco central”a serem alvo da justiça – não da justiça popular que um dia se fará, mas do arremedo de justiça que o sistema burguês nos possibilita – e a fazer com que a velha máxima de que à mulher de César não lhe basta ser séria…tem de o parecer!, viria com alguma frequência à baila.
E eis que, depois do caso Duarte Lima, citado no artigo que hoje não me contenho em republicar, surge como notícia do dia a “visita” que a Polícia Judiciária hoje efectuou às residências e locais de trabalho de Teixeira dos Santos (ex-ministro das Finanças de José Sócrates), de Costa Pina (ex-secretário de Estado do Tesouro e das Finanças e actual administrador da Galp) e de Almerindo Marques (ex-presidente da RTP, ex-presidente das Estradas de Portugal e actual presidente da Opway, construtora do Grupo Espírito Santo). Tudo bons rapazes…está de ver!
Denominada operação “Buraco no Asfalto”, esta operação da PJ é levada a cabo no âmbito de uma investigação liderada pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal daquela força policial às Parcerias Públicas Privadas – as tristemente famosas e famigeradas PPP’s -  e visa identificar “eventuais indícios criminais” (!!!) ocorridos durante as negociações realizadas entre o governo de Sócrates e a concessionária Ascendi, da Mota Engil (onde pontifica outro ex-ministro do PS, Jorge Coelho) e do Grupo Espírito Santo.

“…mais um, entre muitos episódios, nenhum com consequências punitivas, de facto, até à data, de como este “caldo” a que se chama BLOCO CENTRAL se tornou uma verdadeira escola de formação de criminosos.
O processo explica-se em poucas linhas:
Primeiro, fruto das políticas levadas a cabo pelo “centralão” – PS e PSD (com o CDS sempre à espreita e a reboque) – liquida-se o nosso tecido produtivo em troca de subsídios supostamente destinados a fazer entrar o povo português no paraíso de leite e mel, no céu da abundância e da riqueza “solidária” dos países desenvolvidos do norte do continente europeu;
Os subsídios começam a fluir, como começa a fluir todo um exército de “especialistas”, “políticos de carreira”, “consultores” jurídicos e financeiros, a arrogar-se detentores da VERDADE sobre qual a aplicação a dar aos abundantes fundos que começavam a entrar nos cofres do estado e a merecer o apetite vampiresco daqueles que, rapidamente, os queriam transferir para os seus cofres privados;
Mas, cedo a classe política se apercebeu que tal roubo não poderia ser feito às claras, de forma ostensiva e descarada. Logo, uma vez mais, um exército de “políticos de carreira”, de “consultores” jurídicos e financeiros, lançaram a artimanha jurídico-legal que corporiza as PARCERIA PÚBLICO PRIVADAS e das Empresas Públicas com gestão privada, que se encarrega de consumar o roubo, mas sob a capa da legalidade;
Numa intrincada teia de promiscuidades onde alguns advogados e outros jurídicos repartem as suas funções de deputados com as de consultadoria ao grupos parlamentares dos partidos da burguesia, através dos grandes gabinetes de advocacia aos quais continuam ligados, o edifício jurídico vai sendo montado à medida dos interesses do saqueio desses fundos que, tão “generosamente” davam entrada no país;
Daí até às regras de adjudicação, à rede de influências e às “troca de favores” foi um pequeno passo. Passo, aliás, que mais não seria do que a consequência lógica do processo tão laboriosamente montado;
Desses fundos públicos, agora em mãos privadas, à custa de desvios de dinheiro, obras adjudicadas por um montante e terminadas em montantes escandalosamente superiores, de luvas devidas a trocas de favores, políticos, económicos e financeiros, surgiram novas corporações financeiras, novos grupos económicos que, temerosos, como é apanágio de um ladrão que se preze, de que alguém lhes viesse roubar aquilo que tinham acumulado com tanto “sacrifício”, se apressaram a colocar as “mais-valias” em offshores e, não contentes, a criar a sua própria offshore na Madeira, assegurando uma gigantesca lavagem de dinheiro, ocultando a origem fraudulenta do dinheiro roubado.
Tudo isto foi sendo praticado ao longo das últimas três décadas de forma impune. As leis tinham sido criteriosamente produzidas de modo a assegurar a impunidade dos criminosos.
Seria fastidioso elencar as personagens que ao longo destas três décadas se locupletaram com verbas faraónicas. Eles pertencem aos vários partidos do “arco do poder”, numa intrincada teia que vai desde o poder central ao chamado poder local. E, em nome do sacrossanto princípio político eleitoral que convenientemente montaram, asseguraram que a “rotatividade” entre o PS e o PSD – a famosa bipolaridade – garantiria que todos eles haveriam, como diz o povo, comer da gamela.
A contrapartida aos fundos tão “generosamente” postos à disposição do nosso país pelo directório europeu, dominado pelo imperialismo germânico, era o de que abandonássemos a agricultura, porque os franceses produziam mais, melhor e mais barato; abandonássemos as pescas, porque os espanhóis tinham melhor frota e venderiam o pescado a preços mais atractivos; destruíssemos a nossa indústria naval, metalomecânica/metalúrgica, siderurgia, etc., porque os alemães tinham melhor “know-how” e preços muito mais competitivos.
Não serviram, portanto, esses fundos para equipar a nossa frota pesqueira, para mecanizar e modernizar a nossa agricultura ou para robotizar e tornar mais especializada e inovadora a nossa indústria. Nada disso! Serviram para implementarmos, a par do compadrio e da corrupção, a famigerada “política do betão”, levada a cabo pelos sucessivos governos do “proeminente” economista Cavaco, que assegurou as auto estradas do “desenvolvimento”, isto é, as vias que assegurariam as massivas importações de produtos dos países daqueles que tão “generosamente” nos tinham atribuído os fundos.
Claro está que um país como Portugal que importa quase 80% daquilo que necessita para que a sua economia se desenvolva, que destruiu o seu aparelho produtivo, a fórmula que o capitalismo encontra para “equilibrar” as coisas a contento dos seus interesses de rapina é a de “emprestar” dinheiro, estimular o crédito – ao estado e aos particulares - com juros faraónicos, esperando que a espiral de endividamento que tal política irá, necessariamente, provocar lhes permita arrogar-se o direito de exigir ao estado português, como “pessoa de bem” que supostamente deve ser, que pague a factura.
Como o estado não é “pessoa de bem” porque foi minado por toda a sorte de bandidos sem escrúpulos, e o dinheiro que teria para supostamente pagar a “dívida” esvaiu-se em contas na Suíça ou em “offshores” espalhadas por esse mundo fora, e se entreteve a destruir o tecido produtivo do país, resta-lhe uma “garantia” ou “moeda de troca” para pagar a “dívida” que os abutres do FMI, do directório europeu, a mando do imperialismo germânico, agora reclamam: “embaratecer” os “custos salariais”, empobrecer o povo, destruir todo o tipo de “políticas sociais” – desde o acesso à saúde até ao acesso à educação, passando pelas mais variadas prestações sociais – para tornar Portugal a “Malásia” da Europa, com mão de obra intensiva, não especializada e baratinha e vender a preços de saldo todos os activos e empresas estratégicas para qualquer economia que se deseje independente e ao serviço dos trabalhadores e do povo.
O ambiente de sublevação que se está a manifestar por todo o país tem de se agigantar, romper com o medo que este governo fascista e vende-pátrias, com as suas medidas terroristas, está a querer induzir sobre os trabalhadores e o povo português, pois, se não o fizer, está a alimentar os algozes da sua própria morte, miséria, fome, desemprego e precariedade."
Aos trabalhadores e ao povo português nada mais resta do que derrubar este governo serventuário dos interesses dos grandes grupos financeiros e bancários, do imperialismo germânico, correr com o FMI e restante tróica de Portugal e edificar um Governo Democrático Patriótico!

domingo, 9 de dezembro de 2012

A extinção das freguesias é um crime contra o povo!

O povo julgará os criminosos!
Assustados pela mobilização do povo das freguesias contra o projecto de extinção em massa destes órgãos autárquicos, o governo e a maioria PSD/CDS que o apoia anteciparam e fizeram ontem aprovar à pressa no parlamento a lei que pretende consagrar essa extinção.
 
A revolta popular contra esta lei tem-se vindo a intensificar em inúmeras tomadas de posição, manifestações e concentrações nas cidades, vilas e aldeias de Portugal, estando anunciada uma nova e grande manifestação nacional, em Lisboa, no próximo mês de Janeiro.
 
Perante a evidência de um crime que visa deixar ainda mais desprotegidas do que já estão as populações das zonas rurais e também as das zonas limítrofes dos centros urbanos, mais de dois terços dos municípios (216) recusaram-se a elaborar qualquer proposta dentro dos prazos que o governo tinha fixado. Quase uma centena de assembleias municipais aprovou já a impugnação judicial da extinção de freguesias que a lei agora aprovada pretende impor nos respectivos concelhos. A Associação Nacional de Freguesias opõe-se frontalmente a este processo e manifestou claramente a intenção de impedir a sua concretização.
 
Procurando salvar o que pudesse do seu sinistro projecto, o governo e a maioria de deputados que o sustenta reduziram de cerca de 1800 (como era sua intenção nesta fase) para 1165 o número de freguesias a extinguir. Mas este número, mesmo sendo enorme tendo em conta o número total de freguesias existente (4256), representa apenas uma manobra táctica. O carácter puramente administrativo e cego dos critérios de extinção das freguesias (número de habitantes e densidade populacional) significa que o objectivo do governo e dos seus patrões da tróica imperialista alemã é eliminar progressivamente todas as freguesias, reduzir drasticamente o número de municípios e nomear comissários políticos (recuperando a figura do regedor, do tempo do fascismo) para os locais onde continue a residir um número mínimo de pessoas. O processo é idêntico ao que está a levar à progressiva concentração de todas as crianças em idade escolar nas sedes de concelho, através da elevação sucessiva e contínua do número mínimo de alunos necessário para manter uma escola aberta.
 
No memorando de traição nacional assinado pelo PS, pelo PSD e pelo CDS com a tróica diz-se o seguinte: “O governo aplicará o plano de redução significativa do número de autarquias com base na concordância da Comissão Europeia e da equipa do FMI”. A lei de extinção das freguesias ontem aprovada teve evidentemente essa concordância. António José Seguro e a bancada parlamentar do PS, que subscrevem o referido memorando, deveriam por isso ter votado a favor da lei do governo. Não o fizeram por puro oportunismo político, porque se fossem governo fariam uma lei como esta ou ainda pior.
 
Só há uma forma de impedir a aplicação da lei celerada ontem aprovada e pôr termo ao processo de liquidação de toda a tradição municipalista que a tróica germano-imperialista e o seu governo de lacaios pretendem impor. Essa forma é o derrube deste governo e a formação de um novo governo democrático e patriótico que expulse a tróica do país e que coloque nas mãos do povo português as decisões sobre os seus próprios destinos.
 
A manifestação nacional convocada para Janeiro contra a extinção das freguesias tem agora ainda mais razão de ser e deve ser transformada numa grande jornada de luta pelo derrube do governo PSD/CDS e pela defesa dos interesses das populações que são diariamente martirizadas por medidas de austeridade que só atingem os trabalhadores e o povo e que beneficiam ainda mais os grandes capitalistas, as grandes potências imperialistas e os seus serventuários em Portugal.
 
Não se pode deixar às câmaras e assembleias municipais ou às juntas e assembleias de freguesia o exclusivo do presente combate pela liberdade, pela democracia e pelo bem-estar do povo. Esses órgãos devem ser pressionados a defender os interesses do povo nesta emergência, mas isso não garante que esses interesses sejam assegurados. Nas cidades, vilas e aldeias devem ser criadas comissões de luta contra a extinção das freguesias e dos municípios. Sempre que possível, tais comissões devem ser eleitas em assembleias populares. A aprovação à pressa da lei de extinção das freguesias pelo parlamento representou uma afronta e uma provocação à vontade popular que não pode ficar impune e que terá a devida resposta.
 
O projecto de extinção em massa das freguesias e também dos municípios visa a exploração e a escravização do povo e pretende tornar mais fácil a colonização do país pelo imperialismo alemão. Esse projecto será derrotado. Os seus responsáveis devem ser julgados e punidos. O primeiro passo para alcançar estes objectivos é derrubar o governo de traição nacional chefiado pela dupla Coelho/Portas. O povo vencerá!
 
De pé! – Contra o projecto do governo de liquidação das freguesias

Relvas que se cuide - A reorganização administrativa da Tróica não passará!


Retirado de:
http://www.lutapopularonline.org/index.php/pais/104-politica-geral/494-a-extincao-das-freguesias-e-um-crime-contra-o-povo-o-povo-julgara-os-criminosos

Greve dos trabalhadores Metropolitano de Lisboa dia 20 de Dezembro

SINDEM reforça a necessidade de derrubar o governo PSD/CDS
2012-12-07-plenario trabalhadores do metro 01Em plenário realizado dia 7 de Dezembro, os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa deliberaram democraticamente realizar mais uma greve parcial, dia 20/12, entre as 06H00 e as 10H00, mostrando assim a sua inquebrável disposição para não dar tréguas ao plano terrorista para o sector dos transportes e no combate pelo derrube imediato deste governo de traição nacional.
 
Pela sua importância e clareza quanto às denúncias e objectivo politico que deve marcar a acção dos operários e trabalhadores em geral, destacamos os seguintes excertos da intervenção proferida pelo delegado sindical do SINDEM naquele plenário:
 
(...)
Os trabalhadores do Metropolitano e todos os trabalhadores do país viram-se roubados e espoliados de um momento para o outro, e depois estes senhores deste “desgoverno” vêm dizer para a comunicação social que vivemos acima das nossas possibilidades. É pura mentira! Os trabalhadores vivem apenas com os seus vencimentos, negociados livremente entre as ORTS e as administrações, e também não podemos esquecer a situação dos reformados que estão a ser roubados, como se pode provar recentemente, pelas cartas recebidas a roubar o que restou do subsídio de férias. Isto tudo, em nome de uma dívida que não foi contraída em nosso benefício, e somos despojados de tudo o que tínhamos adquirido ao longo de uma vida de trabalho e de sacrifícios.
(...)
E por isso camaradas peço a vossa unidade e coragem para lutarmos por aquilo que nos pertence, e exigir aquilo que é nosso, para conseguirmos mais uma vitória para nós trabalhadores. Esta luta também demonstra que só com uma férrea unidade em torno de objectivos políticos correctos, e não apenas de natureza económica, temos que conseguir derrubar este governo de traição nacional, isto é inevitável até diria que será á principal emergência do país.
(...)
A lei 106/XII vem rebentar com o nosso AE, pois tudo o que nós temos adquirido ao longo de várias gerações de trabalhadores de metropolitano, pelas suas lutas, agora o governo de traição nacional Passos/Portas, quer a redução do número de horas nocturnas, das 22h às 5h, a redução do subsídio de refeição para € 4,27, a passagem ao regime da função pública etc. etc. sendo que tudo é imperativo.

Eu sei que a luta é dura, mas estou certo que a nossa unidade, férrea nos conduzirá à vitória. Porque neste momento são mais as questões que nos unem do que as que nos dividem, e com isto não tenho dúvidas, que nós trabalhadores venceremos!
 
 
Retirado de:

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Estudantes em luta – Passos para a rua!

Publicado em 06.12.2012
2012-12-06-estudantes passos demite-teOntem, quando o primeiro-ministro Passos Coelho se atreveu a ir proferir uma intervenção num seminário sobre segurança que decorreu na reitoria da Universidade Nova de Lisboa, os estudantes organizaram-lhe uma recepção exemplar. Primeiro, foi uma forte manifestação de protesto e denúncia, à porta do local do seminário, contra as políticas do governo para o ensino universitário e contra os jovens. Depois, quando começou a dita intervenção, um grupo de estudantes colocou-lhe mesmo à frente do nariz uma enorme faixa dizendo “DEMITE-TE!”. Atemorizado face à combatividade dos alunos e depois de os seus seguranças e a polícia terem tentado em vão retirar-lhes a faixa, o Coelho foi obrigado a discursar tendo a poucos metros escrita a sentença que o espera.
 
Importa, desde logo, denunciar a intervenção totalmente ilegal dos capangas da segurança de Coelho com a intenção de impedir a manifestação democrática dos estudantes. Intervenções deste tipo devem passar a ser firme e imediatamente rechaçadas.
 
Este episódio é bem ilustrativo da crescente determinação dos estudantes na luta contra o governo PSD/CDS e as suas políticas. Uma dessas políticas diz respeito à diminuição drástica do número e valor das bolsas e apoios sociais aos estudantes, bem como à pressão sobre as universidades para que aumentem as propinas e cobrem à força aquelas cujo pagamento se encontre em falta, por dificuldades dos alunos e respectivas famílias.
 
De facto, o ministério do Gaspar deu instruções aos serviços de rapina deste governo para penhorar bens de estudantes do ensino superior com propinas em atraso. Exactamente na altura em que se verifica um grande abandono de estudantes do ensino superior, quando existe um corte sistemático na atribuição de bolsas, quando os números indicam que em Portugal a taxa de conclusão do ensino superior entre os 30-34 anos é de apenas 26,1%. Dados divulgados em Junho deste ano pela Comissão Europeia mostram que, apesar de alguns progressos registados de 2000 até agora, a taxa de abandono escolar precoce dos jovens entre os 18 e os 24 anos com habilitações secundárias é, segundo dados de 2011, de 23,2%. Portugal é, aliás, o terceiro Estado-membro com o pior indicador a este nível, depois de Malta (33,5%) e de Espanha (26,5%), quando a média europeia está nos 13,5%. Ao mesmo tempo, muitos estudantes são impedidos a aceder a bolsas quando os pais estão com dívidas ao fisco. Dados revelados publicamente pela Direcção-Geral do Ensino Superior em Abril último davam conta da atribuição de 51.626 bolsas de estudo até àquela data - cerca de 5000 a menos face ao mesmo período do ano anterior -, sendo o valor da bolsa média anual de 1827,53 euros.
 
Esta medida irá piorar a situação cada vez mais dramática de milhares de estudantes. Dos 300 mil estudantes no Ensino Superior, cerca de 15 mil têm propinas em atraso. O governo rouba o emprego e o salário aos pais e, depois, impede os seus filhos de poderem continuar os seus estudos, tudo ao serviço dos ditames da Tróica.
 
A luta dos estudantes contra as políticas do governo PSD/CDS tem vindo a intensificar-se. Um objectivo imediato dessa luta é a abolição do pagamento de propinas e o alargamento da concessão de bolsas aos estudantes mais carenciados. As associações de estudantes devem estar na primeira linha deste combate. Onde as associações de estudantes estejam controladas pela direita e pelos partidos da Tróica, é necessário apear as suas direcções e eleger novas direcções democráticas e combativas. A luta dos estudantes é, como a luta mais geral do povo português, pelo derrube deste governo de traição nacional e pela constituição de um governo democrático patriótico que, no mínimo, suspenda o pagamento de uma dívida que não foi contraída nem pelos estudantes, nem pelo povo, e que crie as condições de acesso livre, democrático e com dignidade, a um ensino com elevados padrões de qualidade pedagógica e científica.
 
 
 
Retirado de:

Uma importante frente de luta contra o fascismo encapotado do governo Coelho/Portas

Publicado em 06.12.2012
Na sequência do estado de sítio não declarado e das prepotências policiais na noite de 14 de Novembro, a pretexto do arremesso de pedras à polícia-de-choque junto às escadarias de S. Bento, o nosso Partido, e o camarada Garcia Pereira em particular, começaram, logo nessa noite, a desenvolver uma acção continuada de denúncia, de esclarecimento público e de mobilização política e cidadã para enfrentar a repressão fascista do governo posta em evidência nessa noite.
 
Apoiado numa comunicação social que, com raríssimas excepções, pratica uma completa e canina subserviência perante aquelas manobras repressivas, o governo pretende, com essas manobras, intimidar os trabalhadores, o povo em geral e, muito em particular, a juventude, e pretende ainda impor gradualmente a supressão total dos direitos e liberdades democráticos que ainda podem ser exercidos pelos cidadãos. Mas, onde há repressão há resistência. O PCTP/MRPP sempre se constituiu como intérprete desta atitude, que hoje é mais importante do que nunca. A acção do camarada Garcia Pereira é um exemplo avançado desta postura e tem vindo a pôr a nu a natureza do plano contra-revolucionário do governo PSD/CDS, em tudo semelhante ao que foi posto em prática pela camarilha salazarista na sequência do golpe militar de 28 de Maio de 1926.
 
O último episódio deste combate pela liberdade e pela democracia foi a resposta dada pela Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) a um pedido de informação feito pelo camarada Garcia Pereira sobre a legalidade das filmagens feitas pela PSP à manifestação/concentração que se realizou no dia da greve geral em frente à Assembleia da República. Respondeu agora a CNPD, informando que a PSP não solicitou a autorização requerida por lei para realizar tais filmagens.
 
Confrontada com esta prática criminosa e em estado de completo desespero, a psp veio declarar – imagine-se! – que não filmou nem recolheu nenhuma imagem naquela concentração!
 
Este facto, juntamente com os que já foram e serão ainda apurados sobre prepotências e ilegalidades praticadas pela polícia nos acontecimentos referidos (os quais o nosso Partido tem vindo a denunciar e foram exaustivamente enumerados numa carta/requerimento também enviada pelo camarada Garcia Pereira ao Director Nacional da PSP, de que ainda não houve resposta), irá desencadear a formulação de uma queixa-crime contra os respectivos responsáveis.
 
Não há que ter ilusões sobre os efeitos práticos (necessariamente limitados tendo em atenção o sistema de justiça vigente) destas acções, no que diz respeito à punição daqueles responsáveis. É pela organização, mobilização e luta dos trabalhadores e das massas populares que os planos contra-revolucionários do grande capital, do imperialismo germânico e dos seus lacaios podem ser, e serão, derrotados. Nesta luta e para que estes objectivos sejam alcançados, é importante desmascarar perante a opinião pública democrática os reais contornos desses planos. A frente de luta legal assume neste contexto uma importância que não pode ser menosprezada.
 
Derrotemos o fascismo encapotado do governo de traição nacional Coelho/Portas. O povo vencerá!
 
Ainda a acção terrorista policial do passado dia 14/11

Um verdadeiro terrorismo policial que não pode ficar sem resposta

A repressão fascista da polícia de choque faz dezenas de feridos entre grevistas que se concentraram em S. Bento - Militantes do Partido entre o alvo da brutalidade policial



Retirado de:
http://www.lutapopularonline.org/index.php/pais/104-politica-geral/489-uma-importante-frente-de-luta-contra-o-fascismo-encapotado-do-governo-coelho-portas

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Estivadores não cedem à chantagem terrorista de patrões e do governo!

 Novo pré-aviso de greve até 24 de Dezembro
2012-11-29-manif estivadores 03Os trabalhadores estivadores lutam contra todas as ameaças vindas dos patrões. Estes vão já ao atrevimento de exigir a alteração da lei da greve e que este direito seja revisto na Constituição, o que é dizer o mesmo que seja varrido.
 
Por seu turno, o governo reafirma a sua disponibilidade para “negociar”, mas apresenta os mesmos argumentos de sempre o que, na prática, a serem aceites pelos trabalhadores, redundaria em maior precariedade e despedimentos para muitos dos estivadores que hoje se encontram com contrato efectivo e, sobretudo, retiraria à sua estrutura sindical a participação activa na selecção e contratação de novos trabalhadores, na sua formação e na supervisão que garanta os requisitos de segurança e qualidade internacionais exigidos para esta profissão.
 
Contra este estado de coisas, e com o apoio internacional que tem concitado por parte dos seus colegas que se vê ameaçado com o mesmo tipo de ataque de que os estivadores portugueses estão a ser alvo, após mais de três meses de greve às horas suplementares, os trabalhadores estivadores, depois de terem prolongado o período de greve até ao dia 17 de Dezembro, como noticiámos, avançaram agora com novo pré-aviso de greve até ao dia 24 de Dezembro, o que irá afectar os portos de Lisboa, Setúbal, Aveiro e Figueira da Foz.
 
Segundo o sindicato dos estivadores, a paralisação para o porto da capital irá decorrer entre as 17 e as 20 horas e entre as 21 e as 24 horas do período de 17 a 21 de Dezembro. No porto de Setúbal, está prevista greve entre as 17 e as 20 horas e entre as 21 e as 01 horas do período entre 17 e 21-22 de Dezembro.
 
Para os portos de Aveiro e da Figueira da Foz, a paralisação está agendada para entre as 08 e as 12 horas e entre as 13 e as 17 horas do período entre 17 e 21 de Dezembro.
 
Entre as oito horas de 17 de Dezembro e as oito horas do dia 24 de Dezembro, os estivadores não irão movimentar qualquer carga de e para o porto de Leixões.
 
Esta decisão comprova que se está perante um combate duro e prolongado, cheio de escolhos e cantos de sereia, vindos do governo com a sua verborreia do costume, sendo que os patrões já tiraram completamente a máscara.
 
Mas também é necessário estar muito atento com alguns ditos consensos vindos das centrais sindicais que não tenham em conta os interesses dos trabalhadores em luta e os seus reais objectivos.
 
Esta luta constitui, sem dúvida, um exemplo para todos os trabalhadores, para todo o povo, demonstrando que é tempo de acabar com a canga das medidas terroristas deste governo, com o beneplácito e cumplicidade de Cavaco Silva, servindo interesses do grande capital, do imperialismo germânico, em suma, da Tróica. Esta luta tem de avançar para o objectivo político do derrube do governo de traidores e a imposição sem mais delongas de um governo democrático patriótico.
 
Os trabalhadores estivadores vencerão, o povo vencerá!
 
 
Retirado de:

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

O princípio dos vasos comunicantes e o “milagre” alemão!


Na sua edição de hoje, o semanário alemão “Der Spiegel” anuncia que o défice público do estado germânico não só chegará a zero, como tal será conseguido à custa do aumento das receitas fiscais.

Só para quem não queira entender, é que o princípio dos vasos comunicantes não faz sentido. Claro está que a consequência dos fabulosos e especulativos lucros que os grandes grupos financeiros e bancários alemães registam, à custa das “dívidas soberanas” da Grécia, de Espanha, da Itália, da Irlanda e de Portugal, levando esses países a ficarem exauridos dos seus recursos e os seus povos a serem atirados para a fome e a miséria, seria a de terem um efeito muito positivo no orçamento germânico.

Como é certo que, enquanto montava uma estratégia que levou à liquidação do tecido produtivo desses países, obrigando-os a importar cada vez mais produtos industriais da Alemanha, criaram as condições ideais para, por um lado, dar pujança à sua indústria – que atingiu superavits extraordinários – e, por outro, criar um ciclo de endividamento progressivo e impagável para esses países.

A cereja no topo do bolo desta estratégia laboriosa e sagazmente montada pelo imperialismo germânico culmina na imposição do euro – nada mais, nada menos do que o marco travestido – como moeda única e com uma paridade cambial que mais defendesse os interesses da Alemanha.

Claro está que, enquanto ao imperialismo germânico, com uma indústria e um sector financeiro e bancário pujantes não lhe interessa, sequer, que se ponha a hipótese de uma desvalorização do euro, para países fragilizados pela traição das camarilhas do tipo PS, PSD e CDS que se submeteram aos seus interesses e ditames, muito interessaria poder agora valer-se da independência quanto à política cambial, à qual, se ainda possuíssem moeda própria, poderiam recorrer, quer para desvalorizar, quer para valorizar a sua moeda em consonância com os seus interesses próprios e as necessidades da sua economia e soberania.

Não surpreenderá ninguém, pois, que os cálculos que o ministro das finanças do IV Reich, Wolfgang Schauble, fez, há uns mêses atrás, de que o processo de consolidação orçamental na Alemanha atingiria o ponto zero do défice em 2013, tenha sido antecipado para 2012, ano em que era expectável ele representar, ainda, uma taxa de 0,5% do PIB.

Assim como não surpreenderá que o nível de endividamento da Alemanha, que as mesmas projecções referiam poder ser, em 2012, de 83,5% do PIB, se ficarem agora pelos 81,5%, sendo que a perspectiva para 2016 é a de que se situe em 73%. Enquanto, claro, Portugal chegará, até ao final de 2012 com um défice, no mínimo, igual a 5% do PIB e o seu nível de endividamento ultrapassará os 125%!

Óbvio! O” líquido” que sai do “vaso” de uns, neste princípio de comunicação e transferência de recursos, inunda o vaso de outros! Entendendo-se por “líquido” os recursos e os activos que os países estão a ser obrigados, com a prestimosa colaboração das camarilhas traidoras e ao serviço dos interesses do IV Reich – no caso português, com a colaboração dos traidores Coelho e Portas – a sacrificar no sacrossanto altar da dívida e da acumulação acelerada de capital.

Quebrar este infernal ciclo dos “vasos comunicantes” passa, no caso de Portugal, pela constituição de uma larga frente de todas as camadas populares, com ou sem partido, disposta a construir um governo democrático patriótico como consequência do derrube deste governo de traição PSD/CDS. Passa por expulsar do nosso país a tróica germano-imperialista e suspender, no mínimo, o pagamento da dívida e do “serviço da dívida”. Passa por preparar a saída do euro, controlar o sistema bancário e pôr em prática um programa que leve à reconstrução do nosso tecido produtivo e a um novo paradigma de economia ao serviço dos trabalhadores e do povo.