terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Revoluções pela internet? Ou luta dura e prolongada?

E de repente, eis que o executivo de Coelho e Portas, tutelado por Cavaco, para além de anunciar um autêntico milagre económico, se vê bafejado por um outro milagre, aquele que se traduz no abandono da exigência por parte da chamada esquerda parlamentar  do derrube deste governo de serventuários ao serviço dos interesses de um directório europeu capturado pelo imperialismo germânico e seus propósitos de, sem necessidade de disparar um único tiro – ao contrário do que aconteceu com Hitler –, dominar e subjugar a Europa.

A inconsequência, a incoerência, a fraquíssima consistência intelectual de largos sectores da pequena-burguesia, particularmente uma certa “inteligentsia” ou auto-intitulada intelectualidade , constantemente em pânico com a ameaça que sobre ela paira de ser proletarizada, virtude das cíclicas crises do capitalismo, revela-se na procura permanente de salvadores por tudo o que é sítio.

Assim aconteceu quando o marketing político explorou os dotes de uma esquerda americana encabeçada por Obama e teorizada, no capítulo da economia política, por Paul Krugman. Na Europa, face à entente Merkel/Sarkozy – com este a prestar-se a ser o saltapocinhas de serviço da nova fuher – o surgimento de François Hollande animou mesmo as hostes mais à esquerda que chegaram a anunciar que era chegado o momento de a chanceler ser colocada no seu devido lugar.

A montanha, está bem de ver, pariu um rato. Obama não deixou de ser o executor de todas as mais fatídicas e sanguinolentas políticas do imperialismo americano, Paul Krugman advoga que para sair da crise os países sob tutela, seja do FMI a sós, seja da tróica germano-imperialista, só têm como saída a desvalorização dos salários em mais de 30% e Hollande, para além de se estar a revelar um autêntico rabo de saias, é o novo salta-pocinhas da fuher Merkel…nada de novo a ocidente, portanto!

São os mesmos que, basbaques, anunciam revoluções pela net e consideram o Google como a nova plataforma para as revoluções mundiais, sejam elas violeta, de veludo ou mesmo de…cortiça! São os mesmos que se prestam a passear as suas frustrações e fantasmas por toda a sorte de falanges fascistas e a buscar refúgio em regimes que reponham a ordem.

Como não acreditam que a luta de classes é o motor da história, nem sequer acreditam que eles próprios pertencem a uma classe ou sector de classe, não percebem que a burguesia não brinca em serviço e que se está absolutamente nas tintas para os seus constantes lamentos, agitar de mãos ao alto e apelos ao pacifismo, ou se deixar sensibilizar pela sua indignação contra os cortes nos salários, a facilitação e embaratecimento dos despedimentos, a promoção da precariedade, da fome e da miséria, a destruição do tecido produtivo e a venda a retalho de tudo o que é activo e empresa pública estratégica.

A burguesia, quando sente ameaçada a sua sacrossanta propriedade, os seus lucros e interesses, não hesita em mandar para cima do povo e dos trabalhadores toda a sua máquina repressiva. Pode promover cortes e austeridade em tudo e mais alguma coisa. Mas, no que toca a olear a máquina da repressão abre generosamente os cordões à bolsa, sabendo que  nenhum apelo  infantil do tipo os polícias e os soldados são filhos do povo , fará as forças repressivas virar as armas contra os seus interesses e o estado que os acarinha e sustenta.

Para estes eternos românticos da revolução,  organização, disciplina, estratégia e táctica, objectivos, direcção organizada, são autênticos pesadelos. E nem sequer se pasmam quando verificam que esta sua permanente hesitação, esta sua recorrente fuga para a frente, esta sua endémica incoerência redunda, fatalmente, na deserção cobarde, sempre alegando que este povo não merece o seu esforço! Bem que gritam O Povo unido jamais será vencido quando o que está em causa é que O Povo Vencerá!  Se se mobilizar e organizar em torno de princípios justos e coerentes, se se preparar para uma luta dura e prolongada, se ousar lutar, para ousar vencer!


Face à ocupação de que Portugal está a ser alvo por parte de uma tróica que mais não constitui do que um instrumento ao serviço dos apetites imperiais e colonizadores de uma potência como a Alemanha, face ao presente alinhamento de classes e interesses de classe, à correlação de forças entre si e quanto ao que as une e ao que as divide, a única saída para os trabalhadores e o povo português é, pois, o derrube deste governo de serventuários, de traição nacional, e a constituição de um governo democrático patriótico que saiba pôr em marcha um programa que congregue e reflicta os interesses daquelas classes e sectores de classe que, neste momento, têm em comum a exigência da suspensão do pagamento de uma dívida que não contraíram e da qual nada beneficiaram, a recuperação do tecido produtivo destruído, único garante da recuperação da nossa independência e unidade nacional, único garante de que o país estancará a sangria do desemprego, da precariedade, da fome e da miséria, único garante de que Portugal e o povo português conquistarão a sua liberdade e alcançarão a verdadeira democracia.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Um novo governo democrático patriótico garantirá os direitos dos trabalhadores reformados

2013-03-02-manif lx 03As recentes acções de luta dos trabalhadores reformados do Metropolitano de Lisboa, secundadas por fortes mobilizações também em curso de trabalhadores reformados de outras empresas e ramos de actividade, são a expressão visível de uma forte consciencialização deste importante sector do povo de que uma luta firme e sem cedências é o caminho a seguir para pôr termo ao massacre que as forças imperialistas da União Europeia, apoiadas no grande capital nacional, no governo e nos partidos que assinaram o memorando de traição nacional e nos seus serventuários, diariamente executam sobre os seus direitos e condições de vida.
A acrescentar aos cortes criminosos (que chegam a atingir 70% da pensão auferida) dos complementos de reforma dos trabalhadores de empresas públicas, como é o caso do Metropolitano, as medidas agora aprovadas no âmbito do chamado Orçamento Rectificativo para 2014 são mais um dramático exemplo da sanha do governo Coelho/Portas contra os trabalhadores reformados. Às pensões entre os 1.000 e os 1.800 euros será aplicado um imposto de 3,5% sobre o valor bruto, o qual atingirá portanto o próprio montante deduzido como IRS, num caso flagrante de dupla tributação. A partir dos 1.800 euros a percentagem do imposto vai subindo, sendo de 10% para as pensões situadas entre os 3.750 e os 4.611 euros, complementando-se estes com novos cortes nas parcelas acima deste último montante, em percentagens que podem atingir os 40% (acima de 7.126 euros). A somar a estes roubos, os reformados da função pública terão um imposto adicional de 1% na rubrica destinada à ADSE.
São cerca de 460.000 os trabalhadores reformados abrangidos por estas medidas, a grande maioria dos quais auferindo pensões cujo montante líquido mal chega para satisfazer as necessidades básicas e que agora verão agravadas significativamente as suas condições de vida. Ao aplicar estes cortes nas pensões, o governo de traição nacional incorre em novos procedimentos inconstitucionais, depois do chumbo do Tribunal Constitucional aos cortes dirigidos aos pensionistas da função pública. Com a conivência do presidente da República ainda em funções, o governo despreza deliberadamente o regime jurídico vigente, razão mais do que suficiente para que o povo derrube ambos por todos os meios ao seu alcance.
Só por via do congelamento do valor das pensões, nos últimos sete anos os trabalhadores reformados viram diminuído em quase 20% o seu poder de compra. Se a isto se acrescentarem os aumentos no IRS e no IVA e os impostos suplementares, como o actual, e ainda regras celeradas como os aumentos sucessivos da idade de reforma e os mecanismos de cálculo do valor da pensão ao abrigo do chamado “factor de sustentabilidade” que tornam tal valor cada vez mais baixo, imediatamente se conclui que o objectivo da classe dos grandes capitalistas e dos poderes imperialistas que a tutelam é privar completamente de recursos pessoas que trabalharam duramente toda uma vida descontando mensalmente mais de um terço do valor do seu salário (uma parte directamente e outra por interposta entidade patronal) para a segurança social e que agora são considerados como párias e empurrados para a indigência e para uma morte prematura.
Que não haja ilusões. Depois de sucessivas alterações na legislação da segurança social destinadas a baixar o valor das pensões de reforma, que ocorreram sobretudo nos últimos quinze anos e que tiveram o seu ponto alto numa lei celerada do governo Sócrates de 2007, o governo PSD/CDS já anunciou que, paralelamente aos roubos e cortes avulsos que provocatoriamente designa de “extraordinários”, vai proceder a uma “reforma de fundo” da segurança social para entrar em vigor em Janeiro de 2015. O objectivo de tal mudança é a privatização quase total da segurança social e a drástica diminuição das pensões de reforma dos trabalhadores para valores que, para a maioria, se pretendem colocar abaixo do mínimo de subsistência.
A luta contra estes ataques terroristas tem de mobilizar todos os trabalhadores e as suas organizações representativas. Fortes de uma rica experiência de luta, os trabalhadores reformados estarão certamente na primeira linha deste combate. O seu objectivo primeiro terá de ser o derrube do governo de traição nacional Coelho/Portas e a expulsão das forças imperialistas que ocupam o país e escravizam o povo. Para substituir o actual terá de ser constituído um novo governo democrático patriótico, com a participação de todos os sectores e forças políticas que defendem a liberdade, a democracia e a independência nacional. No programa desse governo terá de vir inscrito, em lugar de destaque, o compromisso de reposição dos direitos dos trabalhadores reformados e a punição exemplar de todos os que violentaram e espezinharam esses direitos.

Retirado de:

sábado, 11 de janeiro de 2014

Congresso do CDS:

A aclamação da traição e da mentira!

Num patético e manipulador discurso hoje proferido em Oliveira do Bairro, no Congresso que está a servir para aclamar o seu papel de serventuário do imperialismo germânico, Paulo Portas voltou à carga com a sua tese do milagre económico que, segundo o personagem em questão, proporcionará em 17 de Maio próximo a saída de Portugal da condição de protectorado, verberando a opinião daqueles que têm insistido que esta é uma dívida impagável e que, a não ser derrubado o governo e o seu tutor Cavaco, o défice e a dívida que eram suposto serem ultrapassados com a intervenção da tróica, não só não teriam solução, como se agravariam, como aliás se tem vindo a constatar.
Utilizando uma pseudo linguagem patriótica, com expressões como queremos ver a tróica pelas costas, Portas escamoteia o facto de o programa de resgate contido no Memorando de Entendimento com a tróica germano-imperialista ter sido assinado pelo seu próprio partido, o CDS, conjuntamente com PS e PSD e persiste em duas falácias discursivas: a primeira a de que, quer o CDS, quer o seu parceiro de coligação, o PSD, quer o tutor de ambos, Cavaco Silva, terem sido obrigados a aceitar as condições que o directório europeu, o BCE e o FMI, impuseram a Portugal e a segunda a de que, finalmente, Portugal, devido às reformas e reajustamentos conduzidos pelo governo que integra, se irá livrar da tróica no final do programa de resgate a que está sujeito, recuperar a soberania nacional e abandonar a condição de protectorado.
Nem assim Portas consegue, no entanto, alterar a realidade. É que, apesar de todas as medidas terroristas e fascistas que o governo de traição nacional faz abater sobre o povo e o autêntico genocídio fiscal que representa o Orçamento de Estado para 2014, a execução do plano de reajustamento que era suposto fazer reduzir a dívida e o deficit do país, não tem impedido, antes pelo contrário, que ambos venham aumentando, sendo que no final de 2013 a dívida foi muito superior a 130% do Produto Interno Bruto (PIB) e o desemprego, apesar de toda a engenharia estatística para o escamotear – mormente através do cada vez maior recurso a trabalho precário e escravo - não para de se agravar.

Desde que em 2011,  PS, PSD e CDS assinaram o Memorando de Entendimento com a tróica  que denunciamos o facto de que tal pacto iria agravar e exponenciar a condição de  Portugal como protectorado ou colónia do imperialismo germânico e que, enquanto se persistisse no objectivo de pagar uma dívida ilegítima, ilegal e odiosa, nunca Portugal poderia ver-se livre dessa humilhante condição para a qual aqueles traidores e vendidos tinham atirado o país e o povo português.

Isto porque, como então também denunciámos, a dívida cujo pagamento estão a impor, a ferro e fogo, ao povo português, para além de não ter sido contraída por ele, nem o povo dela ter retirado qualquer benefício, mais não é do que a consequência e o corolário de uma política que os serventuários Sócrates, Cavaco, Coelho e Portas aceitaram e que assentou, e continua a assentar,  na aceitação da destruição do nosso tecido produtivo, da venda a retalho de activos e empresas públicas estratégicas e de uma cada vez maior dependência do exterior.

Dependência que se traduz no facto de termos, hoje, com o nosso tecido produtivo destruído, que importar mais de 80% daquilo que necessitamos para satisfazer as necessidades básicas do povo e, simultâneamente, gerar economia. O que levará, sem apelo nem agravo, a que o ciclo de endividamento se reproduza ininterruptamente, de forma sempre crescente. O que, a par do agravamento da recessão a que as medidas terroristas e fascistas que o governo de traição nacional impôs ao povo, e dos juros faraónicos que a tróica germano-imperialista e os grandes grupos financeiros e bancários – com os alemães à cabeça – impõem, tornará a dívida IMPAGÁVEL!

A dívida impagável e a condição de protectorado infindável andam, pois, de mãos dadas, por mais que Portas o tente escamotear! Isto porque, mesmo que se acreditasse em milagres divinos e a dívida – em parte ou na totalidade – viesse a ser paga, a condição de protectorado para a qual os sucessivos governos PS e PSD, acolitados pelo CDS e tutelados por Cavaco, atiraram Portugal permanecerá inalterada por virtude do tão elogiado Tratado de Lisboa que criou o MEE (Mecanismo de Estabilidade Europeia) – o famigerado governo económico europeu e impôs o famigerado Tratado Orçamental!

Numa conjuntura em que o PS de Seguro tenta cavalgar o descontentamento popular, recusando-se a fazer um balanço crítico do governo do seu antecessor Sócrates – um governo do piorio, em boa hora corrido pelo povo, somente suplantado pelo actual – e querendo fazer crer que nada tem a ver com a actual situação, é bom lembrar que quem preparou, apadrinhou e aportou novas e criativas propostas para o Tratado de Lisboa  foi precisamente Sócrates e o PS , tratado que, tanto quanto se sabe, Seguro nunca fez menção de dizer que pretende denunciar.

Recordamos que o MEE é um mecanismo que obriga todos os estados membros, particularmente os que aderiram à zona euro, a incorporar nas suas constituições a possibilidade de ser um organismo externo ao seu país, o tal governo económico europeu, a definir a política orçamental de cada um desses países e a tornar meros serventuários dos ditames do directório europeu, onde a potência dominante é a Alemanha, autênticos tiranetes e traidores nacionais como o são Coelho, Portas, Cavaco e todos aqueles que aceitarem o pagamento desta dívida e a submissão a uma política orçamental – e não só – não ditada pelos interesses e necessidades do povo português, mas antes ditada pela estratégia e pelos interesses, sobretudo de uma potência como a alemã.

Neste contexto, a dívida é a argamassa ou o cimento que molda a estrutura da dominação colonial, composta, por um lado, pelo facto deste governo económico europeu ter a capacidade de impôr a política orçamental a todos os países que subscreveram o Tratado de Lisboa e, por outro, pelo marco travestido de euro que rouba a autonomia da política cambial que melhor pudesse servir os interesses de cada um desses países. Todos eles instrumentos de domínio e chantagem manipulados por uma potência com um superavit industrial e financeiro resultante, precisamente, da estratégia que conseguiu impôr aos outros países europeus, de destruição dos seus tecidos produtivos – a Alemanha que consegue, sem disparar um único tiro o que Hitler não conseguiu: dominar e subjugar a Europa e posicionar-se como potência mundial de referência!

Daí defendermos desde sempre que não basta derrubar este governo nem recusar o pagamento desta dívida. Há que constituir um governo democrático patriótico que, para além de implementar um plano económico e financeiro rigoroso e que defenda os interesses do povo português e a soberania nacional, se assegure em romper o colete de forças que constituem os dois instrumentos responsáveis pela perda de independência nacional e pelo agravamento das condições de vida do povo – precisamente o euro e a União Europeia!


quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

O negócio da dívida:

Enquanto uns regozijam outros sofrem!


 Duas notícias marcaram a agenda noticiosa do dia: a ida aos mercados com a venda de dívida pública a atingir uma procura muito próxima dos 10 mil milhões de euros, considerando os analistas e corretores do costume uma medida inteligente por parte do governo  o facto de este  ter travado a procura pueril destes títulos a médio prazo…

E  o relato de três casos de abandono assassino de doentes, uma senhora de mais de 80 anos, acamada, vítima de leucemia há vários anos ,outro de um sexagenário que, para evitar uma morte certa,  teve de recorrer à realização de uma colonoscopia com sedação no sistema privado e, ainda, um outro relato de uma mulher que, tendo aguardado mais de dois anos por idêntico exame, viu-lhe agora ser diagnosticado que o cancro de que padecia se  havia desenvolvido a um ponto em que se tornou inoperável!!!

Qual a relação que existe entre uma situação e a outra é o que desde há muito vimos denunciando. O negócio da dívida tem levado ao exaurir de todos os recursos e implicado uma sistemática denegação do acesso à saúde e outros serviços públicos, tudo em nome do pagamento de uma dívida que não foi contraída pelo povo, nem o povo dela retirou qualquer benefício.  Isto para além, claro está, do corolário de medidas que facilitam e institucionalizam o roubo do trabalho e do salário e a venda a preços de saldo de tudo o que é activo ou empresa estratégica.

Não tendo o povo retirado qualquer benefício dessa dívida soberana que agora o governo de traição nacional Coelho/ Portas, tutelado por Cavaco, pretende que seja ele a pagar, alguém anda, de forma pueril e entusiasmada, exultante com os benefícios que está a sacar do negócio da dívida. Desde logo multiplicando de forma exponencial a procura de títulos dessa dívida onde, apesar de terem vindo a baixar os juros, os lucros que lhes estão associados continuam a ser altamente atractivos e agiotas.

Tudo isto enquanto casos de denegação de saúde como os relatados apenas espelham e sublinham o que uma política terrorista e fascista tem produzido em relação ao chamado serviço nacional de saúde: a sua completa destruição. Preparando e acelerando a privatização do sector. Políticas que se estendem a sectores como a educação e às chamadas prestações sociais, com cortes que se pretendem temporariamente…definitivos!

Melhor se compreende agora porque os grandes grupos financeiros, bancários e industriais – sobretudo os alemães – tanto almejam por que as dívidas soberanas sejam impagáveis! É que, enquanto o sistema tal proporcionar, a desejada acumulação capitalista estará assegurada, depois de ter sofrido com a crise do sub-prime ou outra qualquer endémica crise do sistema capitalista alguma retracção!

Não existe outra forma de terminar este, ou qualquer outro artigo que verse temáticas idênticas a estas, senão para reafirmar a necessidade da realização de todas as greves gerais que forem necessárias, pelo tempo que for necessário, até que se concretize o derrube deste governo de serventuários da tróica germano-imperialista e do seu tutor Cavaco, para que desse derrube emerja um governo democrático patriótico que se recuse a pagar a dívida e prepare o país para a saída do euro e da União Europeia, mecanismos que têm beneficiado os suspeitos pueris do costume!

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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

A vez do oportunismo do PS de Sintra sobre a assembleia distrital de Lisboa

Bem prega frei Tomás…

É impressionante a forma como partidos que se mostram indignados com os constantes atropelos à Constituição, de que o actual governo de traição nacional, liderado por Coelho e Portas, mas tutelado por Cavaco, tem sido recordista absoluto, praticam também eles – mas agora de forma justificada – constantes e gritantes atropelos à chamada lei fundamental.
Se já não surpreende nenhum elemento do povo que Coelho e Portas, com nove das normas avulsas ou contidas nos diferentes Orçamentos de Estado chumbadas pelo Tribunal Constitucional, saia impune deste atentado ao estado de direito com que enchem constantemente a boca para justificar o genocídio fiscal que fizeram abater sobre o povo e quem trabalha desde que se alcandoraram no poder, parece que ainda há alguns incautos que pensarão que com o PS tudo seria diferente, por se apresentar como um partido respeitador dos preceitos constitucionais.
Nestas páginas já havíamos denunciado a atitude prepotente, arrogante e ilegal do novo imperador de Lisboa, António Costa, ao decidir, ao arrepio da Constituição, desvincular a Câmara Municipal da capital, à qual preside, da Assembleia Distrital de Lisboa. Sem ter qualquer socialista ou solidária e social compaixão para com os seus trabalhadores, um dos quais com salários em atraso desde Agosto do corrente ano, em virtude de a CML há mais de um ano não providenciar a verba correspondente à sua quota para assegurar o funcionamento daquela estrutura.
Pois bem, tal como sempre afirmámos, seja no poder central, seja no poder local , a política da direcção do PS em nada difere da do PSD e do seu cão de trela, o CDS. Visando, seguramente, uma campanha de cerco e aniquilamento aos aguerridos trabalhadores da Assembleia Distrital de Lisboa, depois de António Costa foi agora a vez de Basílio Horta, também ele vencedor nas recentes eleições camarárias pelas listas do PS, em nome do executivo da Câmara Municipal de Sintra propor e fazer aprovar, na última Assembleia Municipal daquele concelho, a suspensão do pagamento de quotas à ADL e o desvincular da CMS daquela estrutura.
Acontece, porém, como muito bem denunciam os trabalhadores da ADL, que “se o município de Sintra, assim como todos os outros do Distrito (onde se inclui o de Lisboa), pretendem deixar de pagar à ADL, devem estar presentes na próxima reunião do órgão deliberativo distrital e, nos termos da lei, apresentar ao plenário uma proposta de extinção dos Serviços de Cultura que integre uma solução legal para o enquadramento do seu pessoal (três técnicos superiores e um assistente técnico) e património”, trabalhadores que prosseguem afirmando que “... resolvida esta situação, restando apenas o órgão político, podem deixar de pagar à vontade”, para concluir que “... qualquer outra solução é ilegal e imoral, pelas consequências graves sobre os trabalhadores, os únicos que estão a sofrer na pela a irresponsabilidade dos políticos”.
Nesta recente decisão da Assembleia Municipal de Sintra não espantará, também, a posição oportunista assumida por PCP e BE que, apesar de lamentarem a situação em que esta decisão do PS em Sintra está a colocar os trabalhadores da ADL, não souberam, ou não tiveram vontade política para o fazer, colocar o acento tónico na ilegalidade e inconstitucionalidade que está a ser cometida pois, ainda segundo os trabalhadores da ADL, “… a Câmara de Sintra não pertence à ADL por autorização dos órgãos municipais e/ou na sequência de qualquer deliberação que tenha aprovado a adesão do município a esta entidade”, porque “os municípios pertencem às Assembleias Distritais por determinação da Constituição da República Portuguesa, regulamentada por Decreto-Lei”.
Tal como denunciam os trabalhadores da ADL, “…não se trata, portanto, de uma opção mas de uma obrigação legal”. Tal como se torna imprescindível isolar toda a sorte de oportunistas que parecendo ser os guardiões da Constituição e os campeões da defesa dos seus preceitos, quando tal convém ao seu tacticismo político oportunista, mesmo que seja contrário aos interesses do povo, são os primeiros a atropelar a dita e os ditos!

sábado, 4 de janeiro de 2014

Um governo de corsários e negreiros que urge derrubar!

Cada vez se compreende melhor a feroz oposição que o governo tem feito a que haja um mísero aumento de 35 euros no salário mínimo nacional, apesar da exigência feita pelas Centrais Sindicais e a anuência da maioria das Confederações patronais.

Claro que a principal razão para essa oposição se radica na política de empobrecimento que a tróica germano-imperialista tem ditado ao governo dos serventuários Coelho e Portas, tutelado por Cavaco. Mas, demonstrando a natureza de novos negreiros eis que o executivo faz publicar, no último dia do ano de 2013, uma portaria que prevê que milhares de trabalhadores portugueses no desemprego possam passar a auferir da regalia de receberem um salário de 419,22 euros como pagamento de trabalho socialmente necessário!!!

Isto é, em troca de oito horas de trabalho diário, permanente e obedecendo a uma hierarquia, os trabalhadores no desemprego há mais de um ano e que não recebam subsídio de desemprego e integrem uma família monoparental ou na qual o outro cônjuge também se encontre desempregado, vão poder integrar os programas ocupacionais que o Instituto do Emprego e da Formação Profissional – a actual plataforma de gestão da escravidão laboral – está a implementar e que visam fazer face a situações de exclusão e risco social!!!

Com esta medida, visto que a partir de agora se alarga a empresas privadas a possibilidade de recorrerem a este banco de trabalho escravo organizado pelo próprio estado, é o próprio governo que vem demonstrar a verdadeira razão pela qual se tem oposto ao aumento de 485 para 520 euros no salário mínimo. Porque é parte interessada em que nem o actual valor para o salário mínimo seja pago!

Interessada na criação de um exército de trabalhadores que se sujeitem a trabalhar por um salário de miséria para, com a sua família, fugirem à condição de fome  e pobreza para a qual as medidas terroristas e fascistas impostas pelo governo de traição nacional estão a atirar o povo a fim de o obrigar a pagar uma dívida que não contraíram e da qual não retiraram qualquer benefício, de forma a que estes trabalhadores não se sintam frustrados ao ponto de virem a provocar desacatos sociais.

Ao mesmo tempo que se servem desta massa de trabalhadores escravos para exercer pressão sobre aqueles que estão a auferir elevados salários na perspectiva da tróica germano-imperialista, que quer impor a Portugal um modelo de trabalho intensivo, pouco qualificado e mal remunerado, isto é, fazer do país uma espécie de paraíso asiático da mão de obra barata na Europa para engordar ainda mais os lucros dos grandes grupos financeiros, bancários e industriais europeus, com a Alemanha à cabeça.

Os exemplos de que é necessário e urgente o derrube deste governo que se presta a ser o novo negreiro da Europa são profusos. Assim como é cada vez mais clara a necessidade da constituição de um governo democrático patriótico cuja primeira medida seja, no mínimo, decretar a suspensão do pagamento da dívida e começar a preparar a saída de Portugal do euro e da União Europeia.


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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Grupo A Filha Rebelde – Fascismo Nunca Mais!

A administração do Grupo - Solidariedade com os réus do processo crime "A Filha Rebelde" decidiu passar o Grupo de Fechado para Secreto, sem colocar a questão para discussão, debate e decisão democrática aos milhares de elementos que integram o mesmo.

Lamentando esta decisão, pois na verdade os pressupostos que levaram a que uma ampla frente de democratas, patriotas e anti-fascistas se mobilizassem contra a perseguição fascista de que foram alvo o grupo de "arguidos" do processo "A Filha Rebelde", estendeu-se à sociedade em geral, sendo que os perseguidos por medidas terroristas e fascistas são agora TODO o povo português e todos aqueles que vivem à custa do seu trabalho;

Considerando que estes não foram "absolvidos" e aquele espaço deveria ser, hoje, um espaço de referência, de debate, de mobilização, para todos os que se revêm num processo que, tendo sido libertador para alguns - e ainda bem - havia fundadas esperanças e expectativas de que pudesse despoletar a libertação para todo um povo que sofre o mesmo tipo de perseguição da que os "absolvidos" que agora decidem fechar este espaço, o foram;

Considerando, ainda, que o Grupo Solidariedade com os réus do processo crime “A Filha Rebelde”, há muito que devia ter deixado de ser um grupo fechado e nunca deveria ser um grupo secreto, decidimos criar este novo Grupo, o qual, todos assim o esperamos, deverá tornar-se um espaço ABERTO de debate e denúncia dos atropelos à democracia, e de afirmação de que "FASCISMO, NUNCA MAIS!"
O  Grupo A Filha Rebelde – Fascismo Nunca Mais! deve ser um espaço de debate ABERTO em que todos os contributos para o debate e discussão de ideias serão acarinhados;

Terá em conta o facto de que o povo e quem trabalha vão estar durante o ano de 2014 à mercê do agravamento do genocídio fiscal a que o governo PSD/CDS, tutelado por Cavaco, o sujeitou e que a natureza das medidas contidas nos sucessivos Orçamentos de Estado, com várias das suas normas consideradas inconstitucionais pelo Tribunal Constitucional, configuram uma prática anti-democrática, fascizante;

Assim como, que tais medidas estão a ser impostas de forma fascista e terrorista para obrigar o povo a pagar uma dívida que não contraiu, nem dela retirou qualquer benefício, sendo vital e urgente travar a acção de uma maioria, um governo e um presidente que está a vender, a preços de saldo, todos os activos e empresas estratégicas que restam e a destruir o que ainda sobrevivia do nosso tecido produtivo, comprometendo a soberania e independência nacional, para os sacrificar no altar de uma dívida que ninguém sabe a quanto monta, porque é que se deve e a quem se deve;

Assim sendo, o apelo que se endereça a todos os elementos deste grupo é que passem palavra e convidem o maior número possível de amigos a aderirem a este novo Grupo A Filha Rebelde – Fascismo Nunca Mais!, através do link -
https://www.facebook.com/groups/1438241936406372/ -, com o propósito de o transformar num fórum activo contra os tiques fascistas que as correntes neo-liberais do sistema capitalista têm evidenciado!


Os filhos e as filhas rebeldes do nosso povo são os “arguidos” forçados de um processo de que urge  libertarem-se!  Para Ousar Vencer há que Ousar Lutar!