terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Apesar da carga policial:

Trabalhadores ferroviários demonstram que lutando o Povo Vencerá!


Centenas de trabalhadores no activo e reformados da CP, Refer e CP Carga concentraram-se esta 3ª feira, 4 de Fevereiro, frente à estação de Santa Apolónia, em Lisboa, onde realizaram um plenário para contestar o roubo de salários e do trabalho de que estão a ser alvo, assim como o roubo de direitos consagrados aos pensionistas.

Já rondam os 6 a 7% , atingindo nalguns casos mais extremos os 12%, os cortes salariais dos trabalhadores no activo o que, segundo os trabalhadores e os sindicatos, para além de não serem a “solução nem o caminho para o sector ferroviário”, implicam que “os trabalhadores são ainda mais atingidos e esta situação prejudica também os utentes”.

Fartos de serem explorados e humilhados por este governo de serventuários que mais não tem feito do que criar as condições para a privatização do sector, facilitando os despedimentos e o roubo dos salários e do trabalho para tornar mais atractiva para os grandes grupos financeiros e bancários europeus a operação de privatização em marcha, os trabalhadores no activo e os pensionistas das supracitadas empresas, após o plenário e a concentração frente à estação de Santa Apolónia, decidiram ocupar várias das sete linhas que partem e chegam àquela estação, algumas das quais dão acesso à linha do norte.

Após cerca de uma hora de bloqueio, e certamente requisitados pela administração da CP que se tem desmultiplicado em acções para desmobilizar os trabalhadores da luta, dezenas de polícias de intervenção forçaram os manifestantes, à custa de forte repressão, a abandonar a linha três – que assegura a ligação do Intercidades a Faro e a Évora –e, posteriormente, a linha dois onde tinha sido imobilizado o Intercidades para o Porto.

Os trabalhadores resistiram com firmeza à carga repressiva policial e demonstraram que a luta não se ficará pela acção que hoje levaram a cabo.  Nesse sentido, em Lisboa, Alfarelos, Porto e Faro foi hoje aprovada uma resolução que prevê que, no dia 18 de março, se realizará um Encontro Nacional de Representantes de Trabalhadores e Reformados Ferroviários onde serão discutidas e decididas novas formas de luta.

A luta deste sector importante dos transportes, a exemplo da luta em que os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa e da Carris estão igualmente empenhados, é demonstrativa de como é fundamental impor sem mais delongas o objectivo que consiste no derrubamento do governo e a constituição, em alternativa, de um governo democrático patriótico que tenha no seu programa o não pagamento desta dívida odiosa - propositadamente impagável -, a saída do euro e a exigência de um referendo sobre a saída da UE.







(Mais) um partido da União Europeia para colonizar Portugal

mural 01Por iniciativa principal de um trânsfuga do Bloco de Esquerda eleito em 2009 para o Parlamento Europeu, realizou-se no passado fim-de-semana o congresso fundador de um partido chamado “Livre”. O rosto principal deste novo partido é o exemplo acabado do que não deve ser um deputado eleito pelo povo para o areópago de Estrasburgo. Dando provas de um assinalável oportunismo, Rui Tavares fez-se então eleger pelo BE e, depois de romper com esse partido, apropriou-se do lugar para desfrutar dos privilégios com que os poderes dominantes na União Europeia procuram corromper os deputados europeus para os pôr ao seu serviço.
E é de facto ao serviço da UE, isto é, da Alemanha, que o novo partido e o seu mais destacado personagem decididamente se afirmam. Todo o programa do “Livre” é um panegírico às virtudes da “Europa” e do “europeísmo”. Mesmo referindo as “disfuncionalidades” e os “equívocos” das políticas emanadas da UE, o novo partido limita-se a propagandear que é na “democracia europeia” que se encontra a fonte de toda a prosperidade e progresso. Nem uma palavra sobre a opressão, o terrorismo social, o empobrecimento e o esbulho de direitos a que a UE e os seus lacaios sujeitam, de uma forma continuada e sistemática, os trabalhadores e o povo português. Nem uma breve referência aos sinistros tratados europeus que representam a total privação da liberdade, da democracia e da independência nacional e que eliminam por completo qualquer possibilidade de desenvolvimento do país e de bem-estar para o povo.
Por cima de tudo isto, o novo partido “Livre” avança com a suprema mistificação de apontar como seu primeiro objectivo o de “libertar o país da troika, da dependência, da dívida e do subdesenvolvimento”, escondendo cobardemente que a dita “troika” é de facto a União Europeia, que a “dependência” é, como sempre foi, a condição de Portugal na UE, que a “dívida” é o mecanismo principal de que a UE se serve para submeter o povo português aos ditames do imperialismo germânico e que o “subdesenvolvimento” é o resultado natural e inevitável das políticas da UE para os países periféricos como Portugal.
Mesmo que seja levado ao colo, como será, pela comunicação social e pelas instituições e partidos dominantes, o “Livre” é já um cadáver anunciado. Com ele, o senhor Tavares teve por objectivo prolongar a sua permanência na corte europeia. Como não o vai seguramente conseguir, resta-lhe esperar que os poderes imperiais lhe reservem algum posto ou benesse como reconhecimento pelos serviços prestados.
Desenganem-se os “europeístas” de todos os matizes sobre a possibilidade de continuar a iludir as massas sobre as pretensas virtudes da “integração europeia”. É hora de restituir ao povo a liberdade, a democracia e a independência nacional que lhe foram confiscadas e de lhe permitir pronunciar-se em referendo sobre se Portugal deve ou não permanecer na UE.

Retirado de:
http://lutapopularonline.org/index.php/pais/104-politica-geral/967-mais-um-partido-da-uniao-europeia-para-colonizar-portugal

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Novo rumo só o do derrube deste governo e a formação de um governo democrático patriótico!

A prática comum da actual direcção do PS tem sido a da fuga sistemática à crítica ao último governo liderado pelo PS e encabeçado por Sócrates e a fuga de Seguro e seus pares à referência do que fariam relativamente às medidas terroristas e fascistas que o actual governo tem imposto, caso o povo português lhes viesse a conferir o poder de novo.

O exercício desta política de fuga, associada a uma inócua oposição, com o abandono cada vez mais evidente da reclamação do derrube do governo Coelho/Portas, a par dos tiques ditatoriais cada vez mais evidentes do novo imperador de Lisboa, António Costa, na gestão da Câmara Municipal de Lisboa, serão as razões imediatas para que recentes sondagens, pela primeira vez desde que o governo de Coelho e Portas, tutelado por Cavaco, chegou ao poder, evidenciarem uma tendência de voto que coloca o PS atrás do resultado combinado da actual maioria parlamentar de PSD/CDS para as eleições europeias de Maio próximo.

No contexto da iniciativa Novo Rumo soaram a rebate todas as campainhas de alarme no interior do PS. Aparentemente, todas as tendências se mostram dispostas a unir-se e, mais do que isso, a contribuir para que se forme entre os trabalhadores, o povo, os democratas e patriotas,  uma opinião mais favorável a que a alternativa ao actual governo é o PS.

Face às denúncias de que tem sido alvo este seu enterrar da cabeça na areia relativamente ao que Sócrates e o seu governo conduziram o país, criando as condições para um dos mais poderosos ataques da contra-revolução contra o povo e quem trabalha, este fim-de-semana, no âmbito da Conferência  Um Novo Rumo para Portugal , Seguro – no que foi secundado por outros elementos do PS - começou a ensaiar uma pífia mea culpa em relação ao mandato de Sócrates sem, no entanto, sistematizar o que de crítico houve na política que conduziu contra um povo cujos interesses  sistematicamente atacou e que decidiu, em boa hora, correr com ele do poder.

Bem pode Seguro  criticar a gestão e as promessas feitas pelos últimos quatro governos onde, claro está, se inclui o protagonizado pelo seu companheiro de partido, José Sócrates. É que, em boa verdade, o que o povo, os democratas e patriotas exigem de quem se diz opor às políticas terroristas e fascistas do governo de Coelho e Portas, caucionadas por Cavaco, é que assegurem que, caso venham a merecer de novo o seu voto:
  • Revogam todas as medidas anti-populares, terroristas e fascistas, que o programa de genocídio fiscal do actual governo Coelho/Portas, caucionado por Cavaco impuseram aos trabalhadores e ao povo português, mormente os que facilitaram e embarateceram os despedimentos, aumentaram a carga horária, impuseram o roubo de salários e do trabalho, promovem a precariedade e a emigração de jovens quadros;
  • Devolvem aos trabalhadores e ao povo todas as verbas e benefícios sociais que, mercê da aplicação dessas medidas, entretanto lhes foram roubadas pelo actual governo;
  • Anulam e revogam todos os contratos que levaram à privatização de activos e empresas públicas, vendidas por este governo a preços de saldo, e que são instrumentos essenciais para a definição de uma estratégia económica independente e soberana, ao serviço do povo e dos seus interesses;
  • Persistindo na sua visão de que deve haver lugar a uma “renegociação” da dívida, defendendo que o mal não está no projecto de uma Europa unida, mas sim na forma como os actuais líderes estão a conduzir os destinos da mesma, devem esclarecer o povo e quem trabalha de como o pretendem fazer e quem pagará – e como – a parte legítima de uma dívida ilegítima, ilegal e odiosa que serve de      instrumento de dominação de um país ou grupo de países sobre outros;
  • Deve esclarecer se, ao contrário das anteriores direcções que passaram pelo PS, a actual está disposta a aceitar o desafio democrático de sujeitar a referendo a permanência de Portugal na União Europeia, bem como todos os tratados que vincularam o país ao euro, ao Tratado Orçamental e outros instrumentos que lhe retiraram a autonomia fiscal, orçamental e cambial a favor dos grandes grupos financeiros, bancários e industriais, mormente os alemães.

O facto de Seguro e a actual direcção do PS nunca terem mostrado intenção de se comprometer com os pontos acima referidos, provoca fundadas dúvidas para não dizer certezas junto dos trabalhadores, do povo, de todos os democratas e patriotas, de que a actual direcção do PS possa levar este partido a qualquer alternativa de ruptura clara e inequívoca com o actual governo de traição nacional, e a abraçar um (novo) rumo bem preciso do seu derrube e a constituição de um governo democrático patriótico.


sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Trabalhadores morrem devido a exposição ao amianto:

Entre o assassínio de trabalhadores ou servir o negócio da dívida, uma escolha de classe!

O diagnóstico não podia ser mais claro: a doença foi “…provocada por exposição prolongada a ambiente com amianto”! Assim determinou a equipa de médicos alemães que confirmaram a origem da doença que acabou por vitimar, em 2002, um dos nove trabalhadores da função pública que se suspeita terem falecido pelo mesmo motivo.

Confrontado com a denúncia feita por mais de 70 trabalhadores de que 19 funcionários da Direcção-Geral de Energia e Geologia em Lisboa, sita na Av. 5 de Outubro, em Lisboa, haviam contraído vários tipos de cancro, ao que tudo indica pelos mesmos motivos dos que levaram à morte de 9 desses trabalhadores e ao supracitado diagnóstico feito a um deles pela referida equipa médica alemã, Passos Coelho, em declarações que prestou esta manhã no parlamento em resposta a uma questão colocada por um deputado, declarações que classificamos de uma insensibilidade criminosa, afirmou desconhecer o caso.

 Pior do que isso, e sublinhando de forma clara a razão porque definimos a morte de trabalhadores por estes motivos como um autêntico assassinato, afirmou que a transferência dos restantes trabalhadores seria assegurada na medida das…possibilidades financeiras do estado! A mentira, no entanto, tem perna curta. Tanto mais quando se sabe que em Outubro de 2013 foi enviada uma denúncia contra o governo português pelo incumprimento na identificação dos riscos da exposição ao amianto para estes trabalhadores e, antes disso, à cerca de um ano tinha sido entregue um relatório técnico a revelar a situação e suas consequências para os trabalhadores.

A hipocrisia de Coelho não pode branquear o facto de este, e o governo de vende pátrias que lidera, terem perfeito conhecimento de que a utilização de amianto na construcção de edifícios é proibida desde a década de 90 do século XX, pelas mesmíssimas normas que obrigam à sua remoção nos edifícios onde ainda existam, regras que visam a defesa da saúde dos próprios trabalhadores. Também há um ano , Rui Silva, o engenheiro responsável por um relatório onde se denunciava a existência de amianto em dois tipos de revestimento das supracitadas instalações da Direcção Geral de Energia concluía ser mais fácil retirar os trabalhadores daquelas instalações do que remover o amianto.

Bem que pode Passos Coelho tentar branquear estes relatórios! Acontece, porém, que é público que o seu governo, na altura, garantiu à Comissão Europeia estar a ser efectuado um levantamento de edifícios, instalações e equipamentos públicos que contivessem, ainda, um material como o amianto, considerado altamente cancerígeno.

A  provocação miserável do secretário de estado da energia, Artur Trindade, de que estará em curso uma iniciativa para encontrar um local com uma renda mais baixa do que a que actualmente é paga por aquela direcção-geral, para que seja autorizada pelo ministério das finanças a concretização de tal mudança, não pode ficar sem resposta.

Os trabalhadores desta direcção-geral devem levar a cabo todas as formas de luta que sejam necessárias para impôr a transferência imediata para instalações seguras para a sua saúde. E devem unir-se à luta mais geral do povo português pelo derrube deste governo de serventuários que não se coíbe de assassinar trabalhadores em nome do pagamento de uma dívida ilegítima, ilegal e odiosa.





Privatizar a água começando por vender o lixo!

O governo presidido pelos serventuários Coelho e Portas, tutelados por Cavaco, manifestou um inusitado interesse, na passada 5ª feira, em proceder à privatização da EGF, a empresa que gere o lixo de mais de dois terços da população do país, mais precisamente de 174 concelhos.
Anunciando que o objectivo é alocar ao abate da dívida da Águas de Portugal – a empresa mãe – o valor que obtiver desta operação de privatização, o que o governo está a preparar é a criação de um precedente para a privatização de um importante activo público como é a água.
Basta atentar nas empresas estrangeiras que já manifestaram o seu interesse na privatização da EGF: as chinesas Sound Environmental e Beijing Waters e as brasileiras Solvi e Odebrecht, havendo a possibilidade de empresas portuguesas – como é o caso da Mota-Engil que já tornou público o seu interesse – se virem a aliar a investidores internacionais para participar neste negócio.
Acessoriamente, o governo está a tentar atrair para esta armadilha da venda de activos públicos que, tudo indica, serão a antecâmara da privatização das Águas de Portugal, vários municípios detentores de participações na EGF, sobretudo os de menor dimensão, com a ilusão de que tal negócio lhes permitiria obter a liquidez necessária para fazer face ao seu endividamento.
Se é certo que vários municípios – entre os quais o de Vila Nova de Gaia – já manifestaram a sua disposição para interpor providências cautelares para que tal privatização não seja possível de realizar, não deixa de ser sintomático de uma política de venda a retalho do país e de privatização de tudo o que seja activo e empresa pública estratégica para definir qualquer plano de desenvolvimento económico independente para o país, este súbito interesse em se privatizar uma das holdings da Águas de Portugal.
Não sendo certamente o valor da última avaliação – cerca de 200 milhões de euros – nem o volume de negócios que a EGF gera – cerca de 157 milhões – o que atrai os supracitados grupos chineses e brasileiros e a Mota-Engil, este é um típico caso em que o gato está escondido com o rabo de fora.
Compete ao povo português exigir às organizações sindicais, políticas ou de cidadania nas quais se sintam representados, manifestar desde já aos executivos camarários que elegeram o seu repúdio a que esta privatização ocorra, tendo consciência, no entanto, de que só o derrube deste governo de traição nacional e a constituição de um governo democrático patriótico assegurará que activos públicos fundamentais como a água não sejam privatizados e outros activos entretanto vendidos a grandes corporações, nacionais ou estrangeiras – como foi o caso da electricidade e da rede eléctrica –, voltem a ser nacionalizados.


terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Pela boca morrem os peixes

cruz de voto 01As próximas eleições para o Parlamento Europeu, que em Portugal terão lugar em 25 de Maio, revestem-se de uma particular importância porque através dela o eleitorado popular será chamado a debater e a escolher o caminho que quer seguir em matéria de integração do país na União Europeia e de condução dos seus destinos no quadro de relações internacionais que sirvam os interesses do povo português e o internacionalismo entre as classes trabalhadoras europeias.
O PCTP/MRPP apresentará nestas eleições uma candidatura própria assente em princípios, que sempre foram os seus, de defesa intransigente da liberdade e da democracia para o povo e de combate estrénuo pela independência nacional. Nesta batalha a candidatura do Partido, a massa dos seus simpatizantes e todos os que se afirmarão disponíveis para lutar pelos objectivos democráticos e patrióticos que a motivam encontrarão pela frente toda a sorte de “europeístas” prontos a iludir as massas acerca da real natureza imperialista da União Europeia e acerca da materialização desta natureza nas políticas terroristas da tróica alemã e do actual governo fascista de traição nacional encabeçado por Passos Coelho e Paulo Portas.
O primeiro candidato anunciado nestas eleições para o Parlamento Europeu, Marinho e Pinto - o qual nas suas próprias palavras “se fez convidar” pelo partido MPT para encabeçar a respectiva candidatura, sem dúvida uma cabal demonstração do carácter de ambos -, foi também o primeiro a deixar clara aquela intenção dos amigos da Europa e inimigos do povo consistente em fazer destas eleições um instrumento de reforço das políticas terroristas da União Europeia para Portugal e um trampolim para os luxos e as mordomias que as classes capitalistas europeias reservam para os seus serventuários no Parlamento Europeu.
Na conferência de imprensa em que anunciou a sua candidatura e em que desconsiderou o instrumento partidário que de que para tal se serviu, Marinho e Pinto apresentou-se como um paladino e um justiceiro da “verdade” e da “honestidade” na vida política, mas cometeu logo ali um vil e grosseiro ataque a tais valores quando, numa das únicas referências que fez à União Europeia, defendeu que o problema desta organização são os “burocratas” que a afastaram da “pureza dos seus ideais originais”. Nem uma palavra sobre quem lá pôs os burocratas, sobre os interesses de exploração dos povos que esses burocratas servem e sobre a colonização que esses interesses impuseram a Portugal desde a primeira hora da chamada adesão do país à então Comunidade Europeia.
Mas como essa patranha dos “burocratas” é fraco argumento para iludir eleitores que não se deixem levar à primeira, o novel candidato ainda falou de algo mais próximo da realidade quando referiu a “guerra económica” que tem por palco a UE e que, como toda a gente sabe, se traduz no domínio do imperialismo germânico sobre as economias dos países dominados e na escravização dos trabalhadores e dos povos pelo grande capital financeiro. Sucede que, amigo da verdade e da honestidade como se apresenta, Marinho e Pinto resumiu a dita “guerra económica”, que é uma guerra entre nações oprimidas e nações opressoras e entre classes exploradas e classes exploradoras, a uma luta entre “católicos e protestantes”, isto é, a algo anacrónico que dirigentes políticos com a “grandeza moral” de que ele próprio se julga e afirma investido poderiam com facilidade extirpar.
Não estará sozinho este vendedor de banha-da-cobra na campanha das eleições europeias. Com estilos diferentes, muitos se apresentarão como ele para, com a verdade na boca, mentir sobre as causas dos problemas actuais e para tentar desmobilizar e dividir o povo e os trabalhadores da luta pela sua solução. “Tal como a democracia também os problemas da Europa se resolvem com mais Europa”, afirmou o aspirante a deputado europeu, num registo discursivo ultra-reaccionário que será comum a quase todas as candidaturas nas presentes eleições e que certamente as fará aparecer bem conotadas perante os mandantes da União Europeia.
O povo trabalhador, que sofre diariamente na carne uma tal “mais Europa” e que sabe o que isso acarreta de sofrimento, de empobrecimento, de desemprego e de emigração forçada, esse é que já não se deixará enganar pelas palavras melífluas desses oportunistas e fará desta batalha eleitoral um meio para reconquistar a liberdade, a democracia e a independência nacional que a dita “Europa” e os seus lacaios lhe confiscaram com promessas de “prosperidade” hoje completamente desacreditadas e em que já ninguém acredita.

Retirado de:
http://lutapopularonline.org/index.php/pais/104-politica-geral/962-pela-boca-morrem-os-peixes

domingo, 26 de janeiro de 2014

O Povo Vencerá!

Inquilinos do Estado em Guimarães gritam Não Pagamos!


2014-01-24-manif 01No passado mês de Maio de 2013 foi entregue no parlamento uma petição com 4585 assinaturas, reunidas em pouco mais de três dias, no sentido de ser discutida e revogada a medida do aumento terrorista das rendas pelo senhorio estadual IHRU, rendas que chegam a 6000 por cento de agravamento, exigindo-se a revisão do regime de renda apoiada e a suspensão da actualização das rendas.
Ontem, cerca de 200 moradores dos bairros de Nossa Senhora da Conceição, Atouguia, Feijoeira, S. Gonçalo e Gondar, na cidade de Guimarães, vieram até à assembleia da república, por ocasião da discussão dessa petição, manifestar-se contra este aumento que afecta milhares de habitantes de bairros sociais. Foram exibidos cartazes com as palavras de ordem “não pagamos”, “isto não é um aumento, é um roubo”, sendo que Cristas e Passos Coelho foram também expressivamente visados nos cartazes, mostrando a determinação dos moradores em não aceitar sem luta estes aumentos que constituem um verdadeiro assalto a quem já é esbulhado dos seus salários e pensões..
2014-01-24-manif 03Enquanto alguns dos moradores ficavam junto às escadarias de S. Bento, outro grupo, em número razoável, assistiram nas galerias à discussão de projectos de lei e propostas de recomendação da suspensão da lei de renda apoiada e rendas sociais, apresentados pelos partidos de oposição que pediam a suspensão da lei actual, incluindo a suspensão dos actuais aumentos, até que se proceda a uma reavaliação do actual regime. Como era expectável, os grupos parlamentares da coligação fascista no poder chumbaram a pretensão do povo de Guimarães contrapondo provocatoriamente uma recomendação ao governo para que se proceda à revisão do regime de renda apoiada, sabendo-se que será a terceira vez que esta manobra é reeditada.
2014-01-24-manif 05Esta situação veio demonstrar aos moradores e inquilinos que nada se pode esperar desta maioria que continua a querer impor um plano terrorista de despejos, com esta lei dita de renda apoiada e a lei de arrendamento urbano. À saída do parlamento era esta a constatação dos moradores revoltados, mas conscientes de que esta luta não termina aqui, estando dispostos a continuar sem desfalecimentos este combate sem tréguas. Também ficou demonstrado que, enquanto existir este governo de traição nacional sustentado pela actual coligação maioritária no parlamento, todas as iniciativas vindas da oposição que tentem travar as medidas fascistas do governo, serão continuamente recusadas. Se ainda persistiam ilusões entre alguns dos moradores, elas terminaram aqui. 
A luta contra estas leis celeradas só poderá sair vitoriosa quando este governo for derrubado, situação reconhecida pela maioria dos moradores presentes na concentração. E, como sempre defendemos, este combate só será conseguido plenamente com a constituição, em alternativa, de um governo ao serviço dos moradores e dos inquilinos pobres, um governo democrático patriótico.


Retirado de:
http://lutapopularonline.org/index.php/pais/104-politica-geral/957-inquilinos-do-estado-em-guimaraes-gritam-nao-pagamos


Trabalhadores da Linha Saúde 24 em greve


Os trabalhadores enfermeiros que trabalham nesta linha – sempre assumida pelo governo como de interesse público - não cedem nas suas reivindicações, contra o corte nos salários, contra a precariedade e os despedimentos. Esta luta traduz-se na paragem dos serviços noscall centers de Lisboa e Porto. Esta paralisação começou ontem, sexta-feira, às 16 horas e prolonga-se até ao final do dia do próximo domingo.
Depois de 100 profissionais terem sido despedidos e a falta de resposta materializada no chumbo das propostas que poderiam resolver a situação, este é o caminho que estes trabalhadores terão de seguir, lê-se num comunicado distribuído após a sessão no parlamento em que foram chumbados projectos de resolução que visavam a regularização do trabalho nesta Linha Saúde. Os enfermeiros presentes nas galerias foram obrigados a sair depois de se terem manifestado, exibindo pensos vermelhos colados em cruz sobre a boca e batendo palmas como forma de protesto.
Estes profissionais têm demonstrado até agora que só ousando lutar podem vencer. Mas, para isso acontecer, é necessário que todas as estruturas que representam os enfermeiros estejam dispostas a passar do apoio em palavras para a luta em concreto, que pode e deve passar por uma greve geral do sector, que está a ser afectado continuamente com a precariedade, os falsos recibos verdes, remunerações baixas, os despedimentos, o aumento forçado do horário de trabalho, situações mais que suficientes para que esta luta se traduza numa guerra frontal contra este governo.
Esta luta vem também revelar mais uma vez que não existe outra saída que não seja a queda deste governo, um governo que diariamente ataca o que sobra do serviço nacional de saúde, deixando morrer lentamente, literalmente, os cidadãos que se encontram em filas intermináveis de espera nos centros de saúde e nos hospitais; governo esse que, no caso concreto, chama a si os louros do serviço em causa, mas quando se trata das péssimas condições de trabalho e de despedir quem lá trabalha, com evidentes efeitos negativos na qualidade do serviço, diz que é um problema da empresa concessionária(!!). A imposição do governo democrático patriótico é cada vez mais um factor determinante dos que querem ousar vencer esta batalha. Não podem existir hesitações, não há tempo a perder.

Retirado de:
http://lutapopularonline.org/index.php/pais/92-movimento-operario-e-sindical/956-trabalhadores-da-linha-saude-24-em-greve


Os Trabalhadores do Metropolitano de Lisboa não desarmam da sua corajosa luta


2012-09-27-greve metro lisboa 01Mais um dia de greve parcial foi hoje levada a cabo vitoriosamente pelos trabalhadores do Metro de Lisboa contra o roubo dos salários, contra o roubo nos complementos da reforma, contra a privatização. A adesão foi de 100% nos serviços operacionais, paralisando o serviço de composições entre as 6h30 e as 10 horas.
Os trabalhadores estão conscientes de que este combate está para durar, enquanto este governo de traição nacional se mantiver no poder, por isso mesmo o objectivo desta longa, mas necessária, batalha, tem de ter na sua matriz o derrube do governo Coelho/Portas. Ao mesmo tempo, cada vez mais trabalhadores estão cientes de que para que as suas justas reivindicações sejam satisfeitas, é fundamental impor nas ruas ou por eleições a constituição de um Governo Democrático Patriótico, que tenha como programa imediato a recusa do pagamento da dívida e preparar o país para a saída do euro; um governo ao serviço dos interesses do povo e de quem trabalha que sujeitará a referendo a permanência de Portugal na União Europeia, porque só assim se poderá inverter os efeitos nefastos destas medidas terroristas impostas pela Tróica, aplicadas por este governo de sabujos e serventuários do imperialismo germânico.
Recebemos entretanto do nosso correspondente a informação de que a CT e os sindicatos representativos no Metro de Lisboa (STRUP, STTM, SINDEM, SITRA, FETESE) marcaram um plenário geral para o próximo dia 27 de Janeiro, entre as 9h30 e as 12h30, a realizar na sala do pessoal no Saldanha, convocando todos os trabalhadores e reformados para debater e analisar o impacto dos cortes de salários e cortes de reforma e decidir das medidas a tomar.
Está demonstrado de que sem ousar lutar não se ousará vencer. Esta lição não só abrange os trabalhadores valorosos e combativos deste sector importante, mas também todo o povo explorado e oprimido que exige também transportes de qualidade, baratos e seguros. Este combate é de todos contra este governo vende-pátrias. Ninguém se poderá colocar de fora.
Os trabalhadores Vencerão! O Povo Vencerá!

Retirado de:
http://lutapopularonline.org/index.php/pais/92-movimento-operario-e-sindical/954-os-trabalhadores-do-metropolitano-de-lisboa-nao-desarmam-da-sua-corajosa-luta


António Costa e deputados municipais vaiados - Trabalhadores da Câmara Municipal de Lisboa levam a sua revolta à Assembleia Municipal


2014-01-21-trabalhadores cml 01Várias centenas de trabalhadores da CML marcaram desde muito cedo presença na reunião da Assembleia Municipal realizada esta terça-feira, tendo muitos deles ficado impossibilitados de participar nesta manifestação, pela exiguidade do espaço destinado ao público.
Vários intervenientes, uns, representando os trabalhadores e, outros, em seu próprio nome, tiveram direito a uns escassos cinco minutos, por cada intervenção, para poderem contestar com veemência a transferência de recursos humanos da câmara para as juntas de freguesia, situação essa que já havia levado estes trabalhadores a realizar uma grande jornada de luta, paralisando os serviços, designadamente, da recolha de lixo, durante de mais dez dias, greve essa que contou com uma adesão maciça.
Durante as intervenções dos deputados municipais, muitos dos trabalhadores presentes não se contiveram em gritar mentirosos! e palhaços!, o que provocou o pânico e levou Helena Roseta, presidente desta assembleia, a ameaçar evacuar as galerias, ameaça essa que se veio a concretizar durante o discurso provocatório do presidente da junta de freguesia de Santa Maria Maior, Miguel Coelho (PS), interrompendo a sessão por mais de 30 minutos.
2014-01-21-trabalhadores cml 03Com esta intervenção, os trabalhadores camarários desmascararam o simulacro de democracia em que rodopiam deputados municipais que não escondem o seu pavor quando enfrentam a firmeza de quem trabalha. Ficou também demonstrado que desta assembleia os trabalhadores nada podem esperar, como muitos nos afirmaram directamente, porque a maioria PS, em conluio com o PSD, veio mais uma vez chorar, dizendo compreender as preocupações dos trabalhadores, mas que não deixará de aprovar esta transferência em condições que não garante que as juntas de freguesia quererão ou estarão dispostas a manter o número de trabalhadores transferidos, e que são já cerca de 1800.
Os trabalhadores mostraram-se conscientes de que terão de continuar a lutar sem cedências, garantindo e obtendo para com a sua luta o apoio dos moradores e do povo desta cidade, demonstrando que este combate também é seu, porquanto eles sofrem no seu dia-a-dia a falta de limpeza, a falta de qualidade de serviços, situação essa que irá piorar se essa transferência for avante.
Só ousando lutar, se ousará vencer!

Retirado de:
http://lutapopularonline.org/index.php/pais/104-politica-geral/952-antonio-costa-e-deputados-municipais-vaiados-trabalhadores-da-camara-municipal-de-lisboa-levam-a-sua-revolta-a-assembleia-municipal