segunda-feira, 5 de maio de 2014

Saída só há uma

A saída de Portugal do euro e o derrube do governo Coelho/Portas


Ao contrário do que o aldrabão do primeiro-ministro apregoou há pouco, o termo do chamado programa de ajustamento selado pelos traidores do PSD/CDS e PS e Cavaco Silva em 2011, formalmente previsto para o próximo dia 17 de Maio, constituirá sempre uma data para esquecer e que assinalará uma etapa da liquidação da nossa soberania e a mais sinistra página de destruição da nossa independência nacional e autonomia económica e financeira iniciada com a entrada de Portugal para a Zona Euro.
Aquilo de que o governo de traição nacional Coelho/Portas se ufana quando diz ter optado pela chamada saída limpa não passa de uma gigantesca encenação e demagogia com que se pretende mascarar a instituição como perpétuos de um estado inaudito de empobrecimento, de taxas incontroláveis de desemprego, do roubo dos salários, do trabalho e das pensões, das reduções das prestações sociais, da liquidação dos serviços públicos básicos, como a saúde e a educação.
Não há nem saída nem muito menos limpa, decorridos que são três anos de uma política terrorista de genocídio fiscal e de miséria e sofrimento dos trabalhadores e do povo.
A coligação fascista no poder sabe bem que o resultado de todos os sacrifícios que impuseram ao povo português não tiveram nem têm outro destino que não seja ir directamente para o bolso dos capitalistas e do capital financeiro, através do pagamento de uma dívida e respectivos juros que cresceu e crescerá exponencialmente e que, aliás, é impagável, e para satisfazer as exigências e ditames do imperialismo germânico.
Não passa pois de uma sórdida provocação que Coelho tenha o desplante de vir homenagear os portugueses vítimas da sua política de miséria e fome, política essa que, se o actual governo de traição nacional se mantiver no poder, prosseguirá perpétuamente.
A única saída e solução para actual situação passa exclusivamente pela saída de Portugal do Euro e pelo consequente não pagamento da dívida.
Este governo de falsários e traidores sabe perfeitamente que mente, quando pretende passar a ideia de que a liberdade de decisão do país ressurgiria no dia 17 de Maio.
E isto porque a nossa autonomia política, financeira, monetária e cambial e a possibilidade de definir um plano de desenvolvimento económico que sirva os interesses do país e do povo português só ressurgirá com a saída do Euro e a reintrodução do novo Escudo.
E esta saída só pode ser alcançada com outra saída – o derrube deste governo de traição nacional e a formação de um governo democrático e patriótico!

Retirado de:
http://lutapopularonline.org/index.php/pais/104-politica-geral/1095-saida-so-ha-uma-a-saida-de-portugal-do-euro-e-o-derrube-do-governo-coelho-portas

sábado, 3 de maio de 2014

Estudo da empresa GALLUP

Governo Coelho/Portas um dos mais corruptos do mundo


É do conhecimento e comum senso que a corrupção é uma das recorrências de um sistema em que se admite como aceitável a troca de favores, o compadrio e o caciquismo, onde se admite como sendo normal vender os interesses nacionais e a soberania do país por 30 dinheiros e sacrificando para tal o direito ao trabalho, à decência e dignidade, de todo um povo, dos reformados e de quem trabalha.
Sempre fomos acusados de exagerar quanto à adjectivação de toda a sorte de governantes do bloco central – do PS ao PSD, com o CDS por vezes a servir de valet de chambre – que há mais de 3 décadas tem levado Portugal à destruição do seu tecido produtivo, a uma crescente dependência do exterior e ao aumento da dívida pública, à custa de toda a sorte de engenharias político-financeiras, das quais se destacam as PPP’s, os SWAP’s, o BPN/BANIF/BPP e a venda a preços de saldo de importantes e estratégicos activos e empresas públicas.
Mas, um insuspeito instituto de sondagens americano – certamente que com intenções e objectivos muito distintos e diferenciados dos nossos – tornou agora públicos os resultados de uma sondagem realizada em vários países durante o ano de 2013, e em que o governo português aparece classificado num dos primeiros lugares no que concerne à corrupção e compadrio em que os seus membros estão envolvidos.
De facto, o governo de traição nacional Coelho/Portas, tutelado por Cavaco, com 88% dos inquiridos a classificá-lo de corrupto, só é ultrapassado pelos índices de percepção de corrupção que se registam em países como a República Checa – 94% - e Lituânia – 90%, em relação aos executivos actualmente no poder nesses países.
Índices que revelam estar muito longe dos registados em países que estão a retirar benefícios do negócio da dívida, ao arrecadarem milhares de milhões de euros de juros cobrados aos países que, como Portugal, fizeram – sob a direcção da imperialista Alemanha – cair na armadilha do euro e da bandeira da solidariedade prometida pela União Europeia, como são os casos da Suécia, com 14% dos inquiridos a considerar haver práticas de corrupção no governo, a Dinamarca com 15% e a Suíça com 23%.
Estes dados confirmam, aliás, o que a Transparency International (transparência internacional), denunciava há alguns meses atrás. Isto é, que para além da corrupção a nível governamental, são elevados os índices de corrupção na imprensa portuguesa, nas forças policiais, na justiça e na comunidade de negócios. O que revela que o fenómeno, como seria de esperar, infecta quer a infraestrutura económica, quer a superestrutura ideológica de um regime assente na exploração desenfreada e impiedosa da classe operária, dos trabalhadores e do povo em geral.
Claro que, se é um facto que um programa como o que defendemos e que passa pelo derrube deste governo e a constituição de um governo democrático patriótico, um programa que passa pela saída do euro e o não pagamento da dívida, não acabará automaticamente com a corrupção, também é uma realidade que, tal como a chama se extingue quando se lhe corta o oxigénio, também a corrupção só pode ser enterrada se, antes dela, se enterrarem as condições para que ela tenha progredido e se tenha instalado com a extensão e profundidade que se reconhece.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Documento de Estratégia Orçamental (DEO)

A instituição definitiva da política do roubo do salário, do trabalho e das reformas

Tendo por fundo um tronitroante rufar de tambores, vários membros do governo de traição nacional, desde o saltapocinhas Portas, até à inefável ministra das finanças, passando por Passos Coelho, repartiram entre si a tarefa de anunciar as boas novas contidas no Documento de Estratégia Orçamental (DEO), documento pelo qual o governo define a política e medidas orçamentais para os próximos cinco anos.

E o que anunciaram estes lacaios? Que as medidas temporárias às quais o Tribunal Constitucional tinha feito vista grossa, aceitanto esse argumento de temporalidade da sua execução, serão transformadas em definitivas. Isto é, confirmando o que sempre denunciámos, o directório europeu, a mando dos interesses do imperialismo germânico que, desde a aprovação do Tratado de Lisboa, supervisiona a política orçamental de todos os países membros da zona euro, garantiu que o negócio da dívida em Portugal, que tem engordado os cofres dos países mais ricos da Europa, não sofra qualquer percalço.

Assim, baseado naquela teoria de que, depois de dar uma martelada num dedo se segue o alívio da dor, o governo vem demagogicamente anunciar uma redução de 3,5% para 2% de uma contribuição supostamente temporária e excepcional  - a CES (Contribuição Extraordinária de Solidariedade) - , mas que é agora instituída como permanente com o nome de  Contribuição de Sustentabilidade, com que todos os reformados, com reformas acima dos mil euros, passam a ver roubados 2% das suas pensões.

Para além disso, este governo de falsários e traidores, anuncia, como se tratasse de um acto de generosidade, que irá restituir uma parte do roubo que fez aos salários dos trabalhadores da função publica.
Isto é, não pondo termo imediatamente aos cortes, promete (em período eleitoral) – o que ninguém acredita – uma redução desses roubos às prestações, que terminaria dentro dos próximos 5 anos!

Acresce que, ainda não satisfeito com o genocídio fiscal de Gaspar de má memória, o governo de salafrários Coelho/Portas – o mesmo que prometera não aumentar um cêntimo de impostos – decidiu agora com a desfaçatez dos aldrabões aumentar o IVA de 23% para 23,25% e, ao contrário da redução de impostos que o cervejeiro ministro da economia do CDS defendia, aumentar a TSU a pagar pelos trabalhadores de 11% para 11,2%.

No palavreado nauseabundo da coligação PSD/CDS este aumento de impostos não é aumento porque é um pequeno aumento equilibrado e justo.

Por outro lado, no mesmo documento, este governo de traição nacional, reconhecendo o seu papel de vende-pátrias, não tem qualquer rebuço em declarar que, apesar de ter ultrapassado em 3,5 milhões de euros o valor imposto pela Tróica pelas privatizações realizadas (EDP, REN, GALP, Caixa Saúde, ANA, CTT), não deixará de prosseguir com mais privatizações.

Em suma, uma estratégia orçamental que materializa uma política terrorista de saque e roubo do salário, do trabalho e das pensões e reformas, tudo exclusivamente para assegurar o pagamento de uma dívida que não pára nem deixará de crescer exponencialmente.

E é isto o que esta gente entende por saída limpa de um programa cautelar ao qual, convém relembrar, PS, PSD e CDS amarraram os trabalhadores e o povo português, ao assinarem, à traição e nas suas costas, o Memorando de Entendimento com a tróica germano-imperialista.

Perante mais esta declaração de guerra e de um assumido empobrecimento contínuo e permanente dos trabalhadores, não basta anunciar, como fez hoje o secretário-geral da UGT – Carlos Silva – a cogitação de vir a convocar, na base de um entendimento com a CGTP, uma nova Greve Geral Nacional.

É absolutamente vital que sejam organizadas, convocadas e mobilizadas todas as greves gerais necessárias, pelo tempo que for necessário, até ao derrube deste governo de traição nacional e tendo como ponto assente e de unidade de todas as forças democráticas e patrióticas que sem a saída de Portugal do Euro o sofrimento e sacrifício desta e das futuras gerações de quem trabalha serão incomensuravelmente maiores.




quinta-feira, 1 de maio de 2014

mulheres

mulheres

há mulheres que se atiram das varandas com os filhos
há mulheres que se envenenam e aos filhos
e há mulheres que ainda beijam os filhos.


há mulheres que se incendeiam em recepções bancárias
há mulheres que se mutilam de raiva
e há mulheres violadas que ainda abraçam os filhos.


há mulheres que martelam
há mulheres que soldam
há mulheres a cerzir palavras
há mulheres que não consentem.


há mulheres com cartazes na rua
há mulheres chamando crime ao crime
criminosos aos criminosos
e que ainda beijam e abraçam os filhos.


Orlando Alves



quarta-feira, 30 de abril de 2014

António Costa teme escrutínio popular!

Foram necessários cerca de três anos e quatro decisões judiciais sucessivas para que o imperador de Lisboa, António Costa, tornasse público um relatório levado a cabo pelos serviços da Câmara, no qual se faziam críticas à Direcção Municipal de Projectos e Obras, texto que havia sido referido pela Comissão para a Promoção das Boas Práticas, criada pela própria CML,  num texto em que fazia várias recomendações ao presidente da edilidade sobre a forma como as obras estavam a ser contratadas.
O que terá levado António Costa a empenhar-se de forma tão dinâmica em preservar o secretismo de tal documento? Recordamos que o mesmo incidia sobre problemas concretos que haviam sido detectados pela referida comissão. A saber, o facto de a CML contratar recorrentemente os mesmos empreiteiros, privilegiando ajustes directos e recorrendo frequentemente ao estado de necessidade (um regime de contratação excepcional que dispensa formalismos).
Segundo o próprio António Costa, o precedente que tal situação criaria, isto é, tornar público o que se encontrava nos arquivos, abriria o “…caminho a que todas as decisões políticas…”, ficassem “…sujeitas ao escrutínio público”! Pasme-se, pois, o cidadão que acreditava ser esse o objectivo do próprio exercício da democracia, isto é, o de os cidadãos puderem escrutinar, a todo o momento, o que os eleitos fazem!
Ao contrário de António Costa, defendemos que todas as decisões políticas e executivas da CML devem ser alvo de debate e escrutínio públicos e que tal exercício de democracia não conduzirá “…à diminuição/perda da autonomia que deve caracterizar o exercício do poder político”, antes prevenirá a corrupção e o compadrio que têm caracterizado a gestão da CML nas últimas décadas, que se agravaram nos anos em que António Costa se encontra à frente do executivo camarário.
Três anos entretido em, com dinheiros públicos – que saem dos bolsos de todos os munícipes que se viram até agora privados do conhecimento do que esses relatórios denunciavam –, percorrer a via sacra do poder judicial: desde o Tribunal Administrativo ao Tribunal Constitucional.
Ao contrário do que alguns querem fazer crer – entendimento que conviria ao próprio executivo camarário – o referido relatório, que citava três memorandos com as respostas dos directores visados, não é um mero relatório técnico sobre como é gasto dinheiro público. Ele evidencia uma prática política que persiste no tempo e que se baseia em tomar as decisões nas costas do povo, nos corredores e gabinetes do poder, favorecendo os interesses da especulação imobiliária e do patobravismo.
Interesses que têm sequestrado Lisboa do desenvolvimento e progresso, que levaram à destruição da sua indústria, à perda de mais de 50% do seu PIB e à expulsão de mais de 10 mil habitantes por ano, levando a uma recessão demográfica que conduziu a capital a um índice populacional idêntico ao de … 1931!
Situação que é um indicador de excelência do que fará Seguro e a direcção do PS, assim venha o povo português a dar-lhe o seu voto, quer para as próximas eleições europeias de Maio deste ano, quer em futuras eleições legislativas. Exactamente o mesmo que os partidos da traição nacional PSD e CDS e o seu patrono Cavaco Silva. Tomar decisões nas costas do povo, que não possam por este ser escrutinadas, como foi a adesão de Portugal à CEE/UE e ao euro, precisamente os instrumentos de que o imperialismo germânico se utiliza para nos sujeitar à condição de protectorado, destruir  o nosso tecido produtivo e impor o empobrecimento generalizado do povo e de quem trabalha.


terça-feira, 29 de abril de 2014

Como fabricar um milagre económico?

Dados do Eurostat indicam que em Fevereiro de 2014 estariam registados nos Centros de (Des)Emprego em todo o país 812 mil desempregados! Números oficiais, está bem de ver, porque na realidade já foi há muito ultrapassada a fasquia do milhão e trezentos mil!

Empenhado em demonstrar, por um lado, que com a 12ª Avaliação, a ocorrer em Maio próximo, Portugal ver-se-á livre da condição de protectorado a que PS, PSD e CDS o sujeitaram, quer por virtude do Memorando de Entendimento que assinaram com a tróica germano-imperialista, quer, sobretudo, pelo facto de terem amarrado o país a uma moeda como o euro que liquida toda a possibilidade de Portugal ser um país soberano, o governo de vende-pátrias vê nestes índices mais um episódio do milagre económico que afirmam estar a produzir em nome da santa Merkel e seus apaniguados no FMI, no BCE e na União Europeia.

Um milagre económico pífio, está bem de ver, porque acompanhado de uma consequência: a partir de Março deste mesmo ano da graça de 2014, ascende a 445 mil o número de desempregados que deixaram de beneficiar de qualquer subsídio, restando aos 366.914 que continuam a usufruir do mesmo, quer sob a forma de subsídio de desemprego, subsídio de desemprego subsequente ou prolongamento do subsídio social de desemprego, um valor médio de 491,25 €!


E ainda há quem se deixe encantar e ludibriar por estes traidores e vende pátrias! É fartar vilanagem! Só resta um caminho, só resta uma saída para os trabalhadores e o povo português: derrubar este governo de serventuários e o seu mentor Cavaco, não pagar uma dívida que não contraíram nem foi contraída em seu benefício e exigir que um novo governo democrático e patriótico, fundado sobre as cinzas do governo Coelho/Portas/Cavaco derrubado, faça Portugal SAIR DO EURO!

Na morte de Orlando Alves!

Morreu como viveu, a lutar! Morreu sereno, com aquela serenidade que só os justos podem ostentar! Morreu o comunista, o combatente pela libertação dos operários do jugo do capital! Mas, também morreu o meu amigo e camarada Orlando Alves!

Viva o Orlando Alves! Na nossa memória, nos nossos corações, na nossa alma combatente. E que melhor homenagem do que deixar-vos com este breve, mas monumental poema, lançado ao jeito que lhe era tão peculiar de …

ENQUANTO vou ali e já venho, deixo-vos um poema

*

(um caminho claro)

Um caminho claro
Uma clareira de palavras essenciais
onde o silêncio vibre
onde uma árvore seja bandeira
e arda 
- íntegra
livre
sob o sol
sem pudor



À família , aos amigos e camaradas – que são muitos e leais -, os meus sinceros pêsames e uma promessa solene. A bandeira que empunhaste camarada, nunca cairá no chão! 

                                              
                                                                                            Luis Júdice