quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Governo revela-se inimigo da natalidade, das famílias e das crianças!

Este governo de impostores, cada vez que um indicador – seja ele qual for – lhes parece favorável à mistificação do seu papel de traição nacional, a mando dos grandes grupos financeiros, bancários e industriais, com a Alemanha à cabeça, demonstram um enorme frenesim a anunciar mais um milagre.

Desta feita, um nada consistente aumento pontual – e já classificado por todos os especialistas como excepcional – da natalidade no nosso país, fez com que Passos e Portas – no que foram secundados pelo seu tutor Cavaco – viessem fazer a elegia do seu programa de genocídio fiscal, tentando fazer crer que, afinal, as medidas terroristas e fascistas que têm vindo, sistematicamente, a impor ao povo português não influi no desejo deste em…procriar!


Em Outubro de 2014, propus este artigo à vossa consideração e análise. Porque estou em crer que se mantêm todos os pressupostos que nele denunciava, resolvi republicá-lo sem qualquer trabalho de edição.

No preciso dia em que o Instituto Nacional de Estatística (INE) libertou dados sobre o agravamento da pobreza entre a população infantil, designadamente uma subida de seis pontos percentuais relativamente ao ano anterior, que confirma que os índices de pobreza entre as crianças se agravou exponencialmente nos últimos 10 anos, o PSD decidiu propor à Assembleia da República um Debate sobre Portugal amigo das crianças, das famílias e da natalidade.

Apesar de termos consciência de que tal debate serve para desviar as atenções da prossecução do genocídio fiscal em que este governo está empenhado, reflectido na Lei Geral do Orçamento de Estado para 2015, que ontem apresentou no parlamento, não poderemos deixar passar em claro o conteúdo e objectivos desta oportunista e manipulatória iniciativa.

Se é certo que os trabalhadores e o povo português são amigos das suas crianças e lutam por que lhes sejam reconhecidos os seus direitos à educação, à saúde, a uma boa e adequada alimentação, assistência social e dignidade, já quando se trata de um grupo parlamentar e de um governo que sustenta a tomar a iniciativa de um debate desta natureza, o mínimo que poderemos classificar a iniciativa é de pura hipocrisia.

E esta apreciação é tão mais verdadeira quando, num debate promovido pela maioria parlamentar que sustenta o governo de traição nacional Coelho/Portas, e aplaudida pelo PS de Costa, nenhum elemento do elenco governamental esteve presente.

 De há uns tempos a esta parte, vários são os opinólogos – a maioria ao serviço do governo -a destacar a preocupante redução da natalidade, tendo o PSD criado, inclusive uma Comissão dita independente para produzir um relatório que nada mais faz do que escamotear claramente que essa redução está intimamente associada à promoção institucional da emigração, aos cortes nas prestações sociais, ao crescente nível de desemprego e precariedade que, primeiro o deposto governo de Sócrates, e agora este governo de traição nacional, aceitaram implementar quando assinaram o Memorando de Entendimento com os grupos financeiros e bancários, sobretudo alemães, que beneficiam lautamente com o negócio da dívida.

Para que os incautos possam uma vez mais ser enganados, primeiro a dita Comissão, e agora as bancadas parlamentares de PSD e CDS, pretendem com as suas iniciativas criar as condições para vir a propor alterações e reduções em alguns escalões do IRS, para beneficiar, dizem de forma descaradamente mentirosa, famílias numerosas! Santa hipocrisia, quando foi este e o anterior governo que se encarregaram de praticamente eliminar o chamado abono de família, agravando com essa medida as condições de vida de uma parte considerável dos trabalhadores e do povo português.

Na altura em que a dita Comissão libertou os supracitados dados, à cautela, quer Coelho, quer Portas,  vieram declarar que as conclusões de tal relatório eram meramente…indicativas! Agora, coerentemente, para que não sejam associados a quaisquer eventuais conclusões a que o debate chegue decidiram, pura e simplesmente, dissociar-se da iniciativa não pondo os pés no parlamento, não avalizando, assim, o mesmo e as suas indicações.

Há uns tempos atrás denunciámos que a inteligência criminosa do actual ministro da saúde, Paulo Macedo, que começou a revelar-se aquando da sua passagem pelo BCP/Millenium onde, como gestor, foi co-responsável pela criminosa política de casino especulativo em que aquela entidade bancária privada se envolveu, mormente a arriscada e desastrosa compra de dívida pública de outros países e a adesão a fundos de alto risco que estiveram na base do estrondoso rebentamento da famigerada bolha imobiliária, estava a refinar-se cada vez mais, sucedendo-se as mentiras que, tantas vezes repetidas, começou a acreditar que seriam aceites pelo povo como sendo verdade.

Diligentemente, seguindo os planos – e aprofundando-os, até – iniciados no governo de Sócrates, procede ao continuo encerramento de centros de saúde, maternidades, serviços de urgência, etc., pretende encerrar hospitais de referência como o de Santa Cruz para transferir activos públicos de grande especialização para o sector privado – mormente para a Cruz Vermelha, mas também para os Grupos Melo, Champalimaud e BES, entre outros - , aumentou para o dobro as taxas moderadoras para as consultas médicas e para os que recorrem às urgências hospitalares e caucionou um dramático aumento dos custos de transporte em ambulâncias.

Pois é, tal como no passado se gabava dos fabulosos lucros que ajudou o BCP a ensacar – e que agora os trabalhadores e o povo português estão a ser obrigados a pagar -, tal como no passado se orgulhava de ter posto na ordem o serviço de colecta de impostos, Paulo Macedo vem anunciar, todo ufano, uma grande redução do recurso a consultas médicas e aos serviços de urgência hospitalar.

Isto é, aumenta-se para o dobro o valor das taxas moderadoras, reduzem-se os actos médicos, quer os decorrentes das consultas médicas, quer os das urgências e internamentos hospitalares (nos quais se incluem as intervenções cirúrgicas), despedem-se centenas de enfermeiros, auxiliares e médicos, para se chegar à conclusão de que, do ponto de vista financeiro, o resultado líquido não só torna mais exequível o SNS, como permite gerar poupança para o erário público.

Estas acções, conjugadas com o roubo generalizado dos salários e do trabalho, com os cortes em tudo o que sejam benefícios sociais ou no acesso à educação, habitação, transportes e saúde para o povo, para os trabalhadores e suas famílias, estão agora a revelar as consequências que prevíramos e denunciámos. Um impacto criminoso cujos efeitos poderemos desde já elencar:

·         maior índice de mortalidade,

·         quebra dramática da esperança média de vida,

·         baixa abrupta do índice de natalidade,

·         rápido e progressivo agravamento do envelhecimento da população com as implicações que tais fenómenos sociais terão nos fundos da segurança social e na política de prestações sociais que são da responsabilidade do Estado.

Bem pode Passos Coelho e o seu governo vende pátrias vir agora chorar lágrimas de crocodilo e afirmar-se apreensivo com a dramática quebra dos índices de natalidade que, a não ser derrubado este governo e constituído um governo de unidade democrática e patriótica que faça Portugal sair do euro, repudie a dívida e ponha em marcha um programa de recuperação do tecido produtivo e um plano de investimentos criteriosos, e em algumas décadas será a própria sustentabilidade de Portugal como nação independente que estará comprometida.





domingo, 12 de outubro de 2014

Vírus ébola:

Uma lucrativa estratégia de distracção?!

Está em curso uma bem orquestrada campanha para fazer do ébola o inimigo público número um da humanidade, criando toda uma visão apocalíptica em torno das consequências por ele provocadas.
Será, no entanto, que um vírus – é certo que altamente mortífero – como o ébola se pode transformar numa pandemia à escala mundial? O facto de vários cientistas e grande parte da comunidade médica se pronunciarem contra este embuste, remete-nos para outra explicação sobre os porquês deste frenesim mediático em torno do seu efeito devastador.
Segundo relatos da imprensa o catastrófico surto de ébola terá provocado a morte a pouco mais de quatro mil indivíduos. Certamente que se lamentarão estas mortes, tanto mais quanto elas ocorrem, sobretudo, entre populações privadas de qualquer tipo de sistema de saúde, com condições de vida abaixo do limiar da pobreza, uma alimentação deficiente ou inexistente, sem acesso a água potável, tudo fruto de uma herança colonial ou, pior do que isso, uma tutela neo-colonial a que os países onde mais casos se registaram estão ainda sujeitos.
Esta paranóia pelos efeitos de um vírus cujo surto epidémico, se e quando ocorrer, se consegue resolver e ultrapassar adoptando medidas básicas como higiene, boa nutrição e vitaminas C e D nas doses e pelo tempo adequados e criando as infra-estruturas médicas que facultem aos doentes infectados os cuidados médicos de base não se transmite por via aérea, não existindo qualquer razão para recear que este se possa transformar numa pandemia global.
Para além de existirem vários exemplos de como o pânico pode gerar negócios muito lucrativos – sendo a pandemia iminente(2005)  e a gripe das aves  exemplos paradigmáticos -, é surpreendente como não registamos a mesma  paranóia mediática internacional que fala de 1299 mortos entre Março e Agosto de 2014 quando, no mesmo período morreram, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), vítimas de malária (paludismo), cerca de 1,2 milhões de pessoas!
Já se viu que, a ser aceite a necessidade de campanhas massivas de vacinação, tal geraria fabulosos lucros para as farmacêuticas. Mas, para além disso, que melhor do que uma bem orquestrada estratégia de distracção, assente num autêntico dilúvio de informação sobre uma questão de saúde que não tem a escala que se lhe pretende atribuir, para desviar as atenções do povo e de quem trabalha de questões essenciais, sejam elas nas área das ciências, da economia ou de outras igualmente importantes para assegurar a qualidade de vida e dignidade a que os povos têm direito?
O método de criar um problema, prevendo uma reacção de medo por parte das populações, para depois apresentar uma solução, apesar de estafado continua a ser utilizado por aqueles que se consideram os donos do mundo e seus serventuários locais.
Com toda esta histeria mediática pretende-se provocar um curto-circuito na análise racional e pôr fim ao sentido crítico dos indivíduos, implantando ideias, desejos, medos e temores, compulsões, que os induzam à paralisia, fazendo com que sejam incapazes de compreender as tecnologias e os métodos utilizados, quer para o controle destas pandemias, quer contra os métodos que a classe dominante, a burguesia capitalista, utiliza para assegurar o controle sobre eles, remetendo-os à condição de escravidão.





domingo, 5 de outubro de 2014

Livre de ser… cão de trela!

Aproveitando as comemorações da implantação da república, ocorridas neste 5 de Outubro, e provavelmente querendo capturar para a designação do seu partido a liberdade conquistada pela revolução republicana de Outubro de 1910, o menos LIVRE dos partidos existentes no panorama político português realizou hoje o seu I Congresso.

Fruto de uma cisão da ala mais à direita do BE, protagonizada pelo social-democrata Rui Tavares , que integrou as listas daquele partido e foi deputado na sessão anterior ao parlamento europeu  por aquele partido/movimento, o LIVRE vê a luz do dia e os holofotes da imprensa burguesa incidirem sobre ele, fruto da posição que os seus mentores sempre assumiram, mesmo quando integravam o moribundo BE.

Num contexto em que o BE, tal cão guloso e insaciável, foi expulso do canil PS porque se arrogou o direito de ter uma palavra a dizer, não quanto ao osso que o dono lhe providenciava para assegurar a sua cega fidelidade, mas quanto à sua dimensão e quanto ao reforço da dose de carne e tutano que a ele devia vir agarrada.

Isto é, há que estabelecer, a todo o custo, sem reservas, compromissos ou questões prévias, a aliança com o PS, pois sem este não existirá governança à esquerda. Ao contrário do seu progenitor BE, sempre muito ocupado com as causas fracturantes, o LIVRE não quer cortinas de fumo que o desviem do objectivo principal. A saber, ser um fiel cão de trela do PS, saltar quando a liderança de António Costa assim o determinar, fazer de morto quando ao PS convir, rebolar quando a palhaçada servir os interesses do imperador de Lisboa, putativo candidato a dirigir a corte imperial a nível nacional.
E, para que dúvidas não subsistissem sobre o papel que his master lhes reserva, lá foi o Costa botar faladura no I Congresso do aborto partidário que dá pelo nome de LIVRE para deixar claro e demonstrar que só terão liberdade para secundar e apoiar tudo o que o PS e a novel direcção do PS determinar. E, para que não restassem dúvidas quanto à vassalagem a que se prestam, nem faltaram a Ana Drago e o Paulo Fidalgo para compor o ramalhete da bajulação!

E tudo é mesmo tudo! Desde apoiarem a manutenção de Portugal no euro, até defenderem a adesão ao Pacto Orçamental, passando pela defesa do princípio da reestruturação da dívida. Isto é, o PS, não se podendo mais fiar na gula por alianças do BE com um dos partidos que subscreveu e assinou o pacto de agressão ao povo português  que representou o Memorando de entendimento com a tróica germano-imperialista, elege agora o LIVRE como seu substituto, como seu novo cão de trela!

Um congresso onde, recuperando o estudo de Pavlov sobre reflexos condicionados, era  ver os canídeos do LIVRE a babarem-se perante o vislumbre do suculento osso exibido! Mas, desenganem-se donos e serventes. Os democratas e patriotas, o povo e quem trabalha, tarde ou cedo, imporá o derrube deste e de todos os governos que persistirem no roubar do trabalho e dos salários, no roubo das reformas e das pensões, do direito à saúde, à educação e a uma vida digna, para imolar tais direitos tão duramente conquistados no altar da dívida e do euro, no altar do sacrifício  da liberdade e da soberania de Portugal.


E, se esta gente nunca aprenderá que Roma não paga a traidores, os trabalhadores e o povo português, os democratas e patriotas, rapidamente lhes darão a provar o que sempre a história das suas lutas reservou a traidores do seu jaez, o seu isolamento e queda sem apelo nem agravo!

sábado, 4 de outubro de 2014

Lisboa entregue a abutres, servidos por gente estúpida e sem escrúpulos!

No preciso momento em que estas linhas estão a ser escritas, mais de 4 dezenas de projectos imobiliários hoteleiros se iniciaram ou estão em fase de acabamento em plena baixa pombalina lisboeta.
Se, mercê de 4 décadas de executivos camarários liderados, à vez, a sós e coligados, por TODOS os partidos do arco parlamentar – nos quais pontificaram PS, PSD e CDS – mais de metade da população foi expulsa da capital, registando hoje Lisboa os índices demográficos de 1931, desta nova febre do ouro que resulta do negócio do turismo, mais umas dezenas de milhar de munícipes verão acelerado o já iminente processo da sua expulsão.

Respaldado em afirmações tão imbecis como criminosas produzidas por Manuel Salgado, que justifica o facto de os hotéis estarem a germinar no centro de Lisboa, porque o capital flui para onde identifica oportunidades de negócio, agora se começa a perceber a gigantesca fraude retórica de António Costa e do seu executivo imperial, quando fingia combater a nova Lei das Rendas, desenhada por Assunção Cristas e imposta pelo governo de traição nacional PSD/CDS que integra.
Sem a imposição do articulado fascista constante de tal lei não teria sido possível efectuar, ao preço da uva mijona, centenas de despejos e chegado a dezenas de acordos de indemnização que estão a levar a baixa lisboeta a uma autêntica desertificação de moradores e comerciantes tradicionais, ao mesmo tempo que a tríade mafiosa de PS, PSD e CDS/PP exulta com a cadeia de valor que ajudou a criar.

Com aquele ar seráfico e imbecil que caracteriza os vendidos, Manuel Salgado, delfim do imperador António Costa, exibe com grande agrado e satisfação a sua confiança de que a progressão do negócio do turismo não é uma fatalidade mais, mas sim do mais puro ouro para uma cidade que teve à frente do seu executivo camarário, ao longo das últimas 4 décadas partidos como o seu que levaram à destruição da indústria e à quebra de mais de 50% do seu PIB.

Executivos que, por virtude dessa destruição, impuseram à capital um modelo de gestão assente na especulação imobiliária, no turismo, na caça às multas, transformando a cidade num enorme parque de estacionamento, capturada pela invasão automóvel e assente numa migração massiva da sua população para a periferia, a par de um criminoso abandono, desleixo e destruição, quer de edifícios, quer de jardins e árvores.

E o que acontecerá quando o tal capital que Salgado diz não investir sem ter feito as suas contas, concluir que os turistas deixam de se interessar por uma cidade na qual só poderão conviver entre eles, pois os seus cidadãos foram obrigados a migrar por causa deles e da oportunidade de negócio criada para eles e por eles?

Como a ganância do lucro é a única alma que reconhecem e amam, os detentores do capital farão o que sempre fizeram: mastigar, deglutir tudo o que puderem e cuspir o que considerarem já não lhes servir para nada. Entretanto, toda uma população de residentes e comerciantes foi expulsa do centro da cidade.

Mas, não só! É já um clássico comportamento dos mercados, em sociedades dominadas pelo sistema capitalista que, onde o turismo exponencia, exponenciam os preços, pois a procura aumenta e a oferta exulta, pois pode assim obter lucros acrescidos. A acompanhar este fenómeno, no entanto, teremos trabalhadores a quem são pagos salários de miséria para estarem dispostos a cumprir cargas horárias que se compaginam com os tempos da escravatura e os cidadãos de Lisboa em geral a sofrerem o aumento brutal de bens e serviços cujos preços passarão a alinhar pelo poder de compra dos turistas abastados que passam a visitar a cidade aos magotes.

Agora que se candidatou à liderança do PS e, até, a primeiro ministro, melhor podemos compreender porque é que António Costa, no seu passeio pelas primárias do seu partido, não quis discutir uma linha que fosse sobre qual o programa que defende para o país, uma medida que fosse a favor dos interesses do povo e de quem trabalha, uma medida que fosse que assegure a independência e soberania de Portugal.

Porque, no essencial, o seu programa é o de toda a direita e a única diferença é que o seu desejo é o de a liderar e não o de ser secundarizado.

 A Lei das Rendas, tal como a Lei que, ainda no âmbito do governo de Sócrates foi apresentada, discutida e aprovada pelo PS no parlamento para beneficiar amplamente os Fundos Imobiliários e entregar ainda mais Lisboa à especulação imobiliária e ao patobravismo.

A visão e o modelo de gestão assente na eficácia que esteve por detrás da extinção da EPUL, do projecto de ampliação do Hospital da Luz que levará à destruição do mais moderno e bem apetrechado Quartel de Bombeiros da capital, da venda de terrenos no Aeroporto de Lisboa a preços de saldo, etc., são paradigmáticos de que, bem pode Costa e os seus apaniguados vestirem a pele de cordeiro que os seus intentos serão, tal como os de Coelho, Portas e Cavaco, de lobos sedentos em sugar o sangue dos trabalhadores e do povo. 

sábado, 20 de setembro de 2014

Privatização do Lixo visa Privatizar a água!

Na passada 5ª feira e após ter analisado o relatório apresentado pela Parpública e pela Águas de Portugal, bem como o parecer da comissão especial de acompanhamento, o Conselho de Ministros deste governo de traição nacional concluiu que, dos três candidatos a concurso o que deveria ser seleccionado era o consórcio SUMA, uma empresa ligada ao Grupo Mota-Engil.

Num filme que o povo português já foi obrigado a visionar várias vezes, com todas as consequências que daí têm advindo para a sua bolsa, não nos podemos esquecer dos negócios que as PPP’s nas auto-estradas e pontes proporcionaram a esta empresa que beneficiou dos jogos de influência e poder de Jorge Coelho que, mesmo tendo sido Ministro da pasta que tutelava estas infra-estruturas no governo de António Guterres, aceitou o cargo de administrador e, enfim, tutor, da dita empresa.

O consórcio vencedor fica, assim, a deter 95% do capital social da EGF, a Empresa Geral de Fomento que é responsável pela recolha, transporte, tratamento e valorização de resíduos urbanos, através de 11 empresas de norte a sul do país que contam entre os seus accionistas com a empresa estatal Águas de Portugal (51%) e os municípios (49%)!

Tudo isto apesar de esta alienação de capital ter sido fortemente contestada pela esmagadora maioria dos municípios do país, sendo que dos 174 abrangidos pelo sistema, apenas 12 aceitaram vender as suas acções, tendo levado à apresentação de inúmeras providências cautelares no sentido de travar esta decisão.

Já num artigo publicado em 31 de Janeiro passado se denunciava quer a natureza deste negócio ruinoso e contrário aos interesses do povo português, quer o alcance do mesmo que, quanto a nós, visa um activo com muito maior valor, um bem público que faz salivar de ganância os grandes grupos, isto é…a ÁGUA!

Denunciámos então que o governo presidido pelos serventuários Coelho e Portas, tutelados por Cavaco, tinha manifestado no final de Janeiro do corrente ano um inusitado interesse em proceder à privatização da EGF, a empresa que gere o lixo de mais de dois terços da população do país, mais precisamente de 174 concelhos.

Anunciando que o objectivo é alocar ao abate da dívida da Águas de Portugal – a empresa mãe – o valor que obtiver desta operação de privatização, o que o governo está de facto a preparar é a criação de um precedente para a privatização de um importante activo público como é a água.

Basta atentar nas empresas que concorreram para além da SUMA (Grupo Mota-Engil). O grupo espanhol FCC – Fomento de Construcciones y Contratas, que ficou em segundo lugar, o grupo de capital português DST, que ficou em terceiro, bem como do grupo belga Indaver que, apesar de ter sido excluído demonstrou o seu interesse nesta operação.

E, claro está, com a arrogância fascista e terrorista que tem caracterizado a sua acção, o governo está a tentar atrair para esta armadilha da venda de activos públicos que, tudo indica, serão a antecâmara da privatização das Águas de Portugal, vários municípios detentores de participações na EGF, sobretudo os de menor dimensão, com a ilusão de que tal negócio lhes permitiria obter a liquidez necessária para fazer face ao seu endividamento.

Estamos em crer, aliás, que esgotada a estratégia da aceitação voluntária deste modelo, porque os municípios já renovaram a sua disposição de a ele não aderir, se seguirá a estratégia da chantagem, senão mesmo – já que este é um governo altamente especializado e reincidente em governar contra a constituição – a da imposição pura e dura, apesar de ilegal!
  
Se é certo que vários municípios já interpuseram providências cautelares para que tal privatização não seja possível de realizar, não deixa de ser sintomático de uma política de venda a retalho do país e de privatização de tudo o que seja activo e empresa pública estratégica para definir qualquer plano de desenvolvimento económico independente para o país, este súbito interesse em se privatizar uma das holdings da Águas de Portugal.

Não tendo sido  certamente o valor oferecido pela SUMA – 149,9 milhões de euros por 100% das acções da EGF - , nem o volume de negócios que esta gera – cerca de 157 milhões – o que atraiu os supracitados grupos económicos, entre os quais a Mota-Engil, só pode ser enquadrado no típico caso do gato escondido com o rabo de fora.

Compete ao povo português exigir às organizações sindicais, políticas ou de cidadania nas quais se sintam representados, que manifestem desde já aos executivos camarários que elegeram o seu repúdio por esta esta privatização, levando a cabo uma luta sem quartel para que o negócio seja revogado.

Tendo consciência, no entanto, de que só o derrube deste governo de traição nacional e a constituição de um governo de unidade democrática e patriótica assegurará que activos públicos fundamentais como a água não sejam privatizados e outros activos entretanto vendidos a grandes corporações, nacionais ou estrangeiras – como foi o caso da electricidade e da rede eléctrica –, voltem a ser nacionalizados.


quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Remover cirurgicamente o governo para salvar Serviço Nacional de Saúde!

Volvidos 35 anos da criação do Serviço Nacional de Saúde (SNS), se tivermos de atribuir a paternidade à sua implantação e desenvolvimento, o pai dessa realidade é verdadeiramente o povo português, a classe operária e os trabalhadores, que se empenharam numa luta sem quartel para que tal estrutura, essencial à sua qualidade de vida e à sua dignidade, fosse constituída.

É por isso inaceitável a ideia agora transmitida pelo auto-proclamado pai do SNS de que teria ficado mais tranquilizado quanto ao futuro deste precioso activo, depois de ouvir as recentes declarações daquele que é considerado o coveiro de serviço ao seu enterro, enterro e morte há muito proclamadas pela tróica germano-imperialista.

A inteligência criminosa do actual ministro da saúde, Paulo Macedo, começou a revelar-se aquando da sua passagem pelo BCP/Millenium onde, como gestor, foi co-responsável pela criminosa política de casino especulativo em que aquela entidade bancária privada se envolveu, mormente a arriscada e desastrosa compra de dívida pública de outros países e a adesão a fundos de alto risco que estiveram na base do estrondoso rebentamento da famigerada bolha imobiliária.

Como a burguesia valoriza quem ostenta esta criminosa inteligência que consegue justificar a razão pela qual vícios privados têm de ser pagos com dinheiros públicos, isto é, à custa do aumento de impostos, logo vislumbrou em Paulo Macedo, um excelente director geral das Finanças – leia-se, para optimizar o assalto, via impostos, a quem trabalha.

E, como em matéria de defender os interesses da burguesia, tanto faz que seja o PS, como o PSD a fazê-lo, eis Paulo Macedo – naquilo que se pode considerar a expressão de uma verdadeiro entendimento entre os partidos que compõem o bloco central – a aceitar tais funções no quadro de um governo PS, mormente o que foi presidido pelo em boa hora escorraçado Sócrates.

Tantos e tão valorosos foram os préstimos de Paulo Macedo, nomeadamente em criar as condições para que a tese de que o povo esteve a viver acima das suas possibilidades – uma expressão provocatória cujo autor foi o génio da finança, agora caído em desgraça, Ricardo Salgado, o chefe da quadrilha Espírito Santo - vingasse, que, quando Passos Coelho anunciou a formação deste governo de traição PSD/CDS, lá vinha o personagem indicado como Ministro da Saúde. Claro que tivemos de imediato a consciência de que a sua tarefa seria a de tratar da saúde aos trabalhadores e ao povo português.

E tão diligentemente o está a fazer que, seguindo os planos – e aprofundando-os, até – iniciados no governo de Sócrates, prosseguiu e exponenciou um ciclo de encerramento de centros de saúde, maternidades, serviços de urgência, etc., aumentou para o dobro as taxas moderadoras para as consultas médicas e para os que recorrem às urgências hospitalares e caucionou um dramático aumento dos custos de transporte em ambulâncias.

Pois é, tal como no passado se gabava dos fabulosos lucros que ajudou o BCP a ensacar – e que agora os trabalhadores e o povo português estão a ser obrigados a pagar -, tal como no passado se orgulhava de ter posto na ordem o serviço de colecta de impostos, é com grande orgulho que Paulo Macedo vem anunciando que a excelência da sua gestão à frente do Ministério da Saúde já teria levado a uma redução de mais de 50% do recurso a consultas médicas e aos serviços de urgência hospitalar!!!

Isto é, aumenta-se para o dobro o valor das taxas moderadoras, reduzem-se os actos médicos, quer os decorrentes das consultas médicas, quer os das urgências e internamentos hospitalares (nos quais se incluem as intervenções cirúrgicas), despedem-se e atiram-se para a emigração milhares de enfermeiros, auxiliares e médicos, para se chegar à conclusão de que, do ponto de vista financeiro, o resultado líquido não só torna mais exequível o SNS, como permite gerar poupança para o erário público.

Não nos alongando nas consequências que tais medidas terroristas e fascistas têm na cada vez mais evidente transferência de recursos públicos – como é o caso da saúde – para o sector privado, cabe-nos denunciar que esta acção do governo de traição PSD/CDS vai ter um impacto criminoso cujos efeitos poderemos desde já elencar: maior índice de mortalidade, quebra dramática da esperança média de vida, baixa abrupta do índice de natalidade, rápido e progressivo agravamento do envelhecimento da população com as implicações que tais fenómenos sociais terão nos fundos da segurança social e na política de prestações sociais que são da responsabilidade do Estado.

E bem pode o seu secretário de estado tentar transferir para os trabalhadores e para o povo a responsabilidade de preventivamente cuidarem de não ficar doentes! É que já muito poucos se deixarão enganar por este discurso que visa desresponsabilizar o estado dos cuidados de prevenção das doenças a que está obrigado – e por isso cobra o couro e o cabelo em impostos a quem trabalha - e, mais do que isso, do tratamento das mesmas quando elas ocorrem.

Pelos vistos, os únicos que ainda se deixarão enganar pelo discurso assertivo e eminentemente técnico de Paulo Macedo, para além do auto-proclamado pai do SNS - António Arnaut -, serão os seus colegas de PS – António Seguro e António Costa – que de momento se engalfinham para capturar a direcção do partido e que, em matéria de saúde como, no passado recente, em matéria de colecta de impostos, defendem exactamente o mesmo que o governo de traição nacional PSD/CDS.


Não há, pois, volta a dar! Prevenir a doença, na perspectiva de quem trabalha e do povo português, passa por remover o vírus que representa este governo de serventuários da tróica germano-imperialista. E, parafraseando um ex-seleccionador da equipa nacional de futebol, ou é o povo a matar esse vírus ou é morto por ele!

domingo, 14 de setembro de 2014

A consigna NÃO PAGAMOS! é internacional!

Baseado no Artigo 7 da Directriz da Área Económica Europeia, que determina não haver qualquer obrigação por parte de um estado e suas autoridades em assegurarem a compensação se um esquema de garantia de depósitos é incapaz de cumprir as suas obrigações na eventualidade de uma crise sistémica, o Tribunal da Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) deliberou, há algum tempo, ser improcedente a queixa apresentada pelos governos da Grã-Bretanha e da Holanda contra a Islândia por este país ter, alegadamente, violado leis internacionais ao não atender à reclamação de cerca de 340 mil depositantes britânicos e holandeses do Icesave, uma delegação online do banco privado islandês Landsbanki, decretado falido em 2008.

Recorde-se que, aquando da chamada crise do sub-prime, dezenas de bancos, a nível mundial, foram à falência (alguns dos quais com uma dimensão considerada imune a esse destino), originando no seio da própria burguesia divisões quanto ao caminho a seguir face ao colapso do sistema financeiro e bancário capitalista a nível mundial.

De um lado, os fervorosos adeptos da escola de Chicago (os Chicago boys) e do compromisso de Washington (sendo o FMI a sua principal plataforma para impôr o seu programa ideológico e económico), que advogam que o sistema bancário e financeiro deve ser salvo a todo o custo (na versão do serventuário Coelho, custe o que custar), pois ele é o sustentáculo de toda a economia capitalista e único capaz de, através do negócio das dívidas soberanas, assegurar a continuidade e crescimento da acumulação capitalista. Os adeptos desta facção defendem, ainda, que o custo da salvação do sistema bancário e financeiro, segundo o princípio de dinheiros públicos subsidiarem vícios privados, deve ser imputado aos trabalhadores e aos povos, particularmente daqueles que foram bafejados pela intervenção do FMI ou, no caso europeu, da tróica germano-imperialista.

Do outro lado, uma corrente minoritária, representando os interesses de uma camada das burguesias nacionais, democráticas e patrióticas, que se opõem, como aconteceu na Islândia, e tinha sucedido e está a suceder noutros países – europeus, asiáticos e da América Latina -, a aplicar uma receita que implica uma transferência massiva de recursos e empresas públicas para o capital financeiro e bancário, sob a justificação de que, tendo os povos estado a viver acima das suas possibilidades teriam de ser sacrificados no altar das dívidas soberanas, à custa de um inaudito empobrecimento, à custa da pilhagem generalizada e de se tornarem protectorados ou colónias, mormente da potência imperialista alemã e da sua fuhrer Angela Merkel, à custa da depreciação dramática do seu acesso à saúde, à educação e às chamadas prestações sociais.

Apesar desta corrente, nomeadamente na Islândia, ter conseguido congregar o apoio dos trabalhadores e do povo em torno de um programa que lutava pelo não pagamento de uma dívida que não fora o povo que a contraira, nem dela havia beneficiado, a consistência e coerência na luta por esse princípio sofreram alguns revezes, isto apesar de o povo se ter manifestado claramente, através de dois referendos,que não estava disposto a qualquer acordo de pagamento dessa dívida. É que, ainda assim, cerca de 3.421 milhões de euros foram reembolsados aos governos britânico e holandês, consequência do accionar de garantias de depósitos que existiam, através do banco Landsbanki.

No nosso país, primeiro através do governo de má memória liderado por Sócrates e pelo PS, e agora pelos PSD/CDS, sob tutela de Cavaco, a receita tem sido a de salvar a banca privada, fazendo os trabalhadores e o povo pagarem os buracos e as fraudes do BES e do BPN, a recapitalização do BCP, do BPI, do BANIF, entre outros bancos privados que se entretiveram a distribuir dividendos, relativos aos fabulosos lucros que ensacaram e continuam a ensacar, entre os seus accionistas, para agora, em vez de terem contemplado um plano de capitalização dessas entidades bancárias privadas, estarem a fazê-lo à custa do sangue, do suor e das lágrimas do povo que se vê obrigado a pagar esses vícios privados e a proporcionar aos grupos financeiros e bancários que estão por detrás desses bancos, lucros fabulosos à custa dos juros faraónicos que cobram.

Se é certo que existem sectores da pequena e da média burguesia não comprometida com as políticas imperialistas e com o grande capital financeiro e bancário que podem e devem ser integrados numa ampla frente contra o FMI, a tróica germano-imperialista e os tiques imperiais da nova fuhrer Angela Merkel e o governo dos traidores Coelho e Portas que se prestam a ser seus serventuários, não menos certo é que essa luta deve ser encabeçada pelos operários e pelos trabalhadores, únicos garantes de uma luta coerente, empenhada e sem tréguas, luta que tem de levar ao derrube deste governo e de quem o apoia e à constituição de um governo de unidade democrática e patriótica que expulse do nosso país todos aquele que o querem subjugar e dominar, prepare a saída imediata de Portugal do euro e recuse o pagamento da dívida, iniciando um novo ciclo económico, ao serviço do povo e de quem trabalha.