terça-feira, 25 de novembro de 2014

Nem com pés de chumbo a contra-revolução se faz notar ?!

Se é certo que a contradição principal é a que opõe o proletariado à burguesia e a natureza social do trabalho à apropriação privada da riqueza por ele gerada, não menos certo é o facto de a luta de classes - que exprime a existência e desenrolar dessa luta antagónica -registar altos e baixos, fluxos e refluxos, o que faz com que ao longo do tempo várias alterações no equilíbrio de forças entre as classes e segmentos de classe em confronto vão ocorrendo.

Na Europa vivemos um momento particular desse equilíbrio de forças, sendo que ele é aparentemente favorável à burguesia. Classe que, sob o comando da chancelerina Merkel, gestora dos grandes grupos financeiros, bancários e industriais – sobretudo os alemães – procura concretizar a pretensão de Hitler em - nem que para tal se tenha  de dar origem a um conflito mundial que leve à morte mais de uma centena de milhões de elementos do povo -, assegurar o espaço vital alemão.

O mais recente episódio deste programa de domínio e subjugação da Europa aos interesses da potência imperialista que é a Alemanha, foi a exigência de Merkel em que Bruxelas, no contexto do Tratado Orçamental, tenha a possibilidade de vetar os orçamentos apresentados pelos países aderentes à zona euro. Recorde-se que sempre denunciámos que este tratado retira a soberania  aos estados membros – aos elos mais fracos da cadeia, é bom observar -, no que concerne política orçamental, fiscal e cambial.

A contra revolução entra com pés de chumbo e nem o ruído ensurdecedor que provoca parece despertar as forças que se reclamam da revolução. Existe um torpor incompreensível que parece não ter percebido que as reais intenções desse movimento da contra revolução se começou a evidenciar com o à vontade com que substituiu governos – grego, italiano, português, espanhol, etc.  – por homens de mão da estrita confiança do directório europeu, completamente dominado pelo imperialismo germânico.

Não encontrando resistência pela frente, nem por parte de um incipiente e oportunista movimento sindical, que tem paralisado e frustrado a crescente vontade de lutar de operários e trabalhadores em geral, claro está que Merkel e os sectores da burguesia que representa sentem-se completamente à vontade para vir reclamar agora a possibilidade de Bruxelas, completamente sequestrada aos seus interesses, apertar ainda mais a tarraxa sobre os países cujas burguesias venderam por 30 dinheiros a sua soberania.

Comportamentos e tiques aliás prosseguidos pelos seus serventuários do governo PSD/CDS em Portugal, de que o recente caso do microfone ocorrido na Assembleia da República entre um patético secretário de estado e o presidente da mesa de uma comissão parlamentar - daquelas que apenas servem para branquear ou escamotear os ataques que estão a ser desferidos contra o povo – é bem exemplificativo. Torna-se cada vez mais evidente que este governo, com a cumplicidade do pateta de Boliqueime, já considera o parlamento, como continua a considerar o Tribunal Constitucional, como excrescências do regime perfeitamente dispensáveis para quem sempre defendeu a suspensão da democracia!


Não fazer ouvidos de mercador a esta tão ruidosa e ruinosa estratégia da burguesia - para os povos da Europa, incluindo o português – é pugnar por uma ampla frente democrática e patriótica que, sem hesitações ou tergiversações, lute pelo derrube do governo de traição nacional Coelho/Portas, e seu tutor Cavaco, luta e acção que leve à constituição de um governo de unidade democrática e patriótica que se recuse a pagar uma dívida odiosa, ilegal e ilegítima e inscreva no seu programa a saída de Portugal do euro.

domingo, 16 de novembro de 2014

Tratado Orçamental Europeu cauciona colonização imperialista!

Entretidos e inebriados com as sucessivas propostas de debate entre PSD, CDS e o putativo candidato a 1º ministro António Costa, do PS,  no remanso dos salões e dos gabinetes, ou sob os holofotes e câmaras televisivas, discutindo o tamanho do cacete e a intensidade do golpe que todos eles, ou já desferem sobre o povo e quem trabalha, ou quer vir a fazê-lo;

 Enredados na catadupa de notícias sobre tornados, incêndios na Austrália, baleias azul a parir em pleno Pacífico, uma fratricida guerra cívil na Síria, patrocinada pelas mesmas potências imperialistas que estiveram envolvidas nas revoluções árabes que se operaram na Líbia, no Egipto ou na libertação do Mali, os trabalhadores e o povo português nem se deram conta de que, a partir de 01 de Janeiro de 2013 não foi apenas a Lei Geral do Orçamento para 2013 que encerrou o maior genocídio fiscal de que há memória no nosso país, que entrou em vigor.

De facto, a 01 de Janeiro desse ano, entrou em vigor o tratado orçamental europeu que está a permitir ao directório europeu, manipulado e ao serviço dos interesses imperialistas da fuhrer do IV Reich, Angela Merkel, deter todo o poder sobre os países que, em 2009, assinaram o Tratado de Lisboa e caucionaram a aplicação do dito Tratado, mesmo que sem para tal estivessem legitimados pelos respectivos povos para o fazer. Fugiram, aliás, da reivindicação que muitos democratas e patriotas faziam de que se realizassem referendos nacionais para que os povos se pudessem pronunciar sobre a perda de soberania que tal Tratado implicava.

Quando se afirma, portanto, que Coelho e Portas são dois miseráveis traidores e serventuários ao serviço da tróica germano-imperialista, não é de uma figura de estilo, ou literária, que se trata. É de uma realidade insofismável. A de que, quer no ido OE para 2013, quer no OE 2014 – e seus rectificativos -, quem escreveu as linhas com que eles se teceram não foi nem o Gaspar nem a sua delfim Maria Luis Albuquerque nem, muito menos, Coelho, Portas ou Cavaco!

A esses cabe, isso sim, a tarefa de serem uma espécie de relações públicas e tradutores da Comissão Europeia, dourando a pílula da exploração que implicam a contenção orçamental, a redução do deficit , o roubo dos salários e do trabalho (que colocam Portugal na condição da Malásia da Europa), a completa destruição do nosso tecido produtivo, a transferência, a preços de saldo – via privatizações – do que sobrou dos nossos activos e empresas estratégicas. Porque, de facto, tudo passou a ser decidido em Berlim, anunciado em Bruxelas, para ser executado pela equipa de serventuários Coelho/Portas – com o incondicional apoio de Cavaco – em Lisboa.

É por isso que, aliás, quando ouvimos o Costa reafirmar até à exaustão que há que haver prudência e considerar precipitado revelar o que fará, assim o povo chancele a sua eleição, quanto à dívida e ao déficite, não vislumbramos qualquer diferença de discurso e de paradigma em relação à tríade fascista composta por Cavaco, Coelho e Portas. Poupança, prudência e respeito pelos compromissos internacionais, mesmo que eles tenham promovido uma dívida ilegal, ilegítima e odiosa, mesmo que eles sufoquem a soberania nacional e matem o povo à fome, são pressupostos que todos eles defendem!

A colonização do nosso país, a sua transformação em protectorado, há muito que se vinha operando. O que o Tratado de Lisboa consumou foi, apenas e tão só, a formalização da invasão, sem que necessário fosse disparar um único tiro, da ocupação e subjugação do nosso povo a uma entidade – a União Europeia -  que serve os interesses de uma potência estrangeira, a Alemanha. Potência que, na qualidade de inimiga dos interesses do nosso povo e da nossa soberania, deve concitar a unidade do povo para que o instrumento através do qual consolida essa invasão e domínio – a tróica germano-imperialista – seja expulsa, sem delongas ou hesitações, do nosso país.

Torna-se cada vez mais claro que os grandes grupos financeiros e bancários que subscreveram e comparticipam no capital social do Banco Central Europeu levaram a cabo, através da sua fiel representante, a fuhrer Angela Merkel, uma sagaz estratégia que se começou a evidenciar, em 1993, com o Tratado de Maastricht e mais tarde, em 2009, com o Tratado de Lisboa, para o que contaram com os instrumentos que laboriosamente foram criando: UE, BCE e euro - o marco travestido -, com o objectivo de proporcionar à Alemanha um domínio absoluto sobre a economia europeia e sobre a política que mais convém a este país ser seguida nos países entretanto ocupados e subjugados para reforçar o seu papel como potência imperialista no teatro mundial. Isto é, o que Hitler, com a sua famosa tese do espaço vital não havia logrado atingir, apesar de toda a carnificina, apesar do recurso às poderosas divisões Panzer.

Através, primeiro, da destruição dos tecidos produtivos de vários países e, depois, do endividamento a que os sujeitou por terem de importar, em muitos casos (como o de Portugal), mais de 80% daquilo que necessitam para alimentar as suas populações ou gerar economia, esses grupos financeiros e bancários passaram a servir-se das dívidas soberanas para efectuarem uma autêntica pilhagem dos recursos desses países (incluindo os financeiros), à pala do pagamento de juros faraónicos, determinados pelo colete de forças imposto aos estados membros do clube do euro que os impedia de recorrer a empréstimos directos no BCE, a 0,5 ou 1% de juros, operação a que só os bancos comerciais teriam acesso, para depois  vender dinheiro ao estado, a empresas e particulares, a 5 e 6% (isto é, com 500 e 600% de margem), ao mesmo tempo que, através do euro, e do controlo monetário que, a partir de 2002 a introdução desta moeda possibilitava,  apertava a tenaz sobre os elos mais fracos da cadeia capitalista no continente europeu e consumava aquilo que nem Hitler tinha conseguido: a invasão, ocupação e subjugação pela Alemanha de parte substancial da Europa, sempre com o objectivo, no entanto, de a vir a ocupar por inteiro, vencendo algumas vozes timidamente resistentes.

O Tratado Orçamental Europeu, concebido em Bruxelas, mas ditado por Berlim, a partir de agora, e não já e apenas do ponto de vista formal, mas também do ponto de vista real, é que decidirá, também em Portugal, quais os cortes e respectivos montantes que devem haver nas prestações sociais, qual o nível de acesso à saúde e à educação a que os trabalhadores e o povo poderão ter direito, quais os montantes das subvenções para a cultura ou os montantes das pensões a atribuir a reformados e pensionistas, qual o salário mínimo, qual o esforço a que o povo tem de ser sujeito, através da carga fiscal que lhe está a ser imposta, para salvar um sistema bancário que durante anos se entreteve a distribuir fabulosos lucros entre os accionistas, em vez de capitalizar a banca privada, que taxa de aumentos serão impostas para serviços essenciais para o povo como a água, a luz, o gás, as telecomunicações, etc.

O único caminho a trilhar para reconquistar a nossa soberania, que sucessivos governos do PS e do PSD, por vezes acolitados pelo CDS, e caucionados nos últimos anos por Cavaco Silva, venderam por 30 moedas, a única saída para os trabalhadores, os jovens, os intelectuais, os pequenos e médios empresários atirados para a falência ou em vias disso, é o derrube deste governo de serventuários Coelho/Portas, do seu avalista Cavaco e a expulsão da tróica germano-imperialista.

Só este caminho poderá levar à constituição de um Governo de Unidade Democrática e Patriótica que, para além da suspensão imediata do pagamento da dívida prepare Portugal para a saída do euro, leve a cabo um programa económico, com investimentos criteriosos, ao serviço dos trabalhadores e do povo, aproveitando a nossa posição geoestratégica única e recuperando o nosso tecido produtivo. Um governo que leve a nossa economia a assentar no princípio de contar com as nossas próprias forças e de levar a que as relações de Portugal com outros países passe a basear-se no pressuposto do respeito e das vantagens mútuas e não, como acontece no presente, a ver-se obrigado a ajoelhar perante os invasores.


sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Quebra da natalidade faz parte de um genocídio anunciado!

As sucessivas medidas terroristas e fascistas que este governo de traição nacional foi impondo aos trabalhadores e ao povo português, com o cortejo de roubos dos salários, do trabalho, das pensões e reformas, a crescente negação do acesso à saúde e à educação, o aumento de impostos sobre o trabalho e a carestia generalizada de vida, aumentando bens essenciais, desde a água à luz, passando pelos transportes, a alimentação e o gás, levou-nos a considerar que os sucessivos Orçamentos de Estado que Coelho e Portas foram lavrando, constituíam um autêntico acto de genocídio fiscal.

É hora de os trabalhadores e o povo português, todos os democratas e patriotas, com e sem partido, assumirem as suas responsabilidades num genocídio que se produz há mais de 40 anos. Eles são responsáveis pela cegueira com que, acto eleitoral após acto eleitoral, terem colocado no poder os seus próprios algozes. É nisto que as democracias tem dado! Candidatos a anunciarem promessas de um paraíso de leite e mel para todos para, logo a seguir às eleições, alcandorados no poder, se utilizarem do autêntico cheque em branco que os eleitores lhes passaram para mandar às urtigas a propalada democracia e impor a autêntica ditadura do nós é que sabemos, acompanhada do deixem-nos trabalhar!

Ser democrata é, cada vez mais, elevar o grau de exigência quanto à discussão aberta e sem medo de todos os temas que respeitem ao futuro e aos interesses do povo e de quem trabalha. É levar a cabo sem hesitação uma denúncia activa de todos aqueles que, com base no argumento dos critérios jornalísticos, favorecem, dão voz e tempo de antena, apenas aqueles que já não constituem uma alternativa, apenas e tão só garantem a continuidade de medidas gravosas para quem vive do rendimento do seu trabalho ou das reformas e pensões a que, anos de carreira contributiva ou a solidariedade social, lhes dão direito.

Contudo, ao analisarmos em que é que têm trabalhado sucessivas hordas de bárbaros governantes, concluímos que o actual genocídio fiscal que os sucessivos orçamentos de estado, aprovados segundo os interesses e ditames da tróica germano-imperialista – antes e depois do programa de assistência a que PS, PSD e CDS amarraram o povo português – foi precedido de outros episódios de genocídio e preconizam que a hecatombe não se ficará por aqui.

Ao mesmo tempo que persistimos na denúncia do crime de lesa pátria que constituiu a adesão de Portugal à então CEE – afirmávamos e continuamos a fazê-lo que, garantidamente, não era Portugal que estava a entrar na CEE, mas a CEE que entrava em Portugal, a todo o vapor e sem freio – logo os oportunistas e traidores de todos os matizes, mormente todos os partidos do arco parlamentar  de então, nos acusaram de adeptos de teorias da conspiração.

O certo é que os custos dessa adesão e a confirmação da transformação de Portugal num mero protectorado das nações mais desenvolvidas da Europa, com a Alemanha à cabeça, são cada vez mais evidentes:

·         Destruição generalizada e sistemática do nosso tecido produtivo, desde a agricultura às pescas, passando pela nossa indústria pesada e média, até à nossa marinha mercante;

·         Com o Tratado de Lisboa e a adesão de Portugal ao euro, duas decisões políticas para as quais o povo português não foi chamado a discutir e muito menos a decidir, agravaram-se as condições para a perda total da soberania cambial, fiscal, orçamental e aduaneira, pois todas as decisões nestas vertentes da soberania nacional passaram a ser efectuadas e impostas por um directório europeu que responde aos interesses e ditames do imperialismo germânico;

·         Importação de mais de 80% daquilo que é necessário para alimentar o povo e gerar economia, o que torna congénito e estrutural o défice a nossa balança de pagamentos.

·         Sujeitos a adoptar uma moeda forte como o euro – que mais não é do que o marco travestido -, uma economia fraca e frágil como a nossa, definha dia após dia e agrava as condições para a total perda de soberania.

Ninguém pode vir agora afirmar que, quando colocou o seu voto na urna ou inteligentemente se absteve ou votou em branco ou nulo,  não tinha consciência de que estariam a obrigar o país a esta macabra dança de alterne no poder de PS e PSD, às vezes com o CDS pela trela. NINGUÉM! E, nem a iliteracia ou a falta de consistência cultural poderão induzir o perdão! A tese do foi sem querer, ou sem intenção, nunca mais poderá ser invocada!

O genocídio é de tal forma massivo e extenso que, das duas uma: ou bem que o povo e quem trabalha se une numa frente democrática e patriótica, e ousa lutar para derrubar este governo de traição nacional e impedir que a alternância dos últimos 40 anos – que levou ao desastre para o qual foram atirados – se volte a repetir, ou bem que ao genocídio fiscal terá que somar um genocídio demográfico com consequências devastadoras.

Aos dados vindos recentemente a público sobre a quebra para cerca de metade dos índices de natalidade em Portugal, teremos de somar a autêntica expulsão de grande parte das populações das principais cidades do país, sendo Lisboa o exemplo mais paradigmático dessa política que levou a que os índices demográficos da capital regredissem a 1931 – com uma perda anual de mais de 10 mil habitantes -, a emigração que, tal como nos anos 60, apesar de a natureza ser diferente, leva os trabalhadores, sobretudo os mais jovens e qualificados, à procura, no estrangeiro, de uma oportunidade de trabalho e de vida digna que lhe foi sonegada no seu próprio país.


Do ponto de vista histórico não são tão distantes como isso os acontecimentos que levaram a que um ditador fascista como Adolfo Hitler chegasse democraticamente ao poder.  Voltaram a criar-se as condições que levaram aquele a defender a tese do espaço vital alemão que conduziu a um dos mais sangrentos conflitos mundiais e que a vanguarda revolucionária soube transformar numa guerra libertadora da classe operária e dos povos em vários países e nações do mundo.

sábado, 25 de outubro de 2014

Os lacaios não têm hora…nem perdão!

As peregrinações que Coelho e Portas têm feito às jornadas parlamentares conjuntas de PSD e CDS – os partidos que sustentam o actual governo de traição nacional – têm servido para estes publicitarem mais milagres económicos e tentarem escamotear que a tróica, que nem sequer fisicamente abandonou o país pois continua a ter delegações em Portugal e a enviar regularmente os seus inspectores do cacimbo, não faz qualquer intenção de largar a presa, isto é, o sofrimento e a exploração em que lançou os trabalhadores e o povo português e o sequestro da soberania e da independência nacional de Portugal.

Peregrinações apimentadas com a profusa divulgação de contradições , artificialmente alimentadas,  em torno da responsabilidade de quem promoveu as medidas boas – que Portas reclama para si e para o CDS - e as medidas más, levadas a cabo por este governo, contra o povo e a soberania nacional, que toda a sorte de opinólogos e comentadores, num ridículo inuendo, atribui a Coelho e ao PSD, como se não fosse a dupla PSD/CDS a responsável pela aplicação de todas as medidas terroristas, pelo genocídio fiscal, pela destruição do que resta do tecido produtivo, ambos como lacaios ao serviço da tróica germano-imperialista, uma entidade sempre presente, mesmo que, ainda que aparentemente, ausente!

Na sua demagogia de relojoeiro atómico falhado, Portas crê que conseguirá escamotear que não é apenas, nem tão só, pelo facto de este governo de traição nacional, se ter aplicado a impor as medidas terroristas e fascistas que o directório europeu, o FMI e o BCE - todas elas entidades ao serviço do imperialismo germânico -, que estão comprometidas a liberdade e a democracia, a par do bem estar e do progresso do povo e do país.

É que, a condição para que a dívida soberana que a tróica e seus serventuários persistem em fazer o povo e quem trabalha pagar – precisamente aqueles que não a contraíram, nem dela retiraram qualquer benefício – se replique de modo perpétuo, continuado e aprofundado, persiste com a imposição da moeda única, esse marco travestido de euro, persiste com um tratado orçamental que amarra Portugal à condição de protectorado, de colónia.

De facto, a partir da assinatura do Tratado de Lisboa e, mais recentemente, da união bancária – curiosamente, ambas estruturas e medidas construídas e propostas pelo PS – Portugal deixou de ter qualquer independência ou soberania no que concerne política orçamental e fiscal, pois já havia – com a adesão ao euro – perdido a soberania cambial.

Depois de se ter assegurado que a burguesia nacional compradora, através dos partidos do bloco central – PS e PSD, que contaram sempre com a assistência e cumplicidade do CDS – se encarregaria de destruir o tecido produtivo nacional, destroçado a capacidade reivindicativa da classe operária e dos trabalhadores e vendido a preços de saldo o que restava de activos e empresas públicas estratégicas portuguesas, o imperialismo germânico e a sua tróica criaram as condições para se instalarem em definitivo numa parcela do espaço vital alemão, que é precisamente aquilo que consideram ser Portugal e outros países sob resgate.


Não há, pois, volta a dar. Para restaurar o tecido produtivo destruído, recuperar a economia, desenvolver a riqueza e o emprego, enfim, acertar o relógio pelo tempo da democracia e da liberdade, pelo tempo da soberania e da independência nacional, a classe operária e os trabalhadores portugueses, unidos a todos os democratas e patriotas, só têm uma saída: derrubar o governo dos traidores Coelho e Portas, aproveitando o balanço para atirar borda fora o seu mentor Cavaco e constituindo um governo de unidade democrática e patriótica que promova a saída de Portugal do euro e recuse o pagamento de uma dívida ilegítima, ilegal e odiosa.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

OE 2015 confirma que o fim da condição de protectorado é uma fábula!

À medida que numa estratégia de conta gotas que serve para baralhar a consciência do povo e escamotear que mais crimes de genocídio fiscal vão ser cometidos em 2015 se vão conhecendo mais detalhes sobre a Lei do Orçamento de Estado para o próximo ano, esta evidencia, se é que tal era necessário, que os argumentos dos partidos que sustentam, no parlamento, o governo de traição nacional PSD/CDS, de que este seria o primeiro dos orçamentos do período pós-troica, o tal que mereceu um pomposo relógio atómico a anunciar os dias, horas, minutos e segundos que faltariam para Portugal retomar a sua soberania nacional e sair da sua condição de protectorado, são uma perfeita falácia!

Para sustentar tamanha mentira e falácia, revelam indicadores de crescimento e diminuição das taxas de desemprego, sustentabilidade e execução orçamental de uma dimensão homérica que em nada se compaginam com a realidade sofrida, no dia a dia, pelo povo e por quem trabalha.

Nada de mais falacioso. Não é a dívida, nem a chantagem que através dela a tróica germano-imperialista exerce sobre Portugal, lançando para a miséria, o desemprego e a emigração maciça os trabalhadores e o povo português, a única condicionante à soberania nacional.

A dívida é, tão só, uma das consequências de um programa político, ideológico e económico sagazmente levado a cabo, ao longo das últimas décadas pelo imperialismo germânico, consistente em contar com um certo sector da burguesia compradora parasitária em Portugal e noutros países, para destruir os tecidos produtivos dos mesmos e aceitar as condições que mais interessam à Alemanha para a existência de uma moeda que mais não é do que o marco travestido: o euro!

A dívida e o défice são, sobretudo, decorrências do facto de a nossa actividade produtiva industrial ter sido praticamente erradicada e Portugal ter hoje de importar mais de 80% daquilo que necessita para garantir a subsistência do povo e gerar economia.

É por isso que, a par dos faraónicos e agiotas juros que são cobrados pela tróica germano-imperialista – juros que engordam os cofres dos grandes grupos financeiros e bancários internacionais, sobretudo alemães -, a dívida é IMPAGÁVEL!

E, mesmo que fosse possível aliviar ou aligeirar a dívida ou, no extremo, pagá-la, a condição de colónia ou protectorado a que Portugal foi remetido pela acção de PS, PSD e CDS, subsistiria.
Isto porque os sucessivos tratados que os partidos do chamado arco governamental foram caninamente subscrevendo, entre os quais o Tratado de Lisboa, implicam:

·         Inscrição na constituição do país de uma limitação ao montante do défice e da dívida pública o que, na prática, significa que o orçamento de estado passa a ser escrito e ditado pelo directório europeu – um organismo sob total influência e ao serviço do imperialismo germânico -, ficando o governo de serventuários em cada país, incluindo Portugal, encarregue, apenas e tão só, de o executar;

·         Imposição de quotas para toda a sorte de produções agro-pecuárias e nas pescas, que levaram à destruição da frota pesqueira, ao abandono dos campos e à destruição maciça de produções de leite e de carne, assim como de frutas e leguminosas – estas com imposição de calibragens absolutamente ridículas - entre muitas outras;

·         Imposição de um posicionamento na divisão internacional do trabalho que remete Portugal para país periférico, com uma indústria de baixíssima produtividade e um crescente sector terciário, com um fraco índice de produtividade, depois de se ter liquidado a indústria siderúrgica, os sectores da metalurgia e metalomecânica, o sector mineiro, que alimentavam e sustentavam uma forte indústria, mormente de reparação naval e material ferroviário circulante e de se ter criminosamente abandonado o projecto de construção de uma linha ferroviária em bitola europeia que, conjugado com a renovação e reapetrechamento dos portos, possibilitasse a Portugal sair da condição de país periférico e constituir-se como a porta de entrada e de saída do essencial das mercadorias e até passageiros, de e para a Europa;

·         Perda da autonomia cambial que melhor sirva os interesses de cada país. Enquanto a uns, com superavits industriais e financeiros, como é o caso da Alemanha, interessa um euro forte, a outros, como é o caso de Portugal, interessaria possuir moeda própria sobre a qual tivesse capacidade e autonomia para exercer uma política de desvalorização ou valorização, consoante as suas necessidades e interesses;

·         Perdida a autonomia orçamental e a independência cambial, a política fiscal fica prisioneira do programa de pagamento da dívida que melhor convém aos interesses dos grandes grupos financeiros e bancários, cujos interesses são representados e defendidos pela tróica germano-imperialista, levando a um aumento exponencial, quer dos impostos sobre o trabalho, quer sobre bens e serviços essenciais.

·         Isto, é óbvio, acompanhado de um criminoso programa de liquidação e venda, a preços de saldo, de activos e empresas públicas essenciais para se desenhar uma política financeira e económica independente e soberana.


Conscientes de que a imposição deste OE significará o aprofundar e alargar do genocídio fiscal que os orçamentos anteriores representaram e exponenciará ainda mais a condição de protectorado a que sujeitaram Portugal, assistimos a uma surreal pressão exercida quer por Coelho e Portas, quer através de vários oradores do governo ou das bancadas do PSD e do CDS, sobre os seus cúmplices na assinatura do memorando com a tróica germano-imperialista, no sentido de ter a adesão do PS e seu putativo líder António Costa à aceitação do famigerado guião da reforma de estado.

E, se é certo que Costa replica a célebre tese de fazer uma oposição violenta a Coelho e Portas, tão cara ao deposto Seguro,os indicadores de que replicará as mesmas políticas que o actual executivo impõe se chegar ao poder são mais do que muitos. Basta assinalar que durante a campanha eleitoral para umas bizarras eleições primárias, como candidato a qualquer coisa que não existe do ponto de vista jurídico e constitucional – que é a de ser candidato a 1º ministro -, nem uma palavra ter dispensado sobre o que faria quanto à dívida e ao défice e qual seria a sua posição quanto à permanência no euro ou se, pelo menos, admitiria um debate aberto, livre e democrático e um referendo sobre um assunto de capital importância para o povo, para quem trabalha e para a soberania nacional.


Bem podem Costa e os seus pares anunciar, como fez Hollande e outros pseudo socialistas por essa Europa fora, que são contra a austeridade e pelo crescimento. O facto é que nem uma palavra foi produzida para denunciar que, apesar  das sucessivas afirmações que Coelho e Portas, e o seu tutor Cavaco, vêm produzindo,  este OE não só não tirará Portugal da sua condição de protectorado, como ainda a agravará.


Pudera! Nesta matéria o PS é tão responsável como o PSD e o CDS pelo facto de ter subscrito um Memorando que apenas confirmou que a soberania perdida desde que se impôs a adesão de Portugal à CEE (hoje União Europeia) está agora institucionalizada e que, para que seja recuperada o povo e quem trabalha, os democratas e patriotas, terão de derrubar este governo de serventuários e impôr um governo de unidade democrática e patriótica que imponha a saída de Portugal do euro e o não pagamento de uma dívida que não foi contraída pelo povo, nem o povo dela retirou qualquer benefício.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Governo revela-se inimigo da natalidade, das famílias e das crianças!

Este governo de impostores, cada vez que um indicador – seja ele qual for – lhes parece favorável à mistificação do seu papel de traição nacional, a mando dos grandes grupos financeiros, bancários e industriais, com a Alemanha à cabeça, demonstram um enorme frenesim a anunciar mais um milagre.

Desta feita, um nada consistente aumento pontual – e já classificado por todos os especialistas como excepcional – da natalidade no nosso país, fez com que Passos e Portas – no que foram secundados pelo seu tutor Cavaco – viessem fazer a elegia do seu programa de genocídio fiscal, tentando fazer crer que, afinal, as medidas terroristas e fascistas que têm vindo, sistematicamente, a impor ao povo português não influi no desejo deste em…procriar!


Em Outubro de 2014, propus este artigo à vossa consideração e análise. Porque estou em crer que se mantêm todos os pressupostos que nele denunciava, resolvi republicá-lo sem qualquer trabalho de edição.

No preciso dia em que o Instituto Nacional de Estatística (INE) libertou dados sobre o agravamento da pobreza entre a população infantil, designadamente uma subida de seis pontos percentuais relativamente ao ano anterior, que confirma que os índices de pobreza entre as crianças se agravou exponencialmente nos últimos 10 anos, o PSD decidiu propor à Assembleia da República um Debate sobre Portugal amigo das crianças, das famílias e da natalidade.

Apesar de termos consciência de que tal debate serve para desviar as atenções da prossecução do genocídio fiscal em que este governo está empenhado, reflectido na Lei Geral do Orçamento de Estado para 2015, que ontem apresentou no parlamento, não poderemos deixar passar em claro o conteúdo e objectivos desta oportunista e manipulatória iniciativa.

Se é certo que os trabalhadores e o povo português são amigos das suas crianças e lutam por que lhes sejam reconhecidos os seus direitos à educação, à saúde, a uma boa e adequada alimentação, assistência social e dignidade, já quando se trata de um grupo parlamentar e de um governo que sustenta a tomar a iniciativa de um debate desta natureza, o mínimo que poderemos classificar a iniciativa é de pura hipocrisia.

E esta apreciação é tão mais verdadeira quando, num debate promovido pela maioria parlamentar que sustenta o governo de traição nacional Coelho/Portas, e aplaudida pelo PS de Costa, nenhum elemento do elenco governamental esteve presente.

 De há uns tempos a esta parte, vários são os opinólogos – a maioria ao serviço do governo -a destacar a preocupante redução da natalidade, tendo o PSD criado, inclusive uma Comissão dita independente para produzir um relatório que nada mais faz do que escamotear claramente que essa redução está intimamente associada à promoção institucional da emigração, aos cortes nas prestações sociais, ao crescente nível de desemprego e precariedade que, primeiro o deposto governo de Sócrates, e agora este governo de traição nacional, aceitaram implementar quando assinaram o Memorando de Entendimento com os grupos financeiros e bancários, sobretudo alemães, que beneficiam lautamente com o negócio da dívida.

Para que os incautos possam uma vez mais ser enganados, primeiro a dita Comissão, e agora as bancadas parlamentares de PSD e CDS, pretendem com as suas iniciativas criar as condições para vir a propor alterações e reduções em alguns escalões do IRS, para beneficiar, dizem de forma descaradamente mentirosa, famílias numerosas! Santa hipocrisia, quando foi este e o anterior governo que se encarregaram de praticamente eliminar o chamado abono de família, agravando com essa medida as condições de vida de uma parte considerável dos trabalhadores e do povo português.

Na altura em que a dita Comissão libertou os supracitados dados, à cautela, quer Coelho, quer Portas,  vieram declarar que as conclusões de tal relatório eram meramente…indicativas! Agora, coerentemente, para que não sejam associados a quaisquer eventuais conclusões a que o debate chegue decidiram, pura e simplesmente, dissociar-se da iniciativa não pondo os pés no parlamento, não avalizando, assim, o mesmo e as suas indicações.

Há uns tempos atrás denunciámos que a inteligência criminosa do actual ministro da saúde, Paulo Macedo, que começou a revelar-se aquando da sua passagem pelo BCP/Millenium onde, como gestor, foi co-responsável pela criminosa política de casino especulativo em que aquela entidade bancária privada se envolveu, mormente a arriscada e desastrosa compra de dívida pública de outros países e a adesão a fundos de alto risco que estiveram na base do estrondoso rebentamento da famigerada bolha imobiliária, estava a refinar-se cada vez mais, sucedendo-se as mentiras que, tantas vezes repetidas, começou a acreditar que seriam aceites pelo povo como sendo verdade.

Diligentemente, seguindo os planos – e aprofundando-os, até – iniciados no governo de Sócrates, procede ao continuo encerramento de centros de saúde, maternidades, serviços de urgência, etc., pretende encerrar hospitais de referência como o de Santa Cruz para transferir activos públicos de grande especialização para o sector privado – mormente para a Cruz Vermelha, mas também para os Grupos Melo, Champalimaud e BES, entre outros - , aumentou para o dobro as taxas moderadoras para as consultas médicas e para os que recorrem às urgências hospitalares e caucionou um dramático aumento dos custos de transporte em ambulâncias.

Pois é, tal como no passado se gabava dos fabulosos lucros que ajudou o BCP a ensacar – e que agora os trabalhadores e o povo português estão a ser obrigados a pagar -, tal como no passado se orgulhava de ter posto na ordem o serviço de colecta de impostos, Paulo Macedo vem anunciar, todo ufano, uma grande redução do recurso a consultas médicas e aos serviços de urgência hospitalar.

Isto é, aumenta-se para o dobro o valor das taxas moderadoras, reduzem-se os actos médicos, quer os decorrentes das consultas médicas, quer os das urgências e internamentos hospitalares (nos quais se incluem as intervenções cirúrgicas), despedem-se centenas de enfermeiros, auxiliares e médicos, para se chegar à conclusão de que, do ponto de vista financeiro, o resultado líquido não só torna mais exequível o SNS, como permite gerar poupança para o erário público.

Estas acções, conjugadas com o roubo generalizado dos salários e do trabalho, com os cortes em tudo o que sejam benefícios sociais ou no acesso à educação, habitação, transportes e saúde para o povo, para os trabalhadores e suas famílias, estão agora a revelar as consequências que prevíramos e denunciámos. Um impacto criminoso cujos efeitos poderemos desde já elencar:

·         maior índice de mortalidade,

·         quebra dramática da esperança média de vida,

·         baixa abrupta do índice de natalidade,

·         rápido e progressivo agravamento do envelhecimento da população com as implicações que tais fenómenos sociais terão nos fundos da segurança social e na política de prestações sociais que são da responsabilidade do Estado.

Bem pode Passos Coelho e o seu governo vende pátrias vir agora chorar lágrimas de crocodilo e afirmar-se apreensivo com a dramática quebra dos índices de natalidade que, a não ser derrubado este governo e constituído um governo de unidade democrática e patriótica que faça Portugal sair do euro, repudie a dívida e ponha em marcha um programa de recuperação do tecido produtivo e um plano de investimentos criteriosos, e em algumas décadas será a própria sustentabilidade de Portugal como nação independente que estará comprometida.





domingo, 12 de outubro de 2014

Vírus ébola:

Uma lucrativa estratégia de distracção?!

Está em curso uma bem orquestrada campanha para fazer do ébola o inimigo público número um da humanidade, criando toda uma visão apocalíptica em torno das consequências por ele provocadas.
Será, no entanto, que um vírus – é certo que altamente mortífero – como o ébola se pode transformar numa pandemia à escala mundial? O facto de vários cientistas e grande parte da comunidade médica se pronunciarem contra este embuste, remete-nos para outra explicação sobre os porquês deste frenesim mediático em torno do seu efeito devastador.
Segundo relatos da imprensa o catastrófico surto de ébola terá provocado a morte a pouco mais de quatro mil indivíduos. Certamente que se lamentarão estas mortes, tanto mais quanto elas ocorrem, sobretudo, entre populações privadas de qualquer tipo de sistema de saúde, com condições de vida abaixo do limiar da pobreza, uma alimentação deficiente ou inexistente, sem acesso a água potável, tudo fruto de uma herança colonial ou, pior do que isso, uma tutela neo-colonial a que os países onde mais casos se registaram estão ainda sujeitos.
Esta paranóia pelos efeitos de um vírus cujo surto epidémico, se e quando ocorrer, se consegue resolver e ultrapassar adoptando medidas básicas como higiene, boa nutrição e vitaminas C e D nas doses e pelo tempo adequados e criando as infra-estruturas médicas que facultem aos doentes infectados os cuidados médicos de base não se transmite por via aérea, não existindo qualquer razão para recear que este se possa transformar numa pandemia global.
Para além de existirem vários exemplos de como o pânico pode gerar negócios muito lucrativos – sendo a pandemia iminente(2005)  e a gripe das aves  exemplos paradigmáticos -, é surpreendente como não registamos a mesma  paranóia mediática internacional que fala de 1299 mortos entre Março e Agosto de 2014 quando, no mesmo período morreram, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), vítimas de malária (paludismo), cerca de 1,2 milhões de pessoas!
Já se viu que, a ser aceite a necessidade de campanhas massivas de vacinação, tal geraria fabulosos lucros para as farmacêuticas. Mas, para além disso, que melhor do que uma bem orquestrada estratégia de distracção, assente num autêntico dilúvio de informação sobre uma questão de saúde que não tem a escala que se lhe pretende atribuir, para desviar as atenções do povo e de quem trabalha de questões essenciais, sejam elas nas área das ciências, da economia ou de outras igualmente importantes para assegurar a qualidade de vida e dignidade a que os povos têm direito?
O método de criar um problema, prevendo uma reacção de medo por parte das populações, para depois apresentar uma solução, apesar de estafado continua a ser utilizado por aqueles que se consideram os donos do mundo e seus serventuários locais.
Com toda esta histeria mediática pretende-se provocar um curto-circuito na análise racional e pôr fim ao sentido crítico dos indivíduos, implantando ideias, desejos, medos e temores, compulsões, que os induzam à paralisia, fazendo com que sejam incapazes de compreender as tecnologias e os métodos utilizados, quer para o controle destas pandemias, quer contra os métodos que a classe dominante, a burguesia capitalista, utiliza para assegurar o controle sobre eles, remetendo-os à condição de escravidão.