quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Uma "Campanha Alegre"!

A liberdade de informar e de ser informado, segundo um dos barões da chamada comunicação social, Pinto Balsemão, é como a fantasia de qualquer dilecto fascista ou candidato a tal, isto é, uma estrada de sentido único.

Ou seja, Pinto Balsemão, perante a recomendação da Comissão Nacional de Eleições (CNE) de que as televisões são obrigadas a dar tratamento igual a todas as candidaturas autárquicas,  segundo um princípio ditado  pela história da democracia, desde os tempos da Grécia Antiga, e a lei fundamental do país – a Constituição -, vem defender o que todo o grande capital, os partidos da burguesia que o representa e os grandes grupos financeiros que detêm os meios de comunicação,  há muito advogam.  Isto é, nestas como noutras ocasiões, só terá voz quem estes grupos decidirem que não põe em causa os seus interesses de classe.

A atitude das direcções dos três principais canais de televisão generalista – a RTP, a SIC e a TVI – de não cobrir as campanhas eleitorais, realizar entrevistas ou promover debates entre os candidatos dos vários partidos ou listas ou candidatos independentes, queixando-se de que, ao serem obrigadas a fazê-lo pela CNE segundo o princípio da igualdade de tratamento para todos os que se apresentam a estas eleições, estão a ser privadas do seu direito de informar, segundo os critérios que bem entendem, é um acinte.

 Uma posição de força contra a decisão favorável à providência cautelar que o PCTP/MRPP moveu contra essas televisões durante a campanha eleitoral para as legislativas de 2011, durante a qual esses órgãos de comunicação social, por critérios jornalísticos, impediram que  partidos como o PCTP/MRPP confrontassem os responsáveis sobre a situação e denunciassem que estes já tinham previamente acordado com a tróica germano-imperialista a solução para a saída da crise, solução para a qual se tinham convocado eleições antecipadas para o povo se poder pronunciar. O que transformou esse acto eleitoral numa autêntica farsa!

A liberdade que esta gente reclama é a de informar a opinião pública segundo os critérios jornalísticos que melhor enfatizem as propostas políticas daqueles que, no poder central ou nas autarquias, melhor reproduzam e facilitem a acumulação capitalista, a exploração do povo e de quem trabalha e o programa de serventia à tróica germano-imperialista que se instalou através, primeiro, do em boa hora corrido governo de Sócrates e, agora, pelo governo de traição nacional protagonizado por Coelho e Portas e tutelado por Cavaco.

Para esta gente a liberdade de ser informado corresponde à contingência de o povo e quem trabalha só poder ter acesso à informação que à burguesia mais convém para se perpetuar no poder, manipulando a consciência das massas, distorcendo a realidade e os factos, mormente de que foi a prossecução desta política de bloco central entre PS e PSD, com o CDS sempre pela trela, que mergulhou Portugal na crise e na dívida, patrocinando abencerragens como as PPP’s, os SWAP’s, as empresas municipais, etc.

A liberdade de formatar na consciência das massas que a crise da dívida e do défice se deveu ao facto de o povo ter andado a viver acima das suas possibilidades. A liberdade de escamotear que esta dívida não foi contraída pelo povo, nem o povo retirou dela qualquer benefício. A liberdade de tudo fazer para contrariar a única saída que resta ao povo, que é rejeitar o  pagamento dessa dívida se não quiser ver agravadas as suas condições de vida, a fome, a miséria e o desemprego, para as quais as medidas fascistas e terroristas, que os partidos do bloco central aceitaram executar ao serviço da tróica germano-imperialista, estão a conduzir.

Onde estava a Comunicação Social quando o bloco central, em nome da solução da crise, da dívida e do défice, firmou um acordo de traição aos interesses nacionais, aos interesses do povo, o famigerado Memorando de Entendimento com a tróica germano-imperialista?

Porque não reclamou na altura o direito a ser informada, para ter o direito de informar, dos termos em que esse acordo de traição nacional foi firmado e que consequências da sua aplicação adviriam para o povo e quem trabalha?

Porque não reclamou o direito à liberdade de informar e de ser informada sobre o conteúdo de um acordo – o Memorando de Entendimento - que visa o empobrecimento do povo português, a sujeição do país à condição de protectorado e ao esbulho dos activos e empresas estratégicas?

Ao contrário do que a dita comunicação social agora defende e reclama, isto é, a liberdade de informar, o que se passou, quer nas eleições legislativas de 2011, quer na actualidade, é que se limitou a servir de eco da voz do dono, escamoteando as razões porque a dívida e o défice que as medidas contidas naquele Memorando de Entendimento eram suposto fazer diminuir  tem, no entanto,  vindo a agravar-se.


Organizar, mobilizar e dirigir o povo para o derrube deste governo de traição nacional e para a constituição de um governo democrático patriótico implicará, também, consequências para todos os órgãos, personalidades ou partidos que tenham contribuído para a tentativa de perpetuar a exploração do povo e de quem trabalha e roubado a soberania nacional a Portugal.

domingo, 8 de setembro de 2013

Condição de protectorado sem fim à vista a não ser derrubando este governo de traição!

Constituem uma autêntica falácia e uma desesperada tentativa de mistificar a situação, as repetidas alusões de Coelho e Portas – coadjuvados pelo seu mentor Cavaco – de que a condição de protectorado em que reconhecem que hoje se encontra Portugal está cada vez mais perto do seu fim, na medida em que o governo, através das medidas terroristas e fascistas que tem aplicado contra o povo português, tem sabido e conseguido lidar com a crise e com o deficit.

Isto apesar de ser uma evidência que desde que se iniciou a execução do plano de reajustamento que era suposto fazer reduzir a dívida e o deficit do país, ambos os factores não terem parado de aumentar, sendo certo que no final de 2013 a dívida será muito superior a 130% do Produto Interno Bruto (PIB).

Desde que em 2011 PS, PSD e CDS assinaram o Memorando de Entendimento com a tróica  que denunciámos o facto de que o pacto que ele representava iria agravar e exponenciar a condição de  Portugal como protectorado ou colónia do imperialismo germânico e que, enquanto se persistisse no objectivo de pagar uma dívida ilegítima, ilegal e odiosa, nunca Portugal poderia ver-se livre dessa humilhante condição para a qual aqueles traidores e vendidos tinham atirado o país e o povo português.

Isto porque, como então também denunciámos, a dívida cujo pagamento estão a impor, a ferro e fogo, ao povo português, para além de não ter sido contraída por ele, nem o povo dela ter retirado qualquer benefício, mais não é do que a consequência e o corolário de uma política que os serventuários Sócrates, Cavaco, Coelho e Portas aceitaram e que assentou, e continua a assentar,  na aceitação da destruição do nosso tecido produtivo, da venda a retalho de activos e empresas públicas estratégicas e de uma cada vez maior dependência do exterior.

Dependência que se traduz no facto de termos, hoje, com o nosso tecido produtivo destruído, que importar mais de 80% daquilo de que necessitamos para satisfazer as necessidades básicas do povo e, simultâneamente, gerar economia, o que levará, sem apelo nem agravo, a que o ciclo de endividamento se reproduza ininterruptamente, de forma sempre crescente, o que, a par do agravamento da recessão a que as medidas terroristas e fascistas que o governo de traição nacional impôs ao povo, e dos juros faraónicos que a tróica germano-imperialista e os grandes grupos financeiros e bancários – com os alemães à cabeça – impõem, tornará a dívida IMPAGÁVEL!

A dívida impagável e a condição de protectorado infindável! Isto porque, mesmo que se acreditasse em milagres divinos e a dívida – em parte ou na totalidade – viesse a ser paga, a condição de protectorado para a qual os sucessivos governos PS e PSD, acolitados pelo CDS e tutelados por Cavaco, atiraram Portugal permanecerá inalterada por virtude do tão elogiado Tratado de Lisboa que criou o MEE (Mecanismo de Estabilidade Europeia) – o famigerado governo económico europeu!

Numa conjuntura em que o PS de Seguro tenta cavalgar o descontentamento popular, recusando-se a fazer um balanço crítico do governo do seu antecessor Sócrates – um governo do piorio, em boa hora corrido pelo povo, somente suplantado pelo actual – e querendo fazer crer que nada tem a ver com a actual situação, é bom lembrar que quem preparou, apadrinhou e aportou novas e criativas propostas para o Tratado de Lisboa  foi precisamente Sócrates e o PS , tratado que, tanto quanto se sabe, Seguro nunca fez menção de dizer que pretende denunciar.

Recordamos que o MEE é um mecanismo que obriga todos os estados membros, particularmente os que aderiram à zona euro, a incorporar nas suas constituições a possibilidade de ser um organismo externo ao seu país, o tal governo económico europeu, a definir a política orçamental de cada um desses países e a tornar meros serventuários dos ditames do directório europeu, onde a potência dominante é a Alemanha, autênticos tiranetes e traidores nacionais como o são Coelho, Portas, Cavaco e todos aqueles que aceitarem o pagamento desta dívida e a submissão a uma política orçamental – e não só – não ditada pelos interesses e necessidades do povo português, mas antes ditada pela estratégia e pelos interesses, sobretudo de uma potência como a alemã.

Neste contexto, a dívida é a argamassa ou o cimento que molda a estrutura da dominação colonial, composta, por um lado, pela capacidade deste governo económico europeu ter a capacidade de impôr a política orçamental a todos os países que subscreveram o Tratado de Lisboa e, por outro, pelo marco travestido de euro que rouba a autonomia da política cambial que melhor pudesse servir os interesses de cada um desses países. Todos eles instrumentos de domínio e chantagem manipulados por uma potência com um superavit industrial e financeiro resultante, precisamente, da estratégia que conseguiu impôr aos outros países europeus, de destruição dos seus tecidos produtivos – a Alemanha que consegue, sem disparar um único tiro o que Hitler não conseguiu: dominar e subjugar a Europa e posicionar-se como potência mundial de referência!

Daí defendermos desde sempre que não basta derrubar este governo nem recusar o pagamento desta dívida. Há que constituir um governo democrático patriótico que, para além de implementar um plano económico e financeiro rigoroso e que defenda os interesses do povo português e a soberania nacional, se assegure em romper o colete de forças que constituem os dois instrumentos responsáveis pela perda de independência nacional e pelo agravamento das condições de vida do povo – precisamente o euro e a União Europeia!



sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Eleições Autárquicas em Lisboa:

Um desafio à transparência e à verdade!


Apesar de já estarmos em pré campanha, o que é certo é que será somente no próximo dia 17 de Setembro que, oficialmente, terá início a campanha eleitoral autárquica. Altura para referenciar o facto de que, em Lisboa, PS e PSD, não tendo sido os únicos – porque outros partidos com eles estiveram coligados -, mas tendo sido os principais partidos a gerir o executivo da Câmara Municipal de Lisboa, quando confrontados com as denúncias da candidatura do PCTP/MRPP sobre essa gestão,  e com as nossas propostas, utilizam frequentemente o argumento da legitimidade eleitoral.

A esses senhores, a quem desde já dizemos que não possuem a legitimidade que reclamam, pois estão a executar uma política absolutamente antagónica aquela com que se apresentaram ao sufrágio dos cidadãos de Lisboa, lançamos um desafio, agora que se vai iniciar a campanha eleitoral. Sejam honestos e transparentes – atributos de que tanto gostam de se gabar e que exigem aos outros - e digam aos lisboetas, aos eleitores que se candidatam para:

·         Prosseguir a expulsão de mais cidadãos de Lisboa, a um ritmo de 10 mil por ano, que é o que têm feito ao longo de mais de 3 décadas, sendo que tal política – que ambos executam – levou a que Lisboa tivesse perdido mais de metade da sua população desde o 25 de Abril de 1974
·         continuar a apadrinhar e a favorecer os grandes grupos da especulação imobiliária e o pato bravismo, destruindo instrumentos que poderiam servir de travão à especulação imobiliária como é o caso da EPUL, ou aceitando projectos como o da Colina de Santana, que levará – se vier a ser executado – à destruição impiedosa, não só de centros hospitalares de referência e absolutamente necessários para assegurar a saúde a que os cidadãos de Lisboa têm direito – como são os Hospitais de S. José, Santa Marta, Capuchos, Instituto Oftalmológico Gama Pinto e Desterro – como levaria à destruição do património arquitectónico e cultural das instalações em que eles se encontram, assim como as do já desactivado Miguel Bombarda, para, nesses locais instalar condomínios de luxo, favorecendo, uma vez mais, a especulação imobiliária e o pato bravismo e assegurando a prossecução de uma estratégia de tornar Lisboa uma cidade de ricos, da qual são expulsos os pobres.
·         Quanto a espaços verdes, dizerem aos lisboetas que vão continuar a apostar no despedimento de mais jardineiros e cantoneiros altamente qualificados, entregando a manutenção dos jardins, árvores e canteiros da cidade a empresas que mais não são do que operadoras de moto-serra interessadas apenas no lucro e que, criminosamente, cometem autênticos arboricídios por essa cidade fora, como são disso exemplo os plátanos da Av.da Liberdade, os jacarandás da Rosa Araújo ou as árvores da Ribeira das Naus e da Rua Pascoal de Melo, entre muitíssimos outros criminosos exemplos. Digam aos lisboetas que vão prosseguir com a arrogância e prepotência que tem caracterizado o modelo de direcção e de gestão de ambos, a criminosa destruição do Parque de Monsanto que, desde que vocês se alcandoraram no poder, já perdeu mais de 10% do seu perímetro florestal e natural, e o abandono e degradação evidentes dos jardins e parques da cidade (sugerimos uma visita ao Parque Silva Porto – vulgo Mata de Benfica – e ao Campo Grande, entre muitos outros degradantes exemplos, como é o Jardim Constantino)
·         Digam-lhes ainda que nada continuarão a fazer para assegurar que o povo de Lisboa possa fruir, de novo, da sua relação com o rio, sequestrado por uma estrutura absolutamente feudal, como é a Administração do Porto de Lisboa, assim como lhes devem explicar o denodo com que apostam numa exagerada dimensão para um porto de turismo, roubando muitos quilómetros de porto a terminais de contentores capazes de gerar uma receita infinitamente superior à que se estima no vosso projecto para esse porto de turismo
·         Evidenciem aos lisboetas que prosseguirão na execução dos PDMs que elaboraram para se assegurar de que a indústria e serviços altamente qualificados tivessem sido, e continuem a ser,sistematicamente expulsas da cidade, fazendo com que esta tenha perdido mais de 50% do seu PIB e hoje tenha de recorrer à burocracia e à repressão para assegurar as receitas necessárias
·         Expliquem aos lisboetas, já agora, porque é que não existe uma política camarária de transportes que, em articulação com os concelhos vizinhos onde vivem muitos dos trabalhadores que vêm trabalhar para Lisboa e que a eles depois têm de regressar, assegure uma rede de transportes eficaz, eficiente, segura e confortável, exigindo a municipalização dos mesmos
·         Expliquem, ainda, porque é que há cada vez mais casas em Lisboa, mas cada vez menos habitação a preços comportáveis para a juventude e para as famílias carenciadas. Assim como, porque é que, recebendo a autarquia dinheiro a fundo perdido da União Europeia para a recuperação de bairros populares e bairros camarários, depois de realizar essas obras, vem aumentar exponencialmente as rendas a quem lá habita. Ou, ainda, expliquem porque é que preferem cobrir a imensidão de edifícios e prédios degradados em Lisboa com monumentais panos em vez de prosseguirem uma política que leve à sua reabilitação e aproveitamento.
·         Expliquem porque é que se opõem – PS e PSD, mas não só - à aprovação de uma nova Lei dos Solos, que permita ao município deitar mão e tomar posse de todos os solos urbanos que estejam a ser alvo e objecto de especulação. É que, a municipalização dos solos urbanos, para além de um meio de combate à especulação imobiliária, permite a elaboração de PLANOS MUNICIPAIS transparentes e que sirvam as populações, planos que tem de ter como objectivo servir as populações e permitir a construção, preservação, reabilitação e disponibilização de habitações condignas a preços acessíveis para todos os habitantes.
·         Expliquem porque é que rejeitam a fixação de um prazo máximo – por exemplo 6 meses – para que os senhorios e proprietários de todas as casas actualmente DEVOLUTAS, as façam entrar, por venda ou arrendamento, no mercado da habitação e, caso tal não se verifique, se proceda à colocação de tais casas numa BOLSA DE ARRENDAMENTO criada pela Câmara e subsequente atribuição, mediante concurso, do arrendamento das mesmas, com rendas limitadas, a jovens e famílias carenciadas.


Expliquem tudo isto, sem as manipulações ou mentiras a que habitualmente recorrem, a ver se os lisboetas continuam a votar em vós. É este o singelo desafio que, daqui, vos lançamos.



quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Cavaco e Coelho: O reconhecimento de que ser serventuário não tem saída!

Quem ouviu as declarações de Cavaco Silva proferidas durante o discurso que efectuou aquando da entrega dos Prémios de Visão atribuídos este ano a quatro entidades do Nepal pela Fundação Champalimaud, diria que este está em rota de colisão com Passos Coelho, um serventuário que ocupa a chefia do governo de traição nacional, que de facto aquele tutela e chefia.

Aparentemente, afirmar que “a luta contra a pobreza e a exclusão social deve estar presente na agenda dos responsáveis políticos”, conflitua com o que Coelho afirmou numa conferência promovida pelo Diário Económico, em Lisboa, durante a qual defendeu que Portugal só conseguiria sair da actual crise …empobrecendo!

Àparte a estafada rotina do polícia bom – protagonizado por Cavaco – e do polícia mau – protagonizado por Coelho – o que ambos estão a reconhecer é que a estratégia que o imperialismo germânico ditou a ambos, e ambos caninamente prosseguem na sua imposição ao povo português, não só não é de agora que está a ser implementada, como tem os seus dias contados. Ambos estão a reconhecer que este empobrecimento derivou de uma estratégia que o bloco central – formado por PS e PSD – levam há décadas a cabo, querendo agora, Cavaco e Coelho, que seja implementado um novo ciclo de crescimento para “lutar contra a pobreza”, que as políticas levadas a cabo pelo seu governo provocou.

Mas, antes de nos debruçarmos sobre a impossibilidade de haver crescimento enquanto se permanecer amarrado ao pagamento de uma dívida ilegal, ilegítima e odiosa, teremos que esclarecer que a implementação da estratégia germano-imperialista começou a ser imposta há muitos anos atrás, no período em que Cavaco – que, recorde-se, foi o primeiro ministro que mais tempo esteve no poder, mais precisamente 10 anos! – levou a cabo, ao serviço dos grandes grupos económicos, financeiros e industriais europeus, uma sistemática destruição do nosso tecido produtivo, em nome da subsidiaridade e da solidariedade europeia.

Foi durante o seu mandato que se destruiu a siderurgia, a indústria naval, a metalurgia e metalomecânica, o sector mineiro, tudo em nome de que, agora que Portugal estava debaixo do grande chapéu de chuva da solidariedade europeia, deveria abrir mão desses activos, destruindo-os, pois a indústria alemã tinha maior capacidade industrial e poderia colocar esses produtos de forma mais económica e diversificada do que Portugal.

Os mesmos argumentos que levaram ao abandono dos campos, pois a França poderia proporcionar produtos agrícolas mais baratos, de maior qualidade e variados e à destruição da nossa frota pesqueira, pois a Espanha poderia fornecer o pescado a preços mais competitivos.

Tudo parte de uma estratégia para facilitar, por um lado, a alguns sectores da burguesia portuguesa uma melhor e mais rápida acumulação de capital – à custa de subsídios que receberam da CEE, não para modernizar, equipar e tornar mais competitiva a nossa indústria, as nossas pescas e a nossa agricultura, mas sim para destruir a nossa capacidade produtiva - e, por outro, a que, tal como sempre havíamos denunciado, primeiro a CEE e, depois a União Europeia, entrassem por Portugal adentro e o viessem a transformar naquilo que hoje é – um protectorado, uma colónia, sobretudo da Alemanha que domina todas as instituições do chamado espaço europeu e impôs o marco travestido de euro a praticamente toda a comunidade europeia.

Quando Coelho afirma que “…não vale a pena fazer demagogia…nós sabemos que só vamos sair desta situação empobrecendo…”, está, pela primeira vez, a dizer a verdade. Isto é, que a estratégia da Alemanha, que os seus serventuários em Portugal aceitaram executar – primeiro Sócrates, depois Cavaco, Coelho e Portas - quando levou alguns países a aceitar a destruição dos seus tecidos produtivos, a privatizar, a vender a preços de saldo, muitas das suas empresas e activos estratégicos, era precisamente a de os empobrecer para que, para além de proporcionarem maiores superavits industriais à Alemanha, pudessem fornecer a esta potência com apetites imperiais uma mão de obra barata, intensiva e pouco qualificada que substituísse o incómodo de procurar mão de obra escrava e dócil nas distantes paragens asiáticas.

Ao reconhecer, primeiro, que “sendo o próximo ano (2014 – nota da redacção) o mais duro do ajustamento…” e que “…não será o último” e, depois, que o empobrecimento a que se refere se deve ao facto de “…o nosso Produto Interno Bruto (PIB)…” estar a cair, o traidor Coelho está a reconhecer que a receita que estes serventuários querem aplicar, só redundará em maior empobrecimento, fome, miséria e desemprego para o povo e quem trabalha, pois esta é cada vez mais uma dívida que propositadamente cresce e propositadamente se quer … IMPAGÁVEL!

E ela é impagável porque resulta de uma estratégia que lhes foi ditada, precisamente por aqueles que se encarregaram, através da imposição do modelo de destruição do tecido produtivo português e da adesão a uma moeda que mais não é do que o marco travestido, a fazer com que Portugal tenha passado a ter de importar mais de 80% daquilo que consome e necessita para criar economia, aprofundadando assim o ciclo de endividamento numa espiral imparável e fazendo com que a dívida se constitua como instrumento de chantagem e domínio sobre o nosso país, comprometendo a sua independência nacional.

Claro que, para quem tem da política uma visão de serventuário, como é o caso de Cavaco, Coelho ou Portas, a única estratégia a seguir será a de facilitar a acumulação de capital dos grandes grupos financeiros e económicos – com os alemães à cabeça – dispondo-se, por um lado, a fazer o povo pagar os faraónicos juros que estes cobram e, por outro, a vender-lhes a retalho e a preços de saldo tudo o que é activo e empresa estratégica, ao mesmo tempo que lavra legislação facilitadora e embaretecedora dos despedimentos, que rouba os salários, o trabalho e as pensões e reformas, isto é, produz todo um quadro legislativo que visa que seja o povo a pagar uma dívida que não contraiu e da qual não retirou qualquer benefício.

Ao contrário do que Cavaco e Coelho afirmam, para que Portugal recupere “um trajecto de crescimento económico” e não caia ainda mais na armadilha e na chantagem “do buraco orçamental em que as medidas restritivas (um eufemismo para medidas terroristas e fascistas – nota da redacção) retro alimentam consecutivamente a perda de competitividade e a recessão económica”, a solução não está no pagamento desta dívida ilegal, ilegítima e odiosa, mas precisamente na recusa do seu pagamento. Tal só poderá ser conseguido por um governo democrático patriótico, a constituir na sequência do derrube deste governo de traição nacional.


Um governo que, para além da recusa do pagamento da dívida, prepare a saída de Portugal do euro e da União Europeia – precisamente os instrumentos que levaram à sua actual condição de protectorado do imperialismo germânico – e ponha em marcha um plano de investimentos criteriosos que leve, por um lado, à recuperação do tecido produtivo destruído e, por outro, ao aproveitamento da nossa posição geoestratégica única. Este é, além do mais, o único caminho para assegurar que reconquistamos e consolidamos a independência nacional e o bem estar do povo e de quem trabalha.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Os emplastros!

O emplastro é normalmente aquele personagem inconveniente que aparece na fotografia sem ter sido convidado, ora estragando o enquadramento, ora provocando o riso quando o objectivo a retratar é para ser levado a sério.

O mais famoso dos emplastros, o rei, é uma figura produzida pela Invicta, a magnífica cidade do Porto que, mais recentemente, se decidiu internacionalizar e até na capital já de vez em quando aparece.

Nestas eleições autárquicas, muito provavelmente querendo tirar partido da simpatia que  o povo tem nutrido pelo emplastro do Porto, PSD e PS decidiram criar os seus próprios emplastros. Assim, não há cartaz a promover candidato a junta de freguesia da capital que por detrás não tenha o emplastro Costa ou o emplastro Seara, consoante o candidato integre as listas do PS ou do PSD, com uma tão sorridente quanto hipócrita fronha.

A diferença é que o emplastro da Invicta é uma figura genuína, que cria empatia junto do povo, pois não faz mal a ninguém e dispõe bem. Ao contrário dos emplastros Costa e Seara, cujos partidos – PS e PSD – ,devido à ideologia e programa político que vêm defendendo desde que estão à frente do executivo camarário de Lisboa – há mais de 30 anos - , à vez, a sós ou coligados, foram responsáveis pela expulsão de mais de metade da população da cidade de Lisboa, sua desertificação, abandono e degradação.

A política dos partidos de que ambos são proeminentes figuras, é a responsável pelo sequestro da capital ao interesses dos grandes grupos imobiliários e do patobravismo, da invasão do automóvel, da caça à multa e imposição de toda a sorte de taxas e emolumentos, como alternativa às receitas que a indústria e a actividade económica produtiva, que eles se encarregaram de destruir com os seus PDMs, geravam.


Destes emplastros o povo, e em particular os lisboetas, não precisa. Mais, para que o objectivo de tornar estas eleições um plebiscito que leve ao derrube deste governo de traição nacional se torne uma realidade, há que isolar e denunciar estes personagens como integrando as forças políticas que assinaram o memorando de entendimento com a tróica germano-imperialista que subjuga o nosso povo e agrava as suas condições de vida, provocando mais desemprego, fome e miséria e comprometendo a independência nacional.

Sobre os emplastros comprometidos com o objectivo de fazer o povo pagar uma dívida que não contraiu e da qual não retirou qualquer benefício só pode haver uma atitude...fogo nas peças!

domingo, 1 de setembro de 2013

A saúde é um direito! Por um SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE gratuito, universal!

Várias organizações de utentes e de profissionais de saúde organizados numa plataforma em defesa do serviço nacional de saúde organizaram uma concentração na passada quinta-feira, em frente ao ministério da Saúde, contra um plano anunciado pelo governo de reduzir as urgências na Grande Lisboa, concentrando assim todas as especialidades, no período da noite, em dois hospitais, ficando apenas um a funcionar rotativamente entre o Hospital Santa Maria e Hospital S. José.
Esta situação irá provocar consequências dramáticas para as populações, que correm o risco de ter que ir a dois hospitais na mesma noite, aumentando assim os custos da deslocação e o tempo de espera que implicará cada urgência.
Este ataque sistemático a um serviço de saúde cada vez menos gratuito, menos universal, é continuado e premeditado, basta constatar com o anúncio do encerramento de unidades hospitalares como a maternidade Alfredo da Costa, do Instituto de Oftalmologia Dr. Gama Pinto, do Hospital Pulido Valente, de extensões de centros de saúde e à redução de especialidades clínicas em grandes hospitais, como por exemplo nos hospitais Curry Cabral ou Santa Maria. Ao mesmo tempo os cortes impostos no sector da saúde provocam a falta de resposta nos cuidados paliativos e nas unidades de cuidados continuados, bem como a falta de material básico em muitas unidades de saúde.
Este ataque canalha é ainda bem visível na delapidação de património de saúde em Lisboa, como é bem evidente no caso da venda dos terrenos na Colina de Santana, que como aqui já denunciamos com veemência, engloba os hospitais de São José, Miguel Bombarda, Capuchos e Santa Marta, e que tem por objectivo libertar para a especulação imobiliária uma colina que vale ouro.
Ao mesmo tempo, esta ofensiva consubstancia-se no despedimento de profissionais competentes, como enfermeiros, despedidos sem apelo nem agravo de várias unidades hospitalares, contratando em contrapartida médicos e enfermeiros a ganhar à hora remunerações miseráveis, sendo a ARS de Lisboa useira e vezeira nestes métodos terroristas.
Está demonstrado que para impedir este crime continuado e exigir ao mesmo tempo um verdadeiro SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE gratuito, universal, eficaz e eficiente, só derrubando este governo vende-pátrias ao serviço dos ditames da Tróica/imperialismo germânico e, consequentemente, impondo um governo democrático patriótico que tenha como objectivo primacial o não pagamento desta dívida obscena, odiosa e impagável, que não foi contraída pelo povo e que em nada o beneficiou, o povo e quem trabalha conseguirão ver satisfeitas as suas necessidades no que à saúde concerne.



Retirado de:
http://lutapopularonline.org/index.php/pais/89-saude/784-a-saude-e-um-direito-por-um-servico-nacional-de-saude-gratuito-universal

O imperialismo americano é um Tigre de Papel!

Finalmente, e conforme já se esperava, o laureado Nobel, Obama, anunciou que o imperialismo americano está preparado para aplicar o “rectificativo” que merece o regime sírio por, segundo alega, ter utilizado armas químicas contra o seu povo, assassinando assim, segundo as “provas” que apresenta, milhar e meio de mulheres, homens e crianças sírias inocentes.

 As "verdades" do imperialismo norte-americano estão bem expressas na guerra do Vietname, na 1ª invasão do Iraque, na 2ª invasão com ocupação do mesmo país, na guerra e ocupação do Afeganistão, no apoio à "democracia" e às "primaveras árabes" com os resultados que se evidenciam dia após dia, na ingerência sistemática em vários países do mundo, nas marionetas que patrocina e coloca em vários governos, etc., etc., etc.

O que é certo é que, dominando, através dos seus “aliados” ocidentais as cadeias de “comunicação social” que destilam diariamente imagens manipuladas e depoimentos “aleatórios” de populares favoráveis a uma intervenção “musculada” dos “amigos americanos”, lá vai criando uma “opinião publicada” favorável a essa intervenção militar. Uma coisa é ingenuidade, outra é...CEGUEIRA!

A hipocrisia de uma superpotência que se arroga o "direito" de ter as armas de destruição maciça mais demolidoras e destrutivas do planeta - as bombas atómicas - que podem liquidar milhões de pessoas e verte hipócritas lágrimas de crocodilo por um milhar e meio de vítimas que morreram por acção de armas químicas. Quando,  outras fontes que não as suspeitas do costume,  isto é, o imperialismo americano, afirmam ter sido utilizadas pelos "rebeldes", mercenários que fizeram o serviço na Líbia e que depois foram deslocados para a Síria e armados pelos seus amigos dos EUA e aliados.

Ainda está fresca na memória de todos os argumentos que o governo imperialista dos EUA utilizaram para invadir e ocupar o Iraque. O facto de o regime de Sadam Hussein possuir armas de “destruição maciça" . Argumento que, face às posteriores evidências foram obrigados a desmentir. Ainda está fresca na memória de todos os argumentos que os imperialistas avançaram para “justificar” o bombardeamento da Líbia, bem como o que resultou destas agressões.

Depois, vêm sempre armar-se em vítimas afirmando que os que se opõem a estas manobras imperialistas e de rapina são anti-americanos. O que é perfeitamente abusivo, já que ao condenar e opor-se às guerras de opressão e domínio levadas a cabo pelos EUA, existe a plena consciência de que uma coisa são as elites, os governos, primeiro dos Bush, agora do "laureado" Nobel, Obama, outra coisa, bem diversa, é o povo americano.

Era como se agora atribuíssemos a todo o povo alemão a loucura assassina de Hitler ou ao povo judeu o genocídio que o governo de Israel pratica em relação aos palestinianos! Ou, mais caseiro, como se considerássemos que o povo português gosta de ser colonizado pelo imperialismo germânico e pela Srª Merkel, apenas porque no governo e na presidência da república estão 3 indivíduos que se prestam a ser seus serventuários...de libré!


As forças anti-imperialistas sabem perfeitamente separar águas! Sabem, nomeadamente, que o facto de estarem contra a invasão da Síria, do Iraque, do Afeganistão, ou a ingerência em vários países - árabes e não só -, não quer dizer que estejam a favor dos regimes que governam esses países. Nada disso! A diferença entre a posição que defendem e a daqueles que apoiam os EUA mas, também, a Rússia, a China ou outras potências imperialistas emergentes, como a Alemanha, é que acham criminoso o "princípio" de que pode haver uma forte "justificação" - de preferência moral, ética ou, como é moda agora, que ponha em causa os "soberanos interesses americanos" - para agredir, invadir, ocupar e dominar outro país.

Cada povo tem de se organizar, tem de mobilizar as forças necessárias, para resolver as suas contradições internas e ver-se livre dos seus tiranos!