terça-feira, 11 de março de 2014

Os Setenta Cretinos



A imprensa de hoje dá um festivo relevo a um manifesto subscrito por setenta personalidades de vários quadrantes políticos e de diferentes sectores da sociedade, apelando à reestruturação da dívida pública.
Não vamos sujar aqui as páginas do Luta Popular com a publicação do rol dos nomes de todos esses energúmenos contra-revolucionários, mas, para que o leitor possa fazer uma ideia, o manifesto vem assinado por sujeitos que vão desde Adriano Moreira, a Freitas do Amaral e Bagão Félix, passando por Manuela Ferreira Leite e António Capucho, e continuando por Ferro Rodrigues, João Cravinho, Carvalho da Silva e Francisco Louçã, sem esquecer o João Vieira Lopes dos patrões do comércio e o António Saraiva dos patrões da indústria.
Estamos, pois, perante um manifesto do chamado bloco central, que é o nome eufemístico que a nossa comunicação social e os partidos que se autoproclamam do arco-do-poder dão à santíssima aliança contra-revolucionária da direita portuguesa, que inclui o PSD, o CDS, o PS e, ficou agora a ver-se, inclui também a direita do Bloco de Esquerda, representada por Louçã e Rosas.
Ora, que se propõem estes setenta oficiantes do bloco central?
Começam por reconhecer, após três anos de política austeritária da Tróica e do governo de traição nacional Coelho/Portas, que é impossível pagar a dívida.
Conclusão, como se vê, demasiado tardia, porque o PCTP/MRPP já avisara que a dívida pública era totalmente insustentável e impagável, logo que foi assinado, pela corja do bloco central, o Memorando de Entendimento.
Há três anos que sabemos e dizemos que a dívida é impagável e que será cada vez mais impagável, em consequência da política reaccionária imposta pela Tróica e seus lacaios internos.
Três anos depois de o PCTP/MRPP ter tocado a rebate contra a insustentabilidade e impagabilidade da dívida, acordaram de sobressalto os corifeus do bloco central, gente que nunca levantou um dedo contra o novo código do trabalho nem contra o roubo do trabalho, do salário e das pensões perpetrado precisamente por dois dos partidos que também integram o bloco central.
Agora, até o economista mais idiota da nossa praça – refiro-me obviamente ao Cavaco – sabe que a dívida é insustentável e impagável, como aliás acaba de confessar no longo e nauseabundo prefácio com que pôs à venda o último livro dos seus discursos presidenciais. Também aí, no proémio do seu Roteiros, Cavaco concorda – mas só agora, a dois meses do fim do programa da Tróica que ele apoiou e impôs ao povo português – que, mesmo que Portugal conseguisse todos os anos um excedente primário de 3% [que corresponde a um cenário impossível de 4% de crescimento anual do Produto Interno Bruto (PIB) e com juros da dívida nunca superiores a 4%], só em 2035 – só daqui a 21 anos – o rácio da nossa dívida pública desceria dos actuais 130% do PIB para os 60% impostos pelo tratado de Maastricht e pelo suicidário Tratado Orçamental, recentemente impingido pela Alemanha e assinado até pelo PS de Seguro.
Ora, se se chegou a um ponto em que até setenta personalidades da área do bloco central se decidiram a apresentar um manifesto sobre a insustentabilidade e impagabilidade da dívida pública, seria de esperar que um tal manifesto servisse única e exclusivamente para proclamar os três subsequentes objectivos políticos:
1. Não pagamos a dívida!
2. Saímos imediatamente do Euro!
3. Recuperemos a nossa soberania monetária e cambial, com a criação do Escudo e com o escudo de início cambialmente paritário com o Euro!
Se se tratasse de gente séria, os setenta energúmenos que subscreveram o recente manifesto não teriam dificuldade em propor para a solução do problema da dívida as três conclusões acima assinaladas, e com isso reforçariam a frente democrática e patriótica com vista à formação de um novo governo.
Mas não!
A canalha dos setenta propõe-se a reestruturação responsável da dívida!... Note bem o leitor o alcance do adjectivo responsável, que os setenta cretinos oferecem aos credores externos, para pretenderem afastar, com um vocábulo extraído da ética criminal luterana alemã, os irresponsáveis que se propõem não pagar nada – nem um cêntimo! – como é o caso do povo português.
Como se vê, os setenta cretinos vêm, à pressa e em época de eleições europeias, tentar salvar as próprias eleições e a continuação do sistema de exploração imposto pelo imperialismo germânico à sub-colónia portuguesa.
E em que é que
Traduz-se nisto: Portugal deve poder contar, na reestruturação da sua dívida, com o apoio que a Alemanha beneficiou no Acordo de Londres de 1953, quando, à saída da guerra, estando falida, os vencedores ocidentais tinham todo o interesse em ajudá-la, rearmando-a industrial e militarmente, de modo a poder fazer frente à Rússia soviética. se traduz a responsabilidade dos setenta responsáveis cretinos?
Nessa altura, os aliados ocidentais perdoaram 46% da dívida alemã anterior à guerra (ou seja, perdoaram 46% da dívida que tinha servido ao rearmamento alemão e à matança de 30.000.000 de europeus...) e perdoaram 51,2% da dívida germânica posterior à guerra.
No fundo., os setenta cretinos mendigam um substancial perdão da dívida pública portuguesa, convencidos que os credores da nossa dívida têm coração de santos e que vieram ao mundo para praticar a caridade em relação às sub-colónias europeias do imperialismo germânico.
Também mendigam um corte nos juros, do género do corte de que a Alemanha beneficiou no Acordo de Londres de 1953: da parte não perdoada da dívida, 17% não pagaria juros, e 38% pagaria juros reduzidos de 2,5%...
E que o leitor não se deixe enganar: mesmo quando a mendicidade pestilenta dos setenta cretinos tivesse êxito e a dívida fosse perdoada nos termos em que foi perdoada a dívida alemã à saída da guerra, o simples facto de permanecermos na zona do Euro teria como inevitável consequência que, dentro de dez anos, a nossa dívida externa seria ainda maior, mais insustentável e mais impagável do que a dívida que temos hoje.
A saída do euro é inevitável e inadiável. E goza cada vez mais de maior apoio popular. E é precisamente por causa desse apoio popular crescente que os setenta reaccionários vêm agora a todo o vapor conclamar uma reestruturação responsável da dívida.
Antes que os irresponsáveis proletários, fartos de cortes e de roubos, tomem porventura conta disto!
Claro está que os setenta cretinos – tão responsáveis que eles são!... – não dizem uma palavra contra o novo código do trabalho, nem contra a continuação do roubo do trabalho, dos salários e das pensões, nem uma palavra contra o desemprego e a continuação dos despedimentos, em suma, não dizem uma única palavra em defesa dos operários.
Para todos os efeitos, são setenta miguéis de vasconcelos, sempre com soluções na ponta das suas assinaturas e das suas espingardas, prontos para vender o País.

espartaco



Retirado de:
http://lutapopularonline.org/index.php/pais/104-politica-geral/1004-os-setenta-cretinos



segunda-feira, 10 de março de 2014

Contra a chantagem da dívida existe uma saída!

Um dos mais preciosos ensinamentos que Karl Marx nos deixou foi o de que não basta saber interpretar a história, o importante é, com base nas sínteses que resultam do estudo sobre os fenómenos com que nos deparamos, sabermos transformar, ser actores da transformação da história.

Quando se aborda a questão da dívida e se tenta determinar as razões pelas quais ela não deve ser paga pelos trabalhadores e pelo povo e se conclui que tal se deve ao facto de não terem sido eles os responsáveis por ela, nem os seus beneficiários, temos de ter em conta que a burguesia e o seu sistema capitalista, sendo os detentores dos meios de comunicação social que formatam a chamada opinião pública, vão provocando a confusão propositada.

Tentando, assim, instilar na consciência do povo conceitos tais como “somos gente honesta e pagamos as nossas dívidas”, “um estado de direito não pode entrar em bancarrota”, “vivemos acima das nossas possibilidades”, “não votámos neles, mas como vivemos numa democracia somos colectivamente responsáveis pela dívida”, entre outros, escamoteando que a dívida é um mecanismo de que o sistema capitalista se está a utilizar para promover um processo de transformação da mesma em maior acumulação de riqueza e transferência de activos e empresas públicas para as mãos de privados.

Porque é a dívida ilegítima e ilegal?

A primeira das desmistificações que tem de ser feita é a de que esta dívida é ilegítima porque deriva de acordos que não tiveram em conta os interesses dos seus supostos destinatários – os trabalhadores e o povo -, é ilegal não só porque assentou em critérios mais do que duvidosos da avaliação dos riscos, da oportunidade e da exequibilidade dos projectos a que os empréstimos que resultaram em dívida afirmavam destinar-se, mas porque foram aceites clausulados e taxas de juro usurários totalmente inconstitucionais.

Não foi por acaso, aliás, que os partidos traidores e vende-pátrias PS, PSD e CDS, assinaram o Memorando com a tróica germano-imperialista. É que o resgate de mais de 70 mil milhões de euros, para além de servir para salvar o sacrossanto sistema bancário que tinha embandeirado em arco no negócio dos chamados activos tóxicos, no mercado do sub-prime e na desregulação do crédito, fazia com que a dívida soberana passasse, assim, a ser regulada pela lei internacional, pelo Tribunal Europeu, mais favorável à especulação e aos juros usurários que se querem cobrar.

Porque é que a dívida é odiosa?

E a dívida passou a ser odiosa porque, para além de estar a ser cobrada, exclusivamente, a quem não a contraiu, nem dela retirou qualquer benefício, os trabalhadores e o povo português, a sua cobrança está a lançá-los na mais profunda fome, miséria, desemprego e precariedade, ao mesmo tempo que está a comprometer qualquer estratégia de crescimento e desenvolvimento económico independente do nosso país, lançando-o na mais profunda das recessões e na liquidação do que resta do seu tecido produtivo.

Porque é a dívida impagável?

Independentemente do resultado das eleições presidenciais que neste momento ocorrem em França, o directório europeu, completamente dominado pelos interesses do imperialismo germânico, vai mais longe no seu maquiavelismo. Pretendem que a dívida seja impagável:

1.       Primeiro porque, tendo o nosso país sofrido o mesmo processo de desindustrialização e liquidação da sua agricultura e pescas que a Alemanha impôs a um grande número de países europeus, mais de 80% daquilo de que necessitamos para nos alimentarmos e produzir alguma economia, é importado, o que leva a uma contínua espiral de endividamento, sem saída possível.

2.       Segundo, porque, aos juros usurários que são praticados, Portugal ver-se-á obrigado a contrair novos empréstimos, sucessivamente, para fazer face ao pagamento do serviço da dívida e à amortização da mesma, ou seja, será como aquela corrida viciada em que a lebre corre que nem uma desalmada atrás de uma cenoura que está presa a um mecanismo que atinge uma velocidade superior à que ela pode alcançar, nunca podendo portanto chegar a deliciar-se com a sua ingestão.

3.       Em terceiro lugar, a dívida deseja-se impagável porque, em nome do cumprimento do seu pagamento a tróica germano-imperialista obriga-nos à transferência de activos e empresas públicas estratégicas para as mãos de grandes grupos financeiros e bancários, sobretudo alemães, privando o nosso país de construir uma estratégia económica independente e, na lógica da distribuição do trabalho que quer impor, transforma Portugal num país de mão-de-obra barata, não qualificada e intensiva.

A necessidade de um Governo Democrático Patriótico

Neste contexto, em que um variado leque de camadas populares, de classes, que vão desde os operários, aos trabalhadores de serviços, aos assalariados rurais e aos camponeses pobres, à pequena-burguesia em geral e a alguns sectores da media-burguesia que se encontram em risco de falência graças às políticas vende-pátrias que o governo Passos/Portas, a mando da tróica germano-imperialista, tem levado a cabo, se confrontam com medidas terroristas e fascistas que a todos afectam, torna-se cada vez mais premente uma frente de unidade entre todas elas, que promova o derrube do governo Passos/Portas e obrigue à constituição de um Governo Democrático Patriótico.

Um governo que, para além de nacionalizar a banca e todos os activos e empresas estratégicas, se encarregaria de expulsar a tróica germano-imperialista do nosso território, e, tal como outros países já o ousaram fazer, diria com total, meridiana e clara firmeza que esta dívida…NÃO PAGAMOS!

Um governo que iniciaria de imediato, com o apoio de todas as camadas populares que se tivessem aliado para este objectivo, e sob o controlo dos trabalhadores:

1.       A recuperação do nosso tecido industrial destruído (siderurgia, indústria naval, metalurgia/metalomecânica, minas, etc.).

2.        A nossa agricultura e pescas. De assinalar que somente em 3 décadas, devido às políticas sucessivamente seguidas por PS e PSD, com o CDS pela trela, mais de 700 mil trabalhadores abandonaram os campos e a produção agrícola baixou para menos de metade e mais de 30 mil pescadores abandonaram a economia do mar.

3.       Nacionalização da banca e de todas as empresas e activos estratégicos.

4.       Iniciasse um programa de investimentos criteriosos e produtivos, como a reabilitação da nossa rede de portos atlânticos, aproveitando o facto de possuirmos um dos portos de águas profunda melhor posicionado na Europa – o porto de Sines -, portos esses que ligados entre si por uma linha ferroviária de alta velocidade, de bitola europeia (que não tem a haver com a palhaçada do TGV), misto de transporte de mercadorias e passageiros, por sua vez ligado ao coração do continente europeu por outra linha, em T, que fizesse a ligação Vilar Formoso/Irún, tornasse Portugal a principal porta de entrada e saída do essencial das mercadorias de e para a Europa. É preciso não esquecer que, quando em 2014 estiverem terminadas as obras de alargamento do Canal do Panamá, que permitirá o tráfico dos chamados super cargueiros, grande parte do fluxo de mercadorias dos continentes asiático e americano passarão por ali e o primeiro porto que encontrarão do outro lado do Atlântico será, precisamente, o de Sines.

5.       Na frente diplomática, um governo que promovesse, no âmbito do seu relacionamento com outros países, do continente europeu ou qualquer outro, relações com base na igualdade, na reciprocidade e nas vantagens mútuas, abandonando qualquer estrutura militar ou política de agressão e domínio sobre outros povos e nações, esteja ao serviço de qualquer imperialismo que seja.

A consciência de que esta dívida está a servir como instrumento de chantagem e subjugação dos povos e países europeus por parte do imperialismo germânico está a aumentar. A consciência de que uma ampla frente de camadas populares, de classes, está a ser afectada pelas medidas terroristas e fascistas que a salvação por parte da tróica está a impor é cada vez mais perceptível. Falta o passo seguinte.

Promover a unidade com base nos princípios e na acção concreta, isolar as concepções oportunistas que, instilando o medo – dizem eles que em nome de uma visão de esquerda responsável – sobre as consequências do NÃO PAGAMENTO da dívida, propõem soluções de compromisso com o sistema capitalista – nomeadamente a renegociação ou a reestruturação da dívida -, que só servem para o manter à tona de água por um pouco mais tempo, mas sempre agressivo e repressivo.


sexta-feira, 7 de março de 2014

Não são apenas Coelho e Portas que só sabem governar contra a Constituição

TC obriga António Costa a apresentar relatório comprometedor!

Ao fim de mais de dois anos e meio de recusa em tornar público um relatório subscrito há cerca de 3 anos por um dos seus vereadores – bem como documentos com ele relacionados –, relatório que denunciava que a contratação de várias obras enfermava de graves problemas – que iam de elevados gastos em trabalhos a mais ao pagamento de vultuosos juros de mora aos empreiteiros -, a conferência de juízes da 3ª Secção do Tribunal Constitucional rejeitou por unanimidade um recurso apresentado em Setembro de 2013 pela CML.
Um recurso irrecorrível que põe fim à arrogante postura de António Costa que, com meridiana desfaçatez, sempre invocou não dever tornar públicos os referidos documentos, pois tal abre caminho a que todas as decisões políticas e documentos que as corporizam fiquem sujeitas ao escrutínio público e, eventualmente, judicial, o que irá conduzir, inevitavelmente, à diminuição/perda da autonomia que deve caracterizar o exercício do poder político. Isto é, um perigoso precedente para quem lida mal com a democracia e está habituado a governar nas costas e contra os interesses do povo.
Ao longo da história da humanidade nenhum imperador resistiu à contestação popular. Com António Costa não será diferente! O que é preciso é impedir que, entretanto, tal como o louco e enraivecido Nero que incendiou Roma, este não acabe por destruir o que resta de uma capital com índices de abandono, desleixo e degradação nunca antes alcançados.

António Costa, com a sua brilhante gestão conseguiu acelerar o ritmo de expulsão de munícipes de Lisboa - cerca de 10 mil ao ano - fazendo Lisboa regredir aos níveis demográficos de...1931!!!

A sua demagógica campanha de criar valor, está a colocar nos braços do grande capital e do patobravismo, o que resta de activos municipais, de que a Colina de Santana é um exemplo paradigmático.
Um verdadeiro socialista que atira para o desemprego milhares de trabalhadores com a encenação das transferências dos mesmos para as Juntas de Freguesia - cujo mapa impôs de forma a ganhar nas últimas eleições a maioria dos executivos das mesmas.

Um socialista de mão cheia que atira para o desemprego dezenas de trabalhadores da EPUL, ao mesmo tempo que priva a capital de um potencial instrumento contra a especulação imobiliária.

Um socialista dos sete costados (tantos quantas as colinas de Lisboa que está a destruir) que critica o governo de só saber governar contra a Constituição, mas que, contra essa mesma Constituição, paralisa a actividade da Assembleia Distrital de Lisboa - sufocando-a financeiramente e levando a que trabalhadores da ADL não recebam o seu salário há 8 meses!

Ao mesmo tempo que, de forma arrogante e pesporrenta se recusa a entregar relatórios e vende terrenos abaixo do preço de mercado (mercados que gosta tanto de invocar), como foi o caso do recente negócio de venda de terrenos que a CML detinha no Aeroporto de Lisboa, ao governo.


E queixam-se estes oportunistas de não conseguir os apoios e a unidade necessárias que lhes propicie a tomada de assalto da direcção da Área Metropolitana de Lisboa! Pelos exemplos invocados, podem os munícipes de Lisboa vislumbrar qual seria o modelo a seguir por António Costa.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Prova de vida ou de empobrecimento?

Não passa um dia em que os chamados meios de comunicação social, com o contributo de todo o tipo de opinólogos, economistas e fazedores de opinião ao serviço do governo Coelho/Portas e dominados pelos grandes grupos financeiros e bancários que aqueles – juntamente com o seu tutor Cavaco – defendem, não nos venham fazer prova de vida da governança PSD/CDS e de um pseudo-milagre económico que estes estariam a produzir.

Nenhum dos seus argumentos resiste, no entanto, aos factos. E os factos, que falam por si, traçam um outro cenário – nada ídilico: o da realidade do crescente e profundo empobrecimento do povo e de quem trabalha, que as políticas da tróica germano-imperialista provocaram e que estes serventuários se têm prestado a executar. Segundo dados divulgados esta semana por uma fonte tão insuspeita como Autoridade Tributária e do Orçamento do Cidadão (OC):

·         Apenas nos últimos dois anos, o sucesso das políticas de ajustamento impostas pela tróica tiveram como consequência a queda dos rendimentos de 750 mil famílias para os escalões mais baixos do IRS
·         Com um rendimento anual bruto de 10 mil euros, viviam em 2010 cerca de 2,3 milhões de famílias (48%),
número que aumentou para 3 milhões (66%), em 2012! Isto é, apenas neste escalão o empobrecimento representou um aumento de 33,1% em dois anos!
·         No escalão das famílias que auferiam menos de 715 € brutos mensais de rendimento, era de 2,28 milhões o número de agregados familiares , número que disparou, em 2012, para 3,04 milhões abaixo daquele limiar

O resultado está a ser, afinal, a prova de vida do desastre económico a que este governo, persistindo na política de que seja o povo a pagar uma dívida que não contraiu e da qual não retirou qualquer benefício, está a conduzir os trabalhadores e o povo.

·         Enquanto em 2010 foram entregues 4,71 milhões de declarações de rendimento (IRS) e, deste total,  48,4% declararam menos de 10 mil euros brutos de rendimento e 51,6% um valor acima daquele, já as declarações de rendimentos de 2012 – entregues em 2013 – registam que 3,04 milhões de famílias terão assinalado rendimentos inferiores a 10 mil euros brutos.
·         Isto é, um aumento de 753 mil agregados familiares – ou seja 33% de subida – em relação a 2010 (ano em que os rendimentos das famílias portuguesas equivalia a cerca de 50% da média europeia).
·         Enquanto o total de agregados familiares com rendimentos abaixo dos 10 mil euros brutos anuais  representava em 2010 48% das declarações apresentadas, em 2012 tal percentagem subiu para 66%.
·         Ou seja, se em 2010, 51,6% das famílias auferiam rendimentos superiores a 10 mil euros brutos anuais, esse número diminuiu para 34,3% em 2012!


Neste contexto, a prova de vida que os trabalhadores e o povo devem dar a estes serventuários é a de que tudo farão para que se consolide uma política de unidade que leve ao derrube deste governo de traição nacional e do seu tutor Cavaco, primeiro passo para a constituição de um Governo Democrático e Patriótico que se recuse a pagar uma dívida ilegítima, ilegal e odiosa e que crie as condições para que o povo seja chamado a debater e a pronunciar-se sobre a saída de Portugal do euro em referendo. E podem dar já um primeiro sinal dessa vontade nas eleições para o Parlamento Europeu que vão ocorrer no próximo dia 25 de Maio!

terça-feira, 4 de março de 2014

Os indicadores de um milagre feito desastre económico!

De há uns tempos a esta parte que os trabalhadores e o povo vêm a ser brindados por este governo de traição nacional com o anúncio de um continuado e consistente milagre económico.

Segundo esta gente, as medidas terroristas e fascistas que de há 3 anos a esta parte, desde que assumiram o poder, têm vindo a impôr ao povo começam a produzir indicadores positivos de uma recuperação económica.

O povo que, quando a esmola é muita, desconfia, sente, no entanto,  que tais medidas mais não tem do que conduzido a um continuado , consistente e alargado empobrecimento, e que indicadores como o desemprego, o crescimento das exportações, as projecções de crescimento económico, entre outros indicadores, não conseguem escamotear o facto de que as políticas prosseguidas, não só não estão a resultar, como o paraíso do leite e do mel anunciado não passa de uma miragem.

Assente o pó levantado pela demagogia e a mentira, eis que se começa a perceber que o desemprego, afinal, crescerá, passado o efeito sazonal do emprego de verão e deduzido das estatísticas oficiais o efeito da emigração massiva que se tem registado – sobretudo de jovens e licenciados.

Assim como se torna cada vez mais evidente que, apesar do genocídio fiscal que aos trabalhadores e ao povo português está a ser imposto para pagar uma dívida que não contraíram, nem dela retiraram qualquer benefício,  a dívida não cessa de aumentar,  e mesmo a diminuição do déficite não passa de uma ilusão projectada pelos mesmos que há 3 anos atrás anunciavam que o Memorando de Entendimento serviria, precisamente, para resgatar Portugal da dívida e do déficite.

No entanto, não fala este executivo de serventuários,de outro tipo de indicadores, esses sim reais. Esconde, nomeadamente, o facto de que nos últimos 2 anos lançou a malha estreita da rede das finanças sobre as famílias , como denuncia a um jornal económico o Presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos, que assegura que  nos últimos dois anos o fisco executou e vendeu quase 56 mil imóveis, deixando as famílias sem lugar para viver, tendo o governo intensificado “…a pressão para penhorar imóveis”.

Um dos indicadores do sucesso que o governo dos serventuários Coelho/Portas, tutelado por Cavaco, mais amiúde gosta de evidenciar, é o das exportações. Contudo, mesmo o projectado crescimento de cerca de 5% estimado para 2013, não resultou de um aumento da capacidade produtiva instalada, mas sim de outros factores. A saber:

·         O facto de ter decrescido o consumo de gasolina e os seus excedentes estarem a ser exportados, isto porque o gasóleo se tornou  um produto com maior procura entre os combustíveis disponíveis no mercado;

·         O ouro não monetário estar em alta, resultado do cada vez maior recurso das famílias à venda ou penhora das jóias de família para compensarem as quebras de rendimento a que foram sujeitas, quer pelo desemprego, quer pelo aumento de impostos, quer pelos sucessivos cortes nas pensões e outras prestações sociais, quer ainda pelo brutal aumento dos principais bens e serviços de primeira necessidade, entre os quais se encontram os medicamentos;

·         Medicamentos que as grandes empresas multinacionais farmacêuticas – em busca de um maior e mais fácil lucro – estão a deixar esgotar nos circuitos de distribuição normais – farmácias, dispensários hospitalares, etc. - , para depois os vender a países estrangeiros com margens de lucro muito maiores;

·         A relativa desvalorização que o euro registou em relação ao dólar e que teve um grande efeito no volume das exportações, sobretudo para os países fora do euro.

Mesmo o frágil e por certificar crescimento do PIB deve-se ao facto de se ter registado alguma reanimação da procura interna, muito graças – o que não deixa de ser caricato – ao chumbo levado a cabo pelo Tribunal Constitucional de algumas das mais abjectas e terroristas normas do OE 2013, precisamente aquelas que induziriam, tivessem sido aprovadas, ainda mais dramáticas reduções nos já de si diminuto rendimentos do povo e de quem trabalha.

Conhecidas que são as escolhas de Coelho e Portas para a lista de coligação – a Aliança Portugal – que apresentam às próximas eleições para o parlamento europeu , assim como a do PS que apresenta como primeiro candidato um tal Assis que proclama a necessidade de um entendimento entre PS e PSD e CDS – como se esse entendimento não existisse de há muito e estivesse até consubstanciado no pacto de agressão sobre o povo que todos eles subscreveram com a tróica germano-imperialista -, quer a nível interno, quer a nível externo, outra saída não resta aos trabalhadores e ao povo português senão aproveitar as eleições europeias para dar um passo decisivo no derrube do governo de traição nacional e isolar e derrotar os candidatos que se mostram dispostos a com tal canalha se aliar.

Há que forjar na luta a ampla aliança de forças políticas e sociais que hão-de pôr na rua os inimigos do povo e os vendilhões da pátria e construir o governo democrático patriótico de que o país tão urgentemente necessita.


segunda-feira, 3 de março de 2014

A destruição sistemática do SNS provoca morte e sofrimento para o povo

sns 01No passado mês de Fevereiro, um cidadão de nome João Brochado, de 60 anos de idade, foi operado por suspeita de cancro raro, mas contraiu uma infecção e o Centro Hospitalar do Oeste (Caldas da Rainha) que não tem uma unidade de cuidados intensivos, tentou transferi-lo com urgência para um hospital com essa valência. Os hospitais Santa Maria, Loures, e Leiria recusaram o doente, e só foi aceite em Abrantes, chegando em estado crítico à cidade ribatejana, onde foi submetido a duas operações, às quais não viria a resistir, falecendo. Os motivos dados a esta situação de brutal gravidade, foram de que “não havia camas disponíveis nos serviços de cuidados intensivos”.
Esta situação dramática, de falta de camas, é denunciada por Rui Moreno, presidente do colégio da sub-especialidade de Medicina Intensiva da Ordem dos Médicos: “Portugal tem apenas quatro a cinco camas nos serviços de cuidados intensivos por cada cem mil habitantes. A média europeia situa-se nas 12. Portugal tem assim 450 camas nos serviços de cuidados intensivos. Devia ter 900”…por este motivo a falta de camas nos cuidados intensivos, cuja maioria das unidades tem uma lotação na ordem dos 90 por cento. O alerta deste médico vai mais longe: não faltam apenas camas, há também falta de médicos e de enfermeiros. «Não me admiro quando há hospitais a dizer que fazem 10 telefonemas até conseguirem vaga» para um doente, diz Rui Moreno, que também é responsável pela Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital de São José.
O bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva afirma também que este “cenário piora quando estamos numa altura de infecções respiratórias. É por isso que a lotação não deve passar os 80 por cento. Mas a maioria das unidades tem a lotação sempre acima dos 90 por cento”.
Esta situação vem comprovadamente mostrar que as denúncias feitas pelas organizações sindicais, de médicos e enfermeiros, e dos utentes do SNS, são justas, denúncias que demonstram cabalmente a destruição sistemática e acelerada do Serviço Nacional de Saúde pela politica deliberada deste governo de traição nacional.
Esta situação criminosa irá com certeza piorar, porquanto os cortes no OE para este ano são por si brutais. Como já aqui nestas páginas denunciámos, o orçamento para a Saúde neste ano que agora se inicia, diminuirá 9,4% face a 2013, e o Ministério quer, a mando da tróica germano-imperialista, cortar mais de 250 milhões de euros na despesa.
Esta situação vem também demonstrar à saciedade de que o não pagamento da dívida defendida por cada vez mais trabalhadores, democratas e patriotas é o único caminho que impedirá a contínua destruição do SNS, objectivo primacial do grande capital que pretende privatizar a saúde.
O derrube deste governo, mentores deste puro assassínio deste cidadão, é mais que urgente, impondo em seu lugar um governo democrático patriótico que tenha como primeiras medidas a saída do euro e o não pagamento desta dívida odiosa, ilegal e ilegítima.
Não há tempo a perder, ousemos lutar para vencermos!

Retirado de:
http://lutapopularonline.org/index.php/pais/89-saude/998-a-destruicao-sistematica-do-sns-provoca-morte-e-sofrimento-para-o-povo

sábado, 1 de março de 2014

Tropa de choque do imperialismo germânico ou países independentes?

Tropa de choque do imperialismo germânico ou reconquistar a soberania nacional e implementar um novo paradigma de economia, ao serviço dos trabalhadores e do povo? Eis as
alternativas que o projecto de refundação europeia proposto por Merkel coloca aos povos e nações da Europa, dominados ou em vias de ser dominados, pela pata do imperialismo germânico que está a conseguir o que, nem Hitler, com todas as suas divisões Panzer e poderio bélico, conseguiu: dominar, subjugar e humilhar a Europa!

Face ao actual panorama geopolítico internacional, em que a superpotência norte-americana se torna cada vez mais  agressiva, numa desesperada tentativa de recuperar a sua influência e domínio mundiais, enfrentando um cada vez  mais ameaçador e poderoso adversário que é a China capitalista, o sub-imperialismo germânico tenta, afincadamente, posicionar-se de forma a que, no quadro deste conflito, por enquanto surdo e de bastidores, não vir a perder influência nem ver comprometidos os seus interesses de se afirmar como potência dominante na Europa e com peso negocial no mundo.

Os episódios que levaram à queda e assassinato de Kadafi na Líbia, as primaveras árabes ou as revoluções violeta, a operação de isolamento da Síria, recorrendo aos mesmos grupos terroristas e mercenários que tinham sido utilizados na Líbia e o cada vez mais do que certo assalto ao Irão, comprovam que as potências imperialistas e as potências regionais, aliadas ou não daquelas, estão num grande afã a colocar os seus peões no tabuleiro do xadrez da política de dominação internacional e se preparam para a guerra, envolvendo nela os povos, as nações e os trabalhadores de todo o mundo, estando dispostos, uma vez mais, a sacrificá-los no altar do seu sacrossanto lucro.

A crise na Ucrânia, que começou por ser constitucional, e que hoje é, de forma cada vez mais evidente, uma crise despoletada por duas correntes que há muito se degladiam – a dos que querem estar associados aos interesses das oligarquias políticas e financeiras russas e a dos que defendem uma aliança com os chamados países ocidentais, mormente com a União Europeia -, é bem demonstrativa de que estas correntes têm por objectivo, não a defesa do povo ucraniano, mas tão só actuar como serventuários de um dos blocos imperialistas que pretendem abocanhar e dominar os riquíssimos recursos daquele país, a par do jogo estratégico que passa por saber qual dos blocos terá acesso e domínio sobre o arsenal atómico daquela que é já a 3ª potência atómica mundial.

A crise e o frenesim dos chamados mercados financeiros produziram na potência alemã uma desconfiança em relação a políticos que esta considera cada vez mais incompetentes na defesa dos seus interesses tendo para tal produzido e imposto uma casta de tecnocratas, cujo tirocínio foi efectuado nas grandes corporações financeiras e bancárias, para os substituir. E começaram já o assalto a todo o aparelho político, institucional e executivo, quer a nível dos 27 países que constituem a União Europeia, quer a nível da própria instituição que comanda os destinos desta Europa comunitária.

Utilizando esta casta de tecnocratas, a fuhrer do IV Reich e seus apaniguados foram preparando autênticos golpes de estado institucionais. Começaram por nomear um Comissário e uma Comissão Europeia, sem qualquer legitimidade democrática – democracia que tanto gostam de propalar -, pois a sua eleição não foi sujeita a sufrágio.

Confrontada com a inépcia da Comissão Europeia e seu chefe, o transfuga Durão Barroso,  na defesa dos seus interesses imperiais, a chancelerina Merkel impõe, no âmbito do Tratado de Lisboa, que seja dado um papel de maior relevância ao Conselho Europeu, que passa a assumir as funções de um organismo governamental – supra europeu – que se envolve cada vez mais nas decisões políticas, sem para tal ter mandato. Não pode passar em claro que foi durante o governo Sócrates – agora reaparecido do seu exílio dourado em Paris – que o Tratado de Lisboa foi assinado pelo próprio, como não pode Seguro e a actual direcção do PS eximir-se dessa responsabilidade já que, até à data, não se vislumbra da sua parte qualquer corte ou denúncia política de tal tratado.

Básicamente, Estrasburgo passa a ser o centro do poder germano-imperialista e Bruxelas um adorno com cada vez menor influência e poder de decisão.

Apoiando-se na chantagem das dívidas soberanas e no espartilho do euro, do Tratado Orçamental europeu, da perda de soberania orçamental, fiscal e cambial, Merkel  inicia o processo de aceitação por parte dos governos vende pátrias dos países ditos da periferia da transferência das soberanias desses países para superstruturas fora das suas fronteiras, dominadas, entretanto, pelo bloco germano-imperialista.


A refundação do projecto europeu passa, então, pela necessidade de se vir a formar  um Governo Económico, não eleito, encarregue de supervisionar e sancionar – através de mecanismos como o MEE – todos aqueles membros/países que não tenham observado os limites constitucionais para as dívidas, limites que deverão ser incorporados nas Constituições segundo os montantes que mais convenham aos interesses especulativos dos grandes grupos financeiros e bancários, liderados pelos bancos alemães.

De golpe de estado em golpe de estado, o que está em marcha é um modelo que começou a ser experimentado na Grécia e em Itália, onde primeiros ministros eleitos foram substituídos por tecnocratas designados pelas grandes casas financeiras. E este processo alargar-se-á, tanto mais quanto o imperialismo germânico considerar que os governos vende pátrias intervencionados, apesar dos mecanismos de chantagem e pressão que os Memorandos de Entendimento firmados com o FMI e restante tróica constituem, não correspondem mais ao que se esperaria deles quanto à execução dos programas que lhes foram impostos e que têm como único objectivo exaurir os recursos económicos e financeiros dos países sujeitos à intervenção e ao resgate, conferindo-lhes, ao mesmo tempo, um novo papel na divisão internacional de trabalho, neste caso a  nível europeu.

 Isto é, para além de fazer da dívida soberana um negócio que possibilita lucros fabulosos à custa dos juros faraónicos cobrados, os interesses do imperialismo germânico pretendem assaltar e controlar, a preços de saldo, os activos e as empresas estratégicas dos países sob resgate e criar em alguns deles bolsas de trabalho intensivo, não qualificado e barato que lhe assegure uma maior competitividade em relação à emergente super potência que é a China capitalista.

Neste contexto, não compreender que a Lei Geral do Orçamento de Estado para 2014, a venda de activos e empresas públicas, a preços de saldo, como poderá vir a acontecer com a companhia de bandeira TAP, as leis facilitadoras e embaretecedoras dos despedimentos, a legislação que promove o roubo dos salários e do trabalho, a agenda ideológica que impõe o empobrecimento do povo e a dificultação do seu acesso à saúde e à educação, fazem parte dessa estratégia de colonização constitui, não somente cegueira política, mas traição aos interesses do povo português, e de outros povos e nações sujeitos, neste preciso momento, a programas de resgate idênticos àquele que o Memorando de Entendimento com a tróica germano-imperialista nos impôs.

Construído em nome da paz na Europa, o projecto europeu, dominado agora pelo imperialismo germânico, revela-se cada vez mais aquilo que sempre foi, um fautor de guerra. Isto é, no quadro da feroz competição pelo domínio mundial entre as várias potências e superpotências capitalistas e imperialistas, no quadro actual de uma luta sem quartel, apesar de surda e de bastidores, entre a super potência norte-americana e a crescente potência chinesa, a eminência de um novo conflito à escala mundial é cada vez mais real, não havendo prémio Nobel que altere esta eminente possibilidade.

Os povos e as nações da Europa e de todo o mundo, têm de se preparar para opor a esta guerra imperialista em preparação, tal como o fizeram no passado, a guerra revolucionária e popular de libertação do domínio capitalista.

Em Portugal, os trabalhadores e o povo têm de se sublevar para derrubar um governo que tem demonstrado estar disposto a servir de peão neste jogo entre as grandes potências, nem que para isso seja necessário sacrificar no altar da fome da miséria, do desemprego e da precariedade aqueles que diz representar.

Derrubar o governo PSD/CDS, acolitado por Cavaco e amparado pelo PS, expulsar o FMI e restante tróica do nosso país e impor um Governo  Democrático Patriótico, fruto da aliança entre várias classes e reflexo da síntese dos diferentes interesses de classe, desde a classe operária, até à pequena burguesia de serviços, passando por pequenos e médios capitalistas, democratas e patriotas, com ou sem partido, é não só a única saída possível para os trabalhadores e para o povo português, mas, também, um imperativo para a paz e a independência nacional.